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China furiosa com passagem de navio dos EUA ao largo de ilhas artificiais

China furiosa com passagem de navio dos EUA ao largo de ilhas artificiais

Pequim diz que o contratorpedeiro USS Lassen ultrapassou as 12 milhas náuticas que alega deter em redor dos recifes Subi e Mischief, no arquipélago de Spratly. Uma manobra que considera “ilegal” e uma ameaça à sua “soberania”.

A passagem do navio americano enquadrou-se no programa norte-americano Liberdade de Navegação, que contesta precisamente a posse destas ilhas artificiais por parte da China.
A Casa Branca confirmou a operação, sem revelar detalhes devido à sua natureza militar, e sublinhou que os Estados Unidos irão por ar e por mar a qualquer lugar autorizado pelas leis internacionais.
O porta-voz da Casa Branca, Eric Schultz afirmou que “as nossas operações do ‘liberdade de navegação’ não atestam nenhuns direitos específicos dos Estados Unidos”.
O secretário da Defesa, Ash Carter, confirmou perante a Comissão do Senado para as Forças Armadas, que o USS Lassen passou dentro das 12 milhas náuticas das ilhas.
Antes, o porta-voz do departamento da Defesa Bill Urban havia referido que “os Estados Unidos estão a conduzir operações no Mar do Sul da China de acordo com as leis internacionais.”

Japão e Filipinas aplaudem
Lu Kang, um porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, disse que Pequim “ira responder resolutamente a ações deliberadamente provocatórias de qualquer país”. Acrescentou que o navio americano foi “seguido e avisado” durante a missão de entrada deliberada nas águas disputadas.
O embaixador norte-americano em Pequim foi chamado ao ministério dos Negócios Estrangeiros para receber oficialmente o protesto chinês.
A passagem do USS Lassen ao largo das ilhas foi aplaudida em particular pelo Japão e pelas Filipinas, que acusam Pequim de pretender alargar a sua área territorial.
A China alega soberania sobre a maioria dos mares do sul e do leste mas outros países do sudoeste asiático reivindicam a posse das ilhas Spratly, das Ilhas Paracel e dos baixios de Scarborough, devido às suas riquezas subaquáticas.

Garantias chinesas
Os recifes submersos têm sido transformados em ilhas pela China, através de um projeto de dragagens intensivas iniciado em 2013.
Pequim garante que o projeto é legal e, num encontro no mês passado em Washington com o presidente Barack Obama, o presidente chinês Xi Jinping garantiu que a “China não tem intenções de militarizar as ilhas.”
Os Estados Unidos afirmam que Pequim tem estado a erguer na zona bases militares para reforçar a sua posse da zona, uma das mais concorridas do mundo a nível de tráfego marítimo.

Fonte: RTP

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