<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de Novos Usos - A Pesca nos Açores</title>
	<atom:link href="https://pescazores.com/cat/noticias/novos-usos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://pescazores.com/cat/noticias/novos-usos/</link>
	<description>Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores</description>
	<lastBuildDate>Mon, 11 Apr 2022 10:55:06 +0000</lastBuildDate>
	<language>en-US</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>Universidade dos Açores quer servir-nos peixe sem o matar (Som)</title>
		<link>https://pescazores.com/universidade-dos-acores-quer-servir-nos-peixe-sem-o-matar-som/</link>
					<comments>https://pescazores.com/universidade-dos-acores-quer-servir-nos-peixe-sem-o-matar-som/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Apr 2022 10:55:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Usos]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Gui Menezes]]></category>
		<category><![CDATA[Okeanus]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pescazores.com/?p=32571</guid>

					<description><![CDATA[<p>O centro de investigação Okeanus, da Universidade dos Açores, está envolvido num projeto pioneiro que pretende reproduzir em laboratório as células dos animais marinhos. O objetivo é testar a utilização desta células na alimentação dos humanos, ou na criação de medicamentos.Um mundo de potencialidade que está ainda por explorar e algo impensável há poucos anos. [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/universidade-dos-acores-quer-servir-nos-peixe-sem-o-matar-som/">Universidade dos Açores quer servir-nos peixe sem o matar (Som)</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>O centro de investigação Okeanus, da Universidade dos Açores, está envolvido num projeto pioneiro que pretende reproduzir em laboratório as células dos animais marinhos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo é testar a utilização desta células na alimentação dos humanos, ou na criação de medicamentos.<br>Um mundo de potencialidade que está ainda por explorar e algo impensável há poucos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.rtp.pt/acores/economia/universidade-dos-acores-quer-servir-nos-peixe-sem-o-matar-som_75764"><strong>Para ouvir clique aqui</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Antena 1 Açores</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/universidade-dos-acores-quer-servir-nos-peixe-sem-o-matar-som/">Universidade dos Açores quer servir-nos peixe sem o matar (Som)</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://pescazores.com/universidade-dos-acores-quer-servir-nos-peixe-sem-o-matar-som/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Semana das Pescas // Única empresa açoriana de aquacultura avança com cultura industrial em 2023</title>
		<link>https://pescazores.com/semana-das-pescas-unica-empresa-acoriana-de-aquacultura-avanca-com-cultura-industrial-em-2023/</link>
					<comments>https://pescazores.com/semana-das-pescas-unica-empresa-acoriana-de-aquacultura-avanca-com-cultura-industrial-em-2023/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 14:57:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Novos Usos]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[aquacultura Açores]]></category>
		<category><![CDATA[Aquazor]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Serra Lopes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pescazores.com/?p=32544</guid>

					<description><![CDATA[<p>Durante a tarde de ontem os trabalhos foram dedicados à aquacultura, uma actividade que, segundo avançou Pedro Pousão do IPMA, já é praticamente “equivalente ao volume da pesca a nível mundial”. O mesmo interveniente referiu também que a China, com mais de 60% da produção, é a maior produtora no mundo e que a Noruega [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/semana-das-pescas-unica-empresa-acoriana-de-aquacultura-avanca-com-cultura-industrial-em-2023/">Semana das Pescas // Única empresa açoriana de aquacultura avança com cultura industrial em 2023</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Durante a tarde de ontem os trabalhos foram dedicados à aquacultura, uma actividade que, segundo avançou Pedro Pousão do IPMA, já é praticamente “equivalente ao volume da pesca a nível mundial”. O mesmo interveniente referiu também que a China, com mais de 60% da produção, é a maior produtora no mundo e que a Noruega lidera a nível europeu. Pedro Pousão-Ferreira defende que “é preciso dar o salto nesta aposta” também em Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já Paulo Serra Lopes, da Aquazor, a única empresa de aquacultura em funcionamento nos Açores, avançou que já se encontra em andamento “o segundo ciclo de engorda de lírio” na estrutura que a empresa detém na Ribeira Quente, na ilha de São Miguel. Serra Lopes anunciou ainda que a próxima fase deste projecto passará por “avançar para cultura industrial, já no próximo ano, passando para as 6 jaulas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criada em 2016, a Aquazor assenta a sua aposta numa cultura em offshore (ao largo da costa) através de um jaula capaz de submergir até aos 20 metros como forma de evitar dias de tempestade. Essas condições de mar foram, segundo explicou Serra Lopes, o principal factor para que a empresa tenha decidido iniciar com a cultura de lírio e de algas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fazendo um balanço sobre o primeiro ciclo de produção, onde os lírios variaram entre os 3 e os 5 kgs de peso, o representante da Aquazor admitiu que “este foi um ano de aprendizagem”, lamentando que “, no continente, ainda exista “um grande desconhecimento sobre esta espécie”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paulo Serra Lopes destacou também a parceria existente com a Universidade dos Açores e com as Associações de Pescadores, realçando que para além do apoio disponibilizado, a Aquazor aposta na contratação de profissionais do sector para que “as Pescas e aquacultura se fundam e possam partilhar boas acções para o futuro”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Correio dos Açores</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/semana-das-pescas-unica-empresa-acoriana-de-aquacultura-avanca-com-cultura-industrial-em-2023/">Semana das Pescas // Única empresa açoriana de aquacultura avança com cultura industrial em 2023</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://pescazores.com/semana-das-pescas-unica-empresa-acoriana-de-aquacultura-avanca-com-cultura-industrial-em-2023/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ministro do Mar e Secretária de Estado das Pescas inauguram Centro Biomarinho da Nazaré</title>
		<link>https://pescazores.com/ministro-do-mar-e-secretaria-de-estado-das-pescas-inauguram-centro-biomarinho-da-nazare/</link>
					<comments>https://pescazores.com/ministro-do-mar-e-secretaria-de-estado-das-pescas-inauguram-centro-biomarinho-da-nazare/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Apr 2021 09:15:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Usos]]></category>
		<category><![CDATA[Mar 2020]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Serrão Santos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pescazores.com/?p=31910</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, e a Secretária de Estado das Pescas, Teresa Coelho, inauguraram hoje o Centro Biomarinho da Nazaré (Oceano Fresco).O Centro Biomarinho, localizado no porto da Nazaré, tem como missão contribuir para a produção sustentável de alimentos, produzindo sementes para pré-engorda de espécies autóctones, nomeadamente ameijoa boa e ameijoa macha.Este [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/ministro-do-mar-e-secretaria-de-estado-das-pescas-inauguram-centro-biomarinho-da-nazare/">Ministro do Mar e Secretária de Estado das Pescas inauguram Centro Biomarinho da Nazaré</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, e a Secretária de Estado das Pescas, Teresa Coelho, inauguraram hoje o Centro Biomarinho da Nazaré (Oceano Fresco).<br>O Centro Biomarinho, localizado no porto da Nazaré, tem como missão contribuir para a produção sustentável de alimentos, produzindo sementes para pré-engorda de espécies autóctones, nomeadamente ameijoa boa e ameijoa macha.<br>Este projeto – apoiado pelo Programa Operacional Mar2020 (PO Mar2020) &#8211; corresponde a um investimento total de 2,2 milhões de euros, com um apoio público de 1,1 milhões de euros.<br>Decorreu ainda uma reunião trabalho entre o Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, a Secretária de Estado das Pescas, Teresa Coelho, a Gestora do PO Mar2020, Dina Ferreira, e o Diretor da DRAP-LVT, Lacerda Fonseca, no âmbito da avaliação e agilização dos processos relacionados com os projetos Mar2020.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/ministro-do-mar-e-secretaria-de-estado-das-pescas-inauguram-centro-biomarinho-da-nazare/">Ministro do Mar e Secretária de Estado das Pescas inauguram Centro Biomarinho da Nazaré</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://pescazores.com/ministro-do-mar-e-secretaria-de-estado-das-pescas-inauguram-centro-biomarinho-da-nazare/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Embalamento de lapas instalado na nova lota do Funchal</title>
		<link>https://pescazores.com/embalamento-de-lapas-instalado-na-nova-lota-do-funchal/</link>
					<comments>https://pescazores.com/embalamento-de-lapas-instalado-na-nova-lota-do-funchal/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Apr 2021 10:34:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Usos]]></category>
		<category><![CDATA[lapas]]></category>
		<category><![CDATA[Lota do Funchal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pescazores.com/?p=31905</guid>

					<description><![CDATA[<p>O centro de expedição e embalamento de lapas, instalado na nova lota do Funchal, funcionou pela primeira vez esta quarta-feira.  Trata-se do primeiro e único centro de expedição público, em toda a Região. Os dois centros já existentes e que até aqui garantiam o controlo de qualidade são de empresas privadas. A apanha da lapa [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/embalamento-de-lapas-instalado-na-nova-lota-do-funchal/">Embalamento de lapas instalado na nova lota do Funchal</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>O centro de expedição e embalamento de lapas, instalado na nova lota do Funchal, funcionou pela primeira vez esta quarta-feira. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se do primeiro e único centro de expedição público, em toda a Região. Os dois centros já existentes e que até aqui garantiam o controlo de qualidade são de empresas privadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apanha da lapa tem um período de defeso de quatro meses, determinado por legislação regional, que vigora entre dezembro e abril. A atividade foi retomada no passado dia 1 de abril, pelo que a “estreia” do centro também só agora aconteceu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O centro de expedição, onde se processa o embalamento, controlo e segurança alimentar, é uma exigência dos regulamentos comunitários que o Governo Regional acaba de cumprir, tendo aproveitado a construção da nova lota do Funchal para ali instalar o novo serviço, decisão que foi tomada pelo atual secretário regional de Mar e Pescas, Teófilo Cunha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta primeira utilização realizou-se com um lote de 15 quilos de lapas. Os pescadores devidamente registados podem comercializar diretamente até um máximo de 100 kg por semana, com a pesagem a ter de ser feita obrigatória em lota. Já o embalamento só é obrigatório para cima dos 100 kg.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o comprador do lote com 15 quilos, depois de ter feito a arrematação, recorreu ao centro de expedição da lota do Funchal onde as lapas foram embaladas em embalagens de 1 quilo, não tendo feito qualquer pagamento porque vigora, neste momento, a isenção do pagamento de taxas nas lotas e entrepostos frigoríficos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de alguma polémica inicial em torno do regulamento que fez com que a Região passasse a dispor do primeiro centro público de expedição e embalamento, o secretário regional de Mar e Pescas, Teófilo Cunha, afirma que a entrada em funcionamento do novo serviço na nova lota do Funchal “é mais um passo importante para garantir a toda a população da Madeira e Porto Santo que os produtos que consomem estão sujeitos a práticas e melhores condições de controlo e segurança alimentar”, referiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: JM</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/embalamento-de-lapas-instalado-na-nova-lota-do-funchal/">Embalamento de lapas instalado na nova lota do Funchal</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://pescazores.com/embalamento-de-lapas-instalado-na-nova-lota-do-funchal/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cientistas procuram amenizar emissões de metano para a atmosfera inserindo algas açorianas na alimentação do gado</title>
		<link>https://pescazores.com/cientistas-procuram-amenizar-emissoes-de-metano-para-a-atmosfera-inserindo-algas-acorianas-na-alimentacao-do-gado/</link>
					<comments>https://pescazores.com/cientistas-procuram-amenizar-emissoes-de-metano-para-a-atmosfera-inserindo-algas-acorianas-na-alimentacao-do-gado/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Mar 2021 09:55:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Novos Usos]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[algas]]></category>
		<category><![CDATA[seaExpert]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pescazores.com/?p=31779</guid>

					<description><![CDATA[<p>Entrevista com Artur Oliveira, diretor comercial da seaExpert Correio dos Açores – Há quanto tempo a seaExpert faz recolha de algas?Artur Oliveira, Director comercial da seaExpert – A seaExpert é uma empresa de serviços e consultoria na área das pescas, sedeada no Faial desde 2003. A oportunidade de trabalhar na apanha de algas surgiu em [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/cientistas-procuram-amenizar-emissoes-de-metano-para-a-atmosfera-inserindo-algas-acorianas-na-alimentacao-do-gado/">Cientistas procuram amenizar emissões de metano para a atmosfera inserindo algas açorianas na alimentação do gado</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:22px"><strong><span class="has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color">Entrevista com Artur Oliveira, diretor comercial da seaExpert</span></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Correio dos Açores – Há quanto tempo a seaExpert faz recolha de algas?</strong><br><strong>Artur Oliveira, Director comercial da seaExpert</strong> – A seaExpert é uma empresa de serviços e consultoria na área das pescas, sedeada no Faial desde 2003. A oportunidade de trabalhar na apanha de algas surgiu em 2013, quando o CEO da seaExpert, Henrique Ramos, recebeu um contacto do Dr. Leonardo Mata, que trabalhava na altura na Austrália em projectos científicos e que procurava por um fornecedor de algas para apanhar uma espécie que temos aqui nos Açores, a Asparagopsis taxiformis. Como é difícil encontrar bons fornecedores de algas selvagens a nível global, ele lançou-nos o desafio, que foi prontamente aceite e desde então este foi um sector que se estabeleceu na nossa empresa e que tem tido um crescente sucesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que torna estas algas tão procuradas e especiais?<br></strong>Os primeiros estudos relativamente à redução das emissões de metano por parte do gado ruminante tornaram esta espécie muito procurada, principalmente por equipas de investigação, que pretendem comprovar, seja in vitro ou in vivo (aplicado directamente na dieta dos animais) essas alegações.<br>Para além disso, estudos mais recentes mostram que a aplicação desta alga na dieta do gado permite também obter bons resultados na produtividade dos animais e na qualidade dos produtos, seja carne ou leite, sendo assim benéfico tanto para o ambiente como para a sociedade em geral, inclusive para os próprios produtores que têm em mãos um composto que aumenta a produtividade da sua exploração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esta alga já foi exportada para oito países diferentes. Esta exportação ocorreu apenas para auxiliar a investigação científica que se tem vindo a desenvolver para estudar a redução de metano no gado ruminante?</strong><br>Para este número de países, relativamente à Asparagopsis taxiformis, as exportações serviram essas mesmas investigações. Se falarmos em todas as outras (algas), felizmente, falaríamos em muitos mais países. Temos exportado para diversas regiões, sendo esse número relativo às investigações que começaram em 2016 na Austrália. Desde então, várias universidades e institutos de investigação privados de diversos países têm mostrado interesse e requisitado os nossos serviços de apanha de algas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Considera que o crescente interesse nesta alga pode trazer alguma consequência para o ecossistema em causa?</strong><br>Poderá trazer se não houver os devidos cuidados. Já por isso, e muito bem, existe legislação regional aplicável, a Portaria n.º 69 de Junho de 2018, conhecida como a “Lei da Apanha”, que lista as regras a ter em conta na apanha de diversos organismos marinhos, entre eles as algas.<br>No nosso caso, isto interessa para a questão das algas, tendo essa legislação recebido actualizações anuais, não só nas espécies com apanha autorizada, mas também no limite de emissão de licenças de apanha individuais por ilha, tendo em conta a população e a sua actividade de apanha. Há também um limite estabelecido no peso que pode ser apanhado por dia e por apanhador, entre muitos outros detalhes.<br>Para além disso, a apanha das algas é uma actividade pouco difundida actualmente nos Açores, tendo sido já muito importante no passado. A seaExpert visa também a exploração de algas que são menos conhecidas e muito pouco comercializadas no mundo inteiro, e como há poucas empresas no sector, apesar da existência desta legislação a nível regional, ainda assim não é suficiente para ter uma política de sustentabilidade bem fundamentada. Há muitas outras regras que é preciso ter em conta, e nós próprios, dentro da nossa empresa, temos um plano de gestão e política de sustentabilidade de forma a extrairmos um recurso natural dos nossos mares mas, ao mesmo tempo, preservando a sua sustentabilidade e a defesa dos ecossistemas costeiros marinhos ao longo dos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na sua opinião, o que falta ser revisto ou aplicado neste contexto?<br></strong>São recomendações, algumas podiam ser tidas como obrigatórias e outras mais facultativas, mas falta algum tipo de informação relativamente à rotatividade de zonas de apanha, algo que não está previsto na legislação mas que é muito importante de forma a dar tempo para a reposição de stocks. Para além disso, é muito importante ter noção, mesmo que empírica, de quais os stocks anuais de cada espécie em cada ilha.<br>(…) Mas isto não é matemático. Estamos a falar de um recurso selvagem, num ambiente altamente afectado por diversas condicionantes do ambiente e da natureza &#8211; podemos ter imenso stock de uma certa alga este ano e nos próximos anos não ter tanto. Temos sempre que ter uma relação muito próxima com a natureza e perceber os sinais que esta nos apresenta.<br>Outras recomendações que seriam importantes inserir numa política de sustentabilidade e dentro da legislação é ter em atenção a captura acessória, algo que está já muito bem previsto na pesca mas não na Lei da Apanha, que é ter o cuidado de apanhar exactamente a espécie que queremos, evitando outras algas ou animais que vivem em proximidade com as nossas espécies-alvo. Seria também muito importante os apanhadores serem contemplados com uma formação de cariz obrigatório, podendo ser leccionado em institutos e escolas por empresas certificadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quanto mais atenção a empresa atrai, mais importante se torna tudo isto…<br></strong>Claramente. Temos que ter em mente que, antes de sermos uma empresa de extracção de um recurso natural, somos protectores do oceano, mas é isto que é um bocado inverso ao que a sociedade tem sido habituada nos últimos anos. Grande parte das empresas que são nossos clientes ou que nos procuram querem exactamente isso e não uma empresa que forneça o produto sem consciencialização moral e ética, querem uma empresa que forneça um produto de qualidade e processado com qualidade, seja através da secagem ou da congelação, mas que tenha noção dos limites e que respeite a natureza (…).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As notícias mais recentes falam da utilização destas algas açorianas na alimentação do gado ruminante como uma espécie de caminho para a sustentabilidade. Será de facto possível percorrer esse caminho com a quantidade de algas existente neste momento?<br></strong>Nunca será possível, porque a indústria, seja de carne ou de leite, é uma indústria muito, muito, muito grande. Mesmo que todos os países do mundo tivessem esta alga presente nas suas águas em estado selvagem, nunca haveria alga suficiente para fornecer essa indústria.<br>Portanto, ter esta alga no estado selvagem e fornecê-la para investigação é e será sempre útil, mas pensando a jusante, no futuro, a solução teria sempre que passar pela aquacultura, pela produção desta alga de forma controlada. Neste campo, desde que saiu o primeiro artigo, em 2016, há várias iniciativas e empresas que estão a trabalhar no sentido de conseguir produzir esta alga em grande escala. Já é conhecido como produzi-la em aquacultura, mas ainda numa pequena escala.<br>Mesmo aquele que consegue fornecer alguma alga produzida em aquacultura, é ainda considerada pouca quantidade, apenas útil a nível experimental. Falta ainda descobrir como produzir em grande escala e, aí sim, podemos vislumbrar um futuro em que realmente possa existir um produto generalizado e comercializado em todo o mundo. Mesmo considerando esta alga como muito abundante nos Açores e noutras partes do mundo, nunca chegará para fornecer sequer uma parte desta indústria, pois esta precisará da biomassa durante todo o ano, enquanto que a alga está presente durante apenas três ou quatro meses em grande quantidade e em tamanho ideal para apanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E se fosse utilizada pelos agricultores da ilha de São Miguel de uma forma geral, seria possível alcançar uma certa sustentabilidade local a partir da alga?<br></strong>Teríamos que ter acesso a números para ter uma ideia, mas, na minha opinião, não. Temos também questões relativas à estabilidade do produto, e embora não sejam ainda conhecidos números exactos, sabemos que existe um “tempo de prateleira” limitado. Nós podemos apanhar toda a alga na sua época de maior desenvolvimento, guardá-la em stock, e, no entanto, os primeiros lotes que seriam vendidos numa primeira fase nunca teriam a mesma qualidade que os lotes subsequentes.<br>Para além disso, aquilo que é conhecido hoje como sendo o método de processamento mais eficaz para aplicar a alga nas dietas dos animais é imensamente caro, sendo mesmo viável apenas a nível experimental.<br>Novos estudos estão a ser feitos actualmente para encontrar uma solução economicamente mais viável para uma possível comercialização futura. Neste momento, existem vários tipos de processamento possíveis, mas o que é mais eficaz é, de longe, a liofilização, um método de preservação que obriga a que a alga seja apanhada e congelada para depois ser processada.<br>O processo de liofilização é muito dispendioso, o que resulta num produto final muito caro, não sendo viável num produto complementar à ração animal, mesmo aplicado numa dose muito pequena.<br>Mas estamos confiantes no futuro, pois têm sido publicados novos estudos com base em diferentes métodos de processamento que permitem a extracção dos compostos de interesse das algas de forma mais viável, tanto a nível económico como logístico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que provoca interesse nesta alternativa para a redução da produção de metano pelo gado?<br></strong>(…) O composto que mais se fala nesta questão da redução do metano chama-se bromofórmio, no entanto, acredita-se que o verdadeiro sucesso se deve à acção conjunta de uma série de metabolitos que actuam em sincronia com o bromofórmio no rúmen do gado bovino, resultando na redução das emissões de metano.<br>O papel do bromofórmio na redução do metano já é conhecido há muitos anos, sendo o mesmo vendido como um produto sintético e aplicado nas rações do gado para redução das emissões de metano. Entretanto, foi descoberto que era um produto cancerígeno, sendo então banida a sua comercialização.<br>A diferença neste caso é que este bromofórmio advém da própria composição da alga, sendo assim proveniente de uma fonte natural. A própria alga é misturada nas rações dos animais, na dosagem correcta, produzindo depois o seu efeito. Até hoje, não foram encontrados quaisquer efeitos secundários indesejados, daí o entusiasmo da comunidade científica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para além da redução de metano há também outros benefícios para o gado a partir do consumo da alga?<br></strong>Sim, há um aumento da produtividade do animal. Se for um animal de engorda terá uma maior engorda, e há também um aumento na produtividade de leite. Para além disso, há também estudos que estão a focar-se no ponto em que a carne pode também ter uma nova textura e sabor que, alegam, será melhor. Ou seja, a carne que será proveniente destas explorações que utilizam esta alga nas suas rações teria um valor acrescentado, não só pela protecção ambiental, como também pela própria qualidade da carne, mas isto ainda está a ser estudado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estas notícias têm interessado os produtores locais nos Açores?<br></strong>Sim, desde o início que os produtores mais atentos, tanto a nível regional como nacional, têm tido interesse. Também o público em geral prevê que se esta espécie (de alga) ocorre nos Açores, onde há um elevado número de gado bovino, temos aqui a solução ideal. Mas há ainda um longo caminho a percorrer, não só ao nível do processamento da alga, que é ainda muito caro para obter os resultados desejados, como também ainda está sob investigação ao nível da produção em grande escala e ainda não constitui um produto comercial finalizado e estável.<br>(…) Depois de descoberto o conceito, há pontos que têm que ser trabalhados e avaliados para serem considerados legais para a sua comercialização. No entanto, os produtores mais atentos conhecem-nos, mesmo a nível internacional, tendo entrado em contacto connosco para saber mais sobre este assunto de elevado interesse.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Há outros projectos nos quais estejam envolvidos neste momento e que sejam também importantes?<br></strong>Temos um projecto sobre a mesma espécie relativamente a este âmbito da redução de metano, mas que vai tocar noutros pontos. Como há toda uma indústria em funcionamento, desde a apanha até ao transporte e processamento, o interesse deste projecto é medir a pegada de carbono de tudo isto.<br>Pretende-se estabelecer uma relação entre os benefícios de ter um produto que reduz o metano quando aplicado na dieta dos animais, com o que realmente se obtém ao nível da pegada carbónica que temos nesta actividade.<br>Todos os factores de interesse serão medidos, estudados e publicado através de um artigo científico bastante completo que alertará para a necessidade de encontrarmos novas formas de processamento da alga para que não seja tão negativamente afectada por estas condicionantes da pegada carbónica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Correio dos Açores</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/cientistas-procuram-amenizar-emissoes-de-metano-para-a-atmosfera-inserindo-algas-acorianas-na-alimentacao-do-gado/">Cientistas procuram amenizar emissões de metano para a atmosfera inserindo algas açorianas na alimentação do gado</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://pescazores.com/cientistas-procuram-amenizar-emissoes-de-metano-para-a-atmosfera-inserindo-algas-acorianas-na-alimentacao-do-gado/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Peixes defumados da Casa do Portinho da ilha Terceira</title>
		<link>https://pescazores.com/peixes-defumados-da-casa-do-portinho-da-ilha-terceira/</link>
					<comments>https://pescazores.com/peixes-defumados-da-casa-do-portinho-da-ilha-terceira/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Mar 2021 17:15:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Novos Usos]]></category>
		<category><![CDATA[Pesca & Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[Casa do Portinho]]></category>
		<category><![CDATA[peixe fumado]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pescazores.com/?p=31746</guid>

					<description><![CDATA[<p>Dois sócios começaram a apanhar e vender peixe e marisco vivo mas quiseram evoluir para a indústria. Fizeram várias experiências e apresenta-se agora no mercado terceirense e micaelense com vários peixes defumados e algumas edições especiais. Além dos peixes serem capturados no mar dos Açores, também é usada a faia da terra para dar mais [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/peixes-defumados-da-casa-do-portinho-da-ilha-terceira/">Peixes defumados da Casa do Portinho da ilha Terceira</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong><span class="has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color">Dois sócios começaram a apanhar e vender peixe e marisco vivo mas quiseram evoluir para a indústria. Fizeram várias experiências e apresenta-se agora no mercado terceirense e micaelense com vários peixes defumados e algumas edições especiais. Além dos peixes serem capturados no mar dos Açores, também é usada a faia da terra para dar mais sabor ao produto final. O empresário Tiago Silva diz que gostava de conseguir chegar ao mercado nacional e madeirense mas reconhece que os Açores são “o prato forte” destes produtos da Casa do Portinho e é assim que gostava que continuasse. A pandemia trouxe maior consciência para a necessidade de se adquirir e consumir produtos portugueses e houve uma maior valorização dos produtos portugueses onde se inclui a Casa do Portinho.</span></strong><em>&nbsp;</em><br>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Casa do Portinho é uma empresa, sedeada na ilha Terceira, que tem vindo a ganhar mercado com peixe de valor menos rentável que transforma num produto de alto valor acrescentado, depois de defumado. Usam peixe do mar dos Açores, como o chicharro do alto, a veja, a cavala e o atum patudo, a que juntam uma técnica de defumagem a frio usando a faia da terra. Há ainda edições especiais em que juntam especiarias e plantas comestíveis como o perrexil ou funcho do mar, a estes peixes.<br>Mas esta é já uma evolução do negócio pois no início a empresa, que até tinha outro nome (Flying fish), dedicava-se ao comércio de peixe fresco e marisco vivo. Tinha surgido “no rescaldo da crise”, em 2016, por vontade dos amigos e sócios Tiago Silva e Tibério Barbeito ambos apanhadores de marisco, que passaram a rentabilizar assim as suas próprias apanhas.<br>Mas o projecto foi evoluindo, até do ponto de vista económico e “como tivemos sempre vontade de evoluir para a indústria e sempre achámos muita piada ao peixe defumado, em 2017 começámos a pensar nisso seriamente e começámos com experiências”, conta Tiago Silva.<br>Em 2018 participaram com uma ideia de defumar espécies capturadas na Região no Concurso Regional de Empreendedorismo. Alcançaram o segundo lugar e nunca mais pararam. Até o nome da empresa mudou para dar mais sentido a este projecto. Conta Tiago Silva que o nome Casa do Portinho, bem como o logótipo, surgiu porque a casa do Porto Martins onde começaram a fazer as primeiras experiências de fumeiro do mar, “fica muito perto do Porto do Guilherme, que costumamos chamar de Portinho, daí Casa do Portinho. A nossa casa tinha antigamente uma chaminé de mãos postas – que já não tem – mas que ficou como símbolo da marca. Tanto eu como o Tibério Barbeito começámos as nossas aventuras no mar, a mergulhar no Porto do Guilherme. Chamámos ao projecto Casa do Portinho”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Das experiências ao resultado final</strong><br>Antes de avançarem para a fábrica, classificada como unidade produtiva artesanal pelo Governo Regional, onde Tiago Silva é o artesão responsável, foram fazendo várias experiências com diversos peixes. Inicialmente, confessa o empresário, escolheram peixes com menor valor comercial para experimentar esta técnica de defumagem. “Começámos com o chicharro do alto porque era o peixe que era mais facilmente acessível e mais barato para começar as experiências”, mas depois foi aprofundando conhecimento sobre esta técnica e entendeu que o chicharro do alto “é um peixe muito gordo – quase tão gordo como a cavala &#8211; e para defumar, particularmente em frio, convém ser um peixe o mais gordo possível”.<br>As experiências “saíram bastante interessantes” com o chicharro do alto e depois começaram a ponderar outros peixes. “A cavala já é defumada de forma regular em Inglaterra ou em França. Não a cavala com as nossas características, é uma cavala mais pequenina e menos gorda, daí alguma diferenciação entre o nosso produto e outros produtos similares”. A veja, “pelo menos que saibamos, também ninguém defuma” e o atum patudo raramente é usado para este tipo de produto, “usa-se mais a albacora”. Por isso esta escolha de peixes que actualmente a Casa do Portinho actualmente apresenta: atum patudo, cavala, chicharro do alto e veja.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Produto artesanal</strong><br>Mas não é só o peixe capturado nos Açores que torna este produto tão especial. É que o material usado na defumagem também é tipicamente açoriano e endémico.&nbsp;<br>Tiago Silva explica que há três tipos de defumagem: “a defumagem a frio com fumo verdadeiro; a defumagem com fumo líquido – com menor valor comercial e uma grande parte dos produtos consumidos no sul da Europa são defumados a frio desta forma – e depois há a defumagem a quente que, regra geral não é feita com fumo líquido”. O fumo líquido acaba por ser “um destilado do fumo que dá sabor a fumado e o produto acaba por ter menor valor”. Por isso a Casa do Portinho “defuma a frio, com fumo da faia da terra que é endémica da Região, que é mais um valor acrescentado bastante interessante”.&nbsp;<br>Tiago Silva diz que normalmente a maior parte das empresas defuma os seus produtos com carvalho “e outras madeiras duras não resinosas”. Mas quando estava no processo de estudo do projecto fez uma pesquisa também ao nível das madeiras e procurou madeiras características dos Açores para puderem ser usadas no processo. “Por coincidência a faia da terra é uma madeira dura, não é resinosa, e ao ser usada também reciclamos por assim dizer, porque usamos os sub-produtos da limpeza das matas. Isso dá umas características bastante diferenciadas aos nossos produtos. Acaba por ser uma ajuda importante na originalidade do produto. Dá um sabor diferente”, destaca o empresário.<br>Além da qualidade do peixe e do sabor da faia da terra, têm sido feitas edições especiais usando por exemplo o perrexil ou funcho do mar para temperar a veja juntamente com a pimenta verde. “O funcho do mar é muito característico da Terceira e faziam-se conservas antigamente inclusive. Usámo-lo numa edição especial”, explica Tiago Silva. Há ainda edições especiais de chicharro do alto com cinco pimentas, atum patudo com pimenta da terra, ou cavala com pimenta preta.&nbsp;<br>Mas a empresa tem-se aventurado também com outros peixes, embora ainda sem os explorar convenientemente por não terem rentabilidade. O empresário relata experiências para clientes mais particulares em que são usados lírios, anchovas ou mesmo encharéus. Peixes que “são muito bons” mas que em termos de comercialização não podem avançar. “Têm calibres muito díspares e o tamanho dos peixes é diferente. Não se consegue uma uniformização da produção e a venda em prateleira no retalho é mais perigosa porque o prazo de validade não é igual para todos. Além de que o preço final do produto é um pouco superior e decidimos por enquanto não avançar na produção e comercialização destes produtos”, refere.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aumentar produção?</strong><br>Neste momento a fábrica da Casa do Portinho não está ainda na sua capacidade máxima mas “pode chegar facilmente aos 200 quilos por semana em produto acabado”. No entanto, basta aumentar os equipamentos e aumentar a mão-de-obra para que facilmente a fábrica possa duplicar ou triplicar esta produção já que actualmente apenas os dois sócios e um colaborador são suficientes para fazer andar a fábrica.&nbsp;<br>Para já os produtos da Casa do Portinho são distribuídos na Terceira já chegam a São Miguel e através de um distribuidor já chegam a Lisboa e ao Porto. São os Açores que absorvem a maior parte desta produção artesanal com a grande maioria a ser comercializada na ilha Terceira. “Mas temos um distribuidor em São Miguel – a Fat Tuna &#8211; que faz vendas porta-a-porta, e está planeada a entrada noutras superfícies comerciais. Quanto a exportação propriamente dita, a Fat Tuna acaba por enviar para Lisboa e Porto, que não é bem uma exportação mas é uma venda para fora da Região”, lembra o empresário.&nbsp;<br>“Gostaríamos que os Açores continuassem a ter grande representação nas vendas. O que significava que as pessoas gostam dos produtos e eventualmente para turistas, uma espécie de exportação”, afirma Tiago Silva que acrescenta que a exportação não está ainda planeada porque “vai depender da evolução do projecto, mas em termos de vendas nacionais, se conseguíssemos entrar no mercado nacional e na Madeira era mais que interessante”.&nbsp;<br>No entanto, ir além do território nacional pelo menos para já é algo que a empresa ainda não pensa por uma questão de logística e até de capacidade. “A exportação deste tipo de produto depende muito da cadeia logística e da capacidade produtiva. Das duas uma, ou conseguimos um contrato interessante com algum distribuidor relativamente pequeno ou então não conseguimos, porque não se consegue enviar contentores de frio daqui para França ou Espanha”, refere.<br>A qualidade do peixe dos Açores é superior e por isso é uma mais-valia usá-lo para defumar. Mas há peixes que são sazonais e é preciso fazer stock para ser posteriormente usado. Neste sentido, a Casa do Portinho faz a ultra-congelação de todo o peixe que usa “primeiro por uma questão de segurança alimentar, facilita a logística depois do sal, e uniformiza a produção propriamente dita”. É que, explica, os peixes “não são todos iguais e o facto de ser congelado e depois descongelado, uniformiza a salga, a secagem e todo o procedimento. Por isso fazemos stock para mais tarde usar”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pandemia ajudou</strong><br>Sendo este um produto de alto valor acrescentado é agora mais valorizado, depois da pandemia. Tiago Silva diz que a pandemia “até acabou por apelar à consciencialização de Portugal, e dos Açores, para consumirmos o que é nosso, porque são produtos de qualidade, a bem de não haver uma extinção da economia nacional”.&nbsp;<br>Desta forma o empresário entende que “houve uma certa valorização do que é nosso, e bem, que devia ter acontecido há mais tempo e não apenas devido à pandemia. Houve uma consciencialização que o mercado interno é interessante e que aquilo que costumamos produzir é melhor ou equivalente ao que se faz noutros países”. Por isso Tiago Silva entende que a pandemia até “acabou por ser um facilitador” para o consumidor conhecer os produtos da Casa do Portinho e aceder a eles.&nbsp;<br>Uma variedade de produtos regionais que alia o tradicional à inovação e que quer consolidar mercados para este produto de alto valor acrescentado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;Fonte: Correio dos Açores / Carla Dias</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/peixes-defumados-da-casa-do-portinho-da-ilha-terceira/">Peixes defumados da Casa do Portinho da ilha Terceira</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://pescazores.com/peixes-defumados-da-casa-do-portinho-da-ilha-terceira/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dourada produzida ao largo da Armona no Algarve já se vende nas lojas da SONAE</title>
		<link>https://pescazores.com/dourada-produzida-ao-largo-da-armona-no-algarve-ja-se-vende-nas-lojas-da-sonae/</link>
					<comments>https://pescazores.com/dourada-produzida-ao-largo-da-armona-no-algarve-ja-se-vende-nas-lojas-da-sonae/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2020 09:19:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Usos]]></category>
		<category><![CDATA[Algarve]]></category>
		<category><![CDATA[aquacultura]]></category>
		<category><![CDATA[Continente Sonae]]></category>
		<category><![CDATA[Dourada]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pescazores.com/?p=30911</guid>

					<description><![CDATA[<p>SONAE MC aposta no maior projeto nacional de aquacultura. Serão 900 toneladas de dourada do Algarve à venda nas lojas Continente em 2020. Em parceria com uma empresa nacional de aquacultura, a Sonae MC vai comercializar mais de 900 toneladas de dourada do Algarve nas lojas Continente, reforçando assim a sua proposta de valor de [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/dourada-produzida-ao-largo-da-armona-no-algarve-ja-se-vende-nas-lojas-da-sonae/">Dourada produzida ao largo da Armona no Algarve já se vende nas lojas da SONAE</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>SONAE MC aposta no maior projeto nacional de aquacultura. Serão 900 toneladas de dourada do Algarve à venda nas lojas Continente em 2020.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em parceria com uma empresa nacional de aquacultura, a Sonae MC vai comercializar mais de 900 toneladas de dourada do Algarve nas lojas Continente, reforçando assim a sua proposta de valor de peixe fresco nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com um investimento total previsto de 25 milhões de euros até 2022, este projeto de produção localizado em mar aberto, perto da Ilha da Armona, em Olhão, destina-se, principalmente, ao abastecimento das lojas da Sonae MC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As primeiras pescas já começaram a chegar às lojas Continente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através deste projeto conjunto, a Sonae MC pretende reforçar a aposta na produção nacional, no apoio às comunidades locais algarvias e na melhoria do abastecimento de pescado das lojas, não só ao nível da frescura e redução do tempo de entrega, como através de uma proposta de valor muito competitiva, promovendo uma produção e consumo sustentáveis de pescado português.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Nuno Vital, Diretor Comercial de Peixaria da Sonae MC, «temos como objetivo aumentar as vendas totais de pescado nacional em mais de 20 por cento no primeiro ano do projeto, atingindo uma participação superior a 40 por cento do total das vendas de pescado fresco. Este projeto vai permitir ainda duplicar a oferta atual de dourada portuguesa em todo o mercado, a espécie mais apreciada em Portugal. Alargando, nos próximos anos, para outras espécies, como o robalo, o pargo e o sargo».</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portugal está entre os países em que o consumo de peixe é mais relevante – cada português consome, em média, 57 kg de pescado por ano – mas o mercado nacional, apresenta neste momento uma baixa autossuficiência (33 por cento) para as atuais necessidades de consumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As vendas de aquacultura têm um peso cada vez maior em peixe e marisco fresco, com destaque para o salmão, dourada e robalo, sendo que 93 por cento das compras de aquacultura são importadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aquacultura é uma alternativa sustentável para as necessidades humanas ao garantir a estabilização de sobre-exploração de&nbsp;<em>stocks</em>&nbsp;selvagens e um maior controlo sobre a qualidade do peixe produzido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Garante também um menor impacto ambiental quando comparado com outros setores de produção animal e uma melhoria constante nos processos de produção e eficiência de recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Sonae MC foi, em 2010, o primeiro grupo de retalho alimentar do País a adotar uma política de sustentabilidade do pescado, tornando-se numa referência ao assumir a posição dianteira entre toda a distribuição nacional quanto a esta preocupação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através da sua política de Pescado, a Sonae MC estabelece princípios para proteção das espécies e&nbsp;<em>stocks</em>&nbsp;de pescado ao longo da sua cadeia de valor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Controlar o pescado que possui algum tipo de vulnerabilidade é uma das políticas da Sonae MC, que é também pioneira na utilização de um código de cores que dá a conhecer publicamente o impacto ambiental decorrente das pescas nas espécies comercializadas ao longo do ano –&nbsp;<em>Traffic Light System</em>&nbsp;(Relatório Sustentabilidade SONAE).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Barlavento</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/dourada-produzida-ao-largo-da-armona-no-algarve-ja-se-vende-nas-lojas-da-sonae/">Dourada produzida ao largo da Armona no Algarve já se vende nas lojas da SONAE</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://pescazores.com/dourada-produzida-ao-largo-da-armona-no-algarve-ja-se-vende-nas-lojas-da-sonae/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Oportunidades profissionais para jovens na Economia Azul</title>
		<link>https://pescazores.com/oportunidades-profissionais-para-jovens-na-economia-azul/</link>
					<comments>https://pescazores.com/oportunidades-profissionais-para-jovens-na-economia-azul/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2020 09:16:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Usos]]></category>
		<category><![CDATA[economia azul]]></category>
		<category><![CDATA[projeto Blue Generation]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pescazores.com/?p=30907</guid>

					<description><![CDATA[<p>O projeto Blue Generation pretende inspirar e envolver jovens entre os 15 e 29 anos a prosseguir uma carreira sustentável num dos seguintes setores da Economia Azul: turismo costeiro, aquacultura, energia oceânica, biotecnologia marinha, construção naval, transporte marítimo e pescas.&#160; Com o objetivo de “atrair, envolver e converter” os jovens para as vastas oportunidades do [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/oportunidades-profissionais-para-jovens-na-economia-azul/">Oportunidades profissionais para jovens na Economia Azul</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O projeto Blue Generation pretende inspirar e envolver jovens entre os 15 e 29 anos a prosseguir uma carreira sustentável num dos seguintes setores da Economia Azul: turismo costeiro, aquacultura, energia oceânica, biotecnologia marinha, construção naval, transporte marítimo e pescas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o objetivo de “atrair, envolver e converter” os jovens para as vastas oportunidades do mercado de trabalho da Economia Azul, o projeto Blue Generation oferece:&nbsp;</p>



<ol class="wp-block-list"><li>informações bem documentadas sobre as perspetivas de carreira na economia azul na Grécia, Espanha, Portugal, Bulgária e Polónia,</li><li>programas de tutoria para os jovens que desejam seguir ativamente uma carreira na Economia Azul,</li><li>visitas de estudo para ganhar experiência em primeira mão em vários setores da Economia Azul&nbsp;</li><li>e a plataforma “Blue Career Job Platform”, que oferecerá, de forma gratuita, informação sobre postos de trabalho “azuis”, bem como oportunidades de formação em todos os países da União Europeia.&nbsp;</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph">O Projeto Geração Azul é financiado pela Islândia, Liechtenstein e Noruega através do EEA and Norway Grants – Fund for Youth Employment. O projeto é coordenado pela Militos Consulting SA na Grécia e pela Sea Teach em Espanha e é implementado por um consórcio internacional na Bulgária, Grécia, Polónia, Portugal e Espanha com o apoio de especialistas em Economia Azul da Bélgica, Alemanha, Islândia e Noruega.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mais informação entre em contacto:&nbsp;<a href="mailto:bluegeneration@contextos.org.pt">bluegeneration@contextos.org.pt</a>&nbsp;ou visite&nbsp;<a href="https://bluegeneration.org/index.php/en/">https://bluegeneration.org/index.php/en/</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/oportunidades-profissionais-para-jovens-na-economia-azul/">Oportunidades profissionais para jovens na Economia Azul</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://pescazores.com/oportunidades-profissionais-para-jovens-na-economia-azul/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Porto de Viana acolhe fábrica de produção de conversores de energia de ondas</title>
		<link>https://pescazores.com/porto-de-viana-acolhe-fabrica-de-producao-de-conversores-de-energia-de-ondas/</link>
					<comments>https://pescazores.com/porto-de-viana-acolhe-fabrica-de-producao-de-conversores-de-energia-de-ondas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2020 10:59:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Usos]]></category>
		<category><![CDATA[energia das ondas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pescazores.com/?p=30842</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Porto de Viana do Castelo vai albergar uma fábrica de produção, montagem, manutenção e reparação de conversores de energia das ondas. Com um investimento na ordem dos 16 milhões de euros, da responsabilidade da empresa CorPower Ocean, a infraestrutura vai ficar no porto minhoto, pelo menos, até 2024, estando a expansão para instalações definitivas, [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/porto-de-viana-acolhe-fabrica-de-producao-de-conversores-de-energia-de-ondas/">Porto de Viana acolhe fábrica de produção de conversores de energia de ondas</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Porto de Viana do Castelo vai albergar uma fábrica de produção, montagem, manutenção e reparação de conversores de energia das ondas. Com um investimento na ordem dos 16 milhões de euros, da responsabilidade da empresa CorPower Ocean, a infraestrutura vai ficar no porto minhoto, pelo menos, até 2024, estando a expansão para instalações definitivas, em Viana do Castelo, planeada para o final do projeto de demonstração a instalar ao largo da praia da Aguçadoura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia desenvolvida pela CorPower diferencia-se das demais por obter cinco vezes mais energia por tonelada de dispositivo e por possuir um modo de sobrevivência único, que oferece robustez nas mais exigentes condições marítimas, entre outras inovações que se afiguram disruptivas face à tecnologia existente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Porto de Viana do Castelo apresenta-se como um palco apetecível para este projeto pois permite o estabelecimento de uma base de operações com características únicas, onde se poderão desenvolver todas as atividades afetas às fases finais de validação da tecnologia proposta pela CorPower.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Este projeto está em linha com os objetivos de sustentabilidade europeia e é um passo considerável para a descarbonização e a implementação de energia limpa a larga escala. Pretendemos servir de exemplo para que outros portos europeus utilizem as infraestruturas existentes da mesma forma.” afirma a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto é apoiado por investidores privado e públicos europeus, designadamente o Equity Funding, Swedish Energy Agency, Portugal Compete 2020, e EU Grants e está em linha com o plano do Governo para o desenvolvimento da energia renovável do país, um setor que poderá gerar 254 milhões de euros em investimentos, 280 milhões de euros em valor bruto acrescentado e criar 1500 novos postos de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/porto-de-viana-acolhe-fabrica-de-producao-de-conversores-de-energia-de-ondas/">Porto de Viana acolhe fábrica de produção de conversores de energia de ondas</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://pescazores.com/porto-de-viana-acolhe-fabrica-de-producao-de-conversores-de-energia-de-ondas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Microalgas podem ser fonte alternativa de ómega-3, em vez dos peixes, aponta estudo</title>
		<link>https://pescazores.com/microalgas-podem-ser-fonte-alternativa-de-omega-3-em-vez-dos-peixes-aponta-estudo/</link>
					<comments>https://pescazores.com/microalgas-podem-ser-fonte-alternativa-de-omega-3-em-vez-dos-peixes-aponta-estudo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2020 10:51:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Usos]]></category>
		<category><![CDATA[microalgas]]></category>
		<category><![CDATA[ómega-3]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://pescazores.com/?p=30827</guid>

					<description><![CDATA[<p>Estudo da Universidade Martinho Lutero, na Alemanha, concluiu que as microalgas podem ser uma alternativa ao ómega-3, substituindo algumas espécies de animais e sendo mais amigas do ambiente. As microalgas podem ser uma fonte alternativa de ácidos gordos ómega-3, substituindo espécies de peixe e sendo mais amigas do ambiente, segundo um estudo da Universidade Martinho [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/microalgas-podem-ser-fonte-alternativa-de-omega-3-em-vez-dos-peixes-aponta-estudo/">Microalgas podem ser fonte alternativa de ómega-3, em vez dos peixes, aponta estudo</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estudo da Universidade Martinho Lutero, na Alemanha, concluiu que as microalgas podem ser uma alternativa ao ómega-3, substituindo algumas espécies de animais e sendo mais amigas do ambiente.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As microalgas podem ser uma fonte alternativa de ácidos gordos ómega-3, substituindo espécies de peixe e sendo mais amigas do ambiente, segundo um estudo da Universidade Martinho Lutero, de Halle-Wittenberg, Alemanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, publicado na revista científica “Journal of Apllied Phycology”, baseia-se em investigações feitas por cientistas alemães, que indicam que a <strong>criação de microalgas para alimentação pode ser uma boa alternativa a peixes de aquacultura como o salmão. </strong>As microalgas são investigadas há décadas, primeiro para matéria-prima para combustíveis alternativos aos fósseis e mais recentemente como fonte de nutrientes na dieta humana. Atualmente são especialmente produzidas em tanques ao ar livre na Ásia, com potenciais riscos de contaminação, sendo que algumas espécies são mais fáceis de cultivar em sistemas fechados designados fotobiorreatores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Queríamos saber se as microalgas produzidas em fotobiorreatores na Alemanha podiam fornecer uma fonte de nutrientes essenciais mais amiga do ambiente do que o peixe”, explicou Susann Schabe, do Instituto de Ciências Agrícolas e Nutricionais da Universidade. Os fotobiorreatores têm sido comparados aos tanques em termos de impactos ambientais e são considerados com custos mais elevados. “No entanto tem sido feita pouca investigação sobre a extensão precisa dos impactos ambientais das algas produzidas para consumo humano, especialmente em condições climatéricas como as encontradas na Alemanha”, acrescentou Susann Schabe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores desenvolveram um modelo para determinar os impactos ambientais num local específico e compararam a pegada de carbono dos nutrientes das microalgas e dos peixes, analisando também o quanto ambas as fontes alimentares aumentaram a acidificação e eutrofização da água, explicou Toni Meier, chefe do gabinete de inovação (nutriCARD) da Universidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como resultado da investigação ficou demonstrado que a criação de microalgas tem um impacto ambiental semelhante ao da criação de peixe. “Contudo,&nbsp;<strong>se compararmos os efeitos ambientais em relação à quantidade de ácidos gordos ómega-3 o peixe de aquacultura fica a perder</strong>” disse Schade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As microalgas não devem e não podem substituir completamente o peixe como fonte alimentar, mas se pudessem ser consideradas como um alimento normal seriam outra excelente fonte de ácidos gordos de ómega-3”, explicou Toni Meier.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Observador</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/microalgas-podem-ser-fonte-alternativa-de-omega-3-em-vez-dos-peixes-aponta-estudo/">Microalgas podem ser fonte alternativa de ómega-3, em vez dos peixes, aponta estudo</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://pescazores.com/microalgas-podem-ser-fonte-alternativa-de-omega-3-em-vez-dos-peixes-aponta-estudo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
