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	<title>Arquivo de subida do nível do mar - A Pesca nos Açores</title>
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	<description>Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores</description>
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		<title>Ministro do Tuvalu discursa dentro de água em alerta para a subida do nível do mar</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Jan 2022 12:19:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O impacto das alterações climáticas é e será sentido em todo o mundo, principalmente nos países insulares, e foi essa mensagem que Simon Kofe, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Tuvalu, quis deixar em novembro de 2021, na 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26). No extremo da ilha Fongafale, dentro do mar e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O impacto das alterações climáticas é e será sentido em todo o mundo, principalmente nos países insulares, e foi essa mensagem que Simon Kofe, Ministro dos Negócios Estrangeiros de Tuvalu, quis deixar em novembro de 2021, na 26.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No extremo da ilha Fongafale, dentro do mar e com a água do mar pelos joelhos, o ministro discursou num vídeo pré-gravado sobre a realidade que se vive localmente, apelando à ação imediata dos líderes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em Tuvalu, vivemos a realidade das alterações climáticas e do aumento do nível do mar. Enquanto me observam hoje na COP26, nós não podemos esperar pelos discursos quando o mar está a subir à nossa volta a toda a hora. A mobilidade climática deve estar em primeiro plano”, afirma, acrescentando “Nós estamos a afundar, mas toda gente está também. E não importa se sentimos os impactos hoje, como em Tuvalu, ou daqui a cem anos, ainda vamos todos sentir um dia os efeitos desta crise global”, sublinha Simon Kofe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais recente&nbsp;<a href="https://www.ipcc.ch/site/assets/uploads/2019/07/SPM-Portuguese-version.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">relatório</a>&nbsp;do Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas realça o risco elevado que os países insulares no oceano pacífico enfrentam, podendo inclusive desaparecer por completo. O arquipélago de Tuvalu é um dos mais afetados, porque a maioria das suas ilhas está apenas a 3 metros acima do nível do mar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Green Savers</p>
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		<title>Refugiados norte-americanos? Uma aldeia no Alasca ameaçada pela subida das águas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2015 11:11:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Internacionais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os habitantes de Kivalina, quase todos nativos do Alasca e de origem inuíte, sabem que vão ter de se mudar num futuro próximo. Os cerca de 400 habitantes de Kivalina, no Alasca, olham com preocupação pelas janelas. É assim quando os efeitos das alterações climáticas e da subida das águas é visível mal se sai [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os habitantes de Kivalina, quase todos nativos do Alasca e de origem <em>inuíte</em>, sabem que vão ter de se mudar num futuro próximo.</strong></p>
<p>Os cerca de 400 habitantes de Kivalina, no Alasca, olham com preocupação pelas janelas. É assim quando os efeitos das alterações climáticas e da subida das águas é visível mal se sai a rua: Kivalina, situada numa língua de terra numa barreira de coral está a ser engolida pelas águas.</p>
<p>Nesta localidade a alguns quilómetros acima do círculo polar ártico, cercada de água, as praias estão cada vez mais pequenas e cada tempestade é uma dor de cabeça. Em 2011 quase toda a aldeia precisou de ser evacuada devido a uma tempestade, mas só alguns conseguiram sair a tempo, os restantes tiveram de se refugiar na escola.</p>
<p>O gelo que protegia a cidade do mar nos invernos mais tempestuosos costumava ficar de outubro a junho, mas está a aparecer cada vez mais tarde no ano e a derreter cada vez mais cedo, deixando a ilha mais vulnerável ao avanço das águas durante os episódios de mau tempo. Por outro lado, as mudanças também estão a afetar a caça e a pesca, muito importantes para a sobrevivência da comunidade.</p>
<p>Os habitantes, quase todos nativos do Alasca e de origem inuíte, enfrentam a necessidade de se mudar nos próximos anos e concordam com ela, mas resta saber quem vai pagar a mudança. Em 2008 os habitantes tentaram processar as 24 maiores petrolíferas do mundo, sem sucesso. E lembram que são cidadãos norte-americanos.</p>
<p>Os habitantes do Alasca já estão a viver os efeitos das alterações climáticas: &#8220;Incêndios mais frequentes e extensos. Tempestades marítimas mais frequentes à medida que o gelo derrete mais depressa. Alguma da erosão costeira mais rápida do mundo &#8211; em alguns locais, mais de um metro por ano, reconheceu presidente norte-americano Barack Obama no sábado.</p>
<p>O Alasca é o <a href="http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4753567" target="_blank" rel="noopener">destino da próxima viagem de Barack Obama</a>, que vai aproveitar a localização para falar das alterações climáticas e pedir ações urgentes para enfrentar o problema. A viagem, diz o <i>The New York Times</i>, foi &#8220;coreografada para emprestar imagens espetaculares e exemplos do mundo real&#8221; à mensagem de Obama, que se tornará assim no primeiro presidente norte-americano a visitar a única parte do país acima do círculo polar ártico.</p>
<p>Uma mensagem que fica, no entanto, manchada por uma decisão tomada este mês: a Casa Branca <a href="http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4735936" target="_blank" rel="noopener">deu luz verde à Shell</a> para fazer perfurações exploratórias no Ártico, uma medida muito criticada pelos ambientalistas.</p>
<p>A viagem surge também uma semana depois de <a href="http://www.pescazores.com/noticias/internacionais/nivel-do-mar-subiu-em-media-quase-8-centimetros-desde-1992-video/" target="_blank" rel="noopener">a NASA avisar</a> que desde 1993 houve uma subida global do nível do mar de 7,62 cm &#8211; com algumas regiões do Atlântico, Índico, Pacífico e mar Austral a registarem valores ainda maiores, da ordem dos 22,8 cm.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.dn.pt/inicio/" target="_blank" rel="noopener">Diário de Notícias</a></p>
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		<title>Nível do mar subiu em média quase 8 centímetros desde 1992 (vídeo)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2015 11:34:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[NASA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O nível do mar subiu, em média, quase oito centímetros em todo o mundo desde 1992 devido ao aquecimento global, informou, esta quarta-feira, a NASA. A tendência vai manter-se nos próximos anos. Um grupo de cientistas da agência espacial norte-americana apresentou, esta quarta-feira, os mais recentes dados recolhidos sobre o aumento do nível da água [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O nível do mar subiu, em média, quase oito centímetros em todo o mundo desde 1992 devido ao aquecimento global, informou, esta quarta-feira, a NASA. A tendência vai manter-se nos próximos anos.</strong></p>
<p>Um grupo de cientistas da agência espacial norte-americana apresentou, esta quarta-feira, os mais recentes dados recolhidos sobre o aumento do nível da água do mar em todo o mundo — que foi, em média, 7,62 centímetros superior ao de 1992 –, apesar de o panorama variar em diferentes partes do mundo, tendo em algumas zonas chegado a superar os 22 centímetros.</p>
<p>A NASA também publicou um vídeo com os dados obtidos pelos seus satélites em que se verifica claramente, por via de uma gradação de cores, qual foi a evolução em cada parte do mundo ao longo dos últimos 23 anos.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/GTBWjDUkTzI" width="410" height="231" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>As costas da Ásia e Oceânia, no Pacífico, a par com o Mediterrâneo Oriental e a costa atlântica da América, foram as mais prejudicadas pela subida do nível do mar.</p>
<p>O aquecimento global, provocado em grande medida pela atividade humana, é o principal culpado pelo aumento do nível dos oceanos e dos mares, na medida em que é responsável pelo degelo dos glaciares e pela subida da temperatura da água.</p>
<p>“É muito provável que a situação piore no futuro”, alertou Steve Nerem, geofísico da Universidade do Colorado, durante a apresentação dos dados. Os cientistas alertaram que mesmo que sejam tomadas ações para tentar reverter a situação e se consiga mudar a tendência, seriam precisos séculos para regressar aos níveis anteriores às alterações climáticas.</p>
<p>A subida do nível da água do mar coloca em risco o futuro de inúmeras cidades e povoações costeiras em todo o mundo, ameaçando, aliás, fazer desaparecer do mapa para sempre uma série de ilhas e, no caso do Pacífico, em especial, países inteiros.</p>
<p>Fonte: <a href="http://observador.pt/" target="_blank" rel="noopener">Observador</a></p>
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		<title>Aldeia medieval francesa isola-se com a subida do mar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2015 09:53:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[aldeia medieval de Mont Saint-Michel]]></category>
		<category><![CDATA[subida do nível do mar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nunca se esperou que fosse uma ilha. Na verdade, a aldeia medieval de Mont Saint-Michel, em França, foi fundada num litoral cercado por terrenos verdes e agradáveis. Hoje, pela primeira vez desde 1879, tornou-se num ponto isolado, com a subida da maré a impedir a passagem dos 44 habitantes e três milhões de turistas anuais. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nunca se esperou que fosse uma ilha. Na verdade, a aldeia medieval de Mont Saint-Michel, em França, foi fundada num litoral cercado por terrenos verdes e agradáveis. Hoje, pela primeira vez desde 1879, tornou-se num ponto isolado, com a subida da maré a impedir a passagem dos 44 habitantes e três milhões de turistas anuais.</p>
<p>O incidente durou 20 minutos. Após esse período, as águas baixaram e Le Mont St Michel regressou ao seu estado normal.</p>
<p>A última vez que a formação rochosa se tornou numa verdadeira ilha foi há 134 anos, quando teve de ser construída uma ponte de madeira em substituição do caminho coberto pelo aumento das águas do mar.</p>
<p>Le Mont St Michel é uma das mais famosas atracções de França. Trata-se de uma ilha rochosa com uma abadia beneditina do século XI. Nos últimos anos, o território tem estado sob tensão devido a uma série de processos judiciais, greves e disputas políticas.</p>
<p>No ano passado, carros e os autocarros foram proibidos de circular sobre a calçada para estacionarem na ilha após reclamações dos moradores locais. Também alguns planos de desenvolvimento local foram anulados depois de os defensores do <a href="http://whc.unesco.org/en/list/80" target="_blank" rel="noopener"><b>património mundial da UNESCO</b></a> se terem revelado contra a construção de um heliporto na abadia e de um túnel da ilha.</p>
<p>Fonte: <a href="http://greensavers.sapo.pt/" target="_blank" rel="noopener">Green Savers</a></p>
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		<title>Os países que se estão a afundar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2014 10:01:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[subida do nível do mar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alguns estados e territórios insulares parecem ter os dias contados devido às mudanças climáticas. No Pacífico, onde se concentra a maioria, multiplicam-se alarmes e planos de contingência. Começou a ser construída há apenas um mês, vai custar qualquer coisa como 40 mil milhões de euros e deverá estar concluída entre 2025 e 2030. A &#8220;grande [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Alguns estados e territórios insulares parecem ter os dias contados devido às mudanças climáticas. No Pacífico, onde se concentra a maioria, multiplicam-se alarmes e planos de contingência.</strong></p>
<p>Começou a ser construída há apenas um mês, vai custar qualquer coisa como 40 mil milhões de euros e deverá estar concluída entre 2025 e 2030. A &#8220;grande muralha&#8221; da Indonésia é um megaprojeto que tem por objetivo proteger a capital do país, Jacarta. Uma metrópole cada vez mais vulnerável às intempéries em geral e ao avanço do mar em particular. Uma obra que as autoridades apresentam como &#8220;de vida ou de morte&#8221;, de modo a conter as inundações que, ano após ano, provocam um crescente número de prejuízos e vítimas: em 2007, a cidade assistiu às piores cheias dos últimos três séculos, que fizeram quase uma centena de mortos e deixaram dezenas de milhar sem casa; este ano, mais tranquilo, ainda &#8220;só&#8221; houve uma dúzia de mortos e umas largas centenas de desalojados. E se o crescimento demográfico, a caos urbanístico e a própria localização da antiga Batávia contribuem &#8211; e de que maneira &#8211; para as catástrofes, há um outro fenómeno incontornável: a subida do nível das águas. É para as conter que está a construir-se, ao largo da cidade onde vivem quase 10 milhões de pessoas, um muro de sete metros de altura que irá funcionar como um sofisticado sistema de diques cuja eficácia ainda suscita muitas dúvidas &#8211; incluindo aos grupos ecologistas -, embora a obra tenha como consultoras e parceiras duas empresas holandesas. O maior desafio será erguer uma estrutura que proteja os bairros da zona norte, os mais ameaçados e onde o solo argiloso faz com que os prédios e demais estruturas continuem a afundar-se ao ritmo médio de 16 centímetros por ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Arma de destruição em massa</strong></p>
<p>Uma tendência que parece uma metáfora para uma série de países-ilha &#8211; em rigor, estados arquipelágicos &#8211; que parecem estar condenados aos efeitos dramáticos da espécie humana sobre o planeta. A Indonésia é claramente um deles: &#8220;A maior ameaça que o arquipélago enfrenta é a subida do nível das águas, pois tem 42 milhões de pessoas que vivem a menos de três quilómetros da costa&#8221;, costuma dizer Ancha Srinivasan, especialista em mudanças climáticas no Banco Asiático de Desenvolvimento. Com uma população a rondar os 240 milhões, o país tem, no total, mais de 18 mil ilhas. Destas, só 922 estão habitadas. No entanto, tudo indica que esse número vai decrescer. Segundo o ministério indonésio das Pescas e dos Assuntos do Mar, entre 2005 e 2007, desapareceram 24 pequenas ilhas e ilhéus. Já este ano, um relatório da consultora britânica Maplecroft alertou para a possibilidade das mudanças climáticas poderem afundar 1500 ilhas indonésias até 2050. Pior. No documento, citado pela revista online The Diplomat, as pistas do principal aeroporto do país, em Jacarta podem ficar submersas até 2030, caso se mantenham os atuais níveis de aquecimento global.</p>
<p>Não é por acaso que Enele Sopoaga, o primeiro-ministro do Tuvalu, se refere às mudanças climáticas como uma &#8220;arma de destruição em massa&#8221;. Sobretudo para   os estados soberanos &#8211; minúsculos, pobres e perdidos no meio do oceano &#8211; como o seu. Aliás, até ao final do próximo mês, &#8220;celebra-se&#8221; o &#8220;ano internacional&#8221; dos &#8220;Small Island Developing States&#8221; (SIDS), os 39 países-ilha que são exatamente os mais vulneráveis aos avanços dos mares e das marés, à erosão costeira, à acidificação das águas e aos fenómenos meteorológicos extremos. Na prática, trata-se de um grupo restrito que poderia ser definido como &#8220;países em risco de extinção&#8221;. Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste fazem parte da lista, embora nenhum deles esteja numa situação crítica como alguns dos seus pares, por exemplo, do Pacífico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Capitais em risco de extinção</strong></p>
<p>Em 2009, sem que praticamente ninguém tenha dado por isso, 40 famílias das ilhas Carterets, na Papua Nova Guiné, ganharam um estranho título: os primeiros refugiados climáticos. Desde então, os casos têm-se sucedido. Um dos mais recentes diz respeito às ilhas Salomão, um arquipélago com meio milhão de almas cuja ilha principal ficou conhecida à custa da Segunda Guerra e dos combates entre americanos e japoneses, Guadalcanal. Sucede que é neste país com um terço do território continental português que, em agosto, começou um delicado e longo processo de realojamento. Os menos de 600 habitantes de Choiseul não podem continuar a viver nas suas casas porque esta localidade da ilha de Taro, com 940 metros de largura e 420 de comprimento, está demasiado exposta aos caprichos da natureza, incluindo terramotos, tsunamis e ciclones.</p>
<p>Segundo os mais de 800 especialistas que integram o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, organismo internacional agraciado com o Nobel da Paz em 2007, muitas ilhas do Pacífico tendem a desaparecer pelo simples facto de que a subida do nível das águas na região é de 12 milímetros por ano, o quadruplo do que sucede no resto do globo. As consequências fazem-se sentir de várias formas e nem os mortos escapam. Em junho, enquanto na Europa se comemorava o 70.° aniversário do desembarque aliado na Normandia, o ministro dos Negócios Estrangeiros das Ilhas Marshall anunciou que as inundações e o mar profanaram um cemitério deste pequeno país a meio caminho entre o Havai e as Filipinas &#8211; e apareceram a boiar os restos mortais de 26 soldados japoneses da Segunda Guerra. Mas também poderiam ter sido bombas ou minas. A erosão costeira revela-se de tal modo implacável que o atol de Majuro, onde fica a maior cidade, já viu a sua linha de costa subir mais de 300 metros nas duas últimas décadas. Ou seja, Majuro é uma forte candidata, num dia não muito distante, a ser a primeira capital de um estado independente a ser varrida do mapa.</p>
<p>Um cenário que levou igualmente o Presidente do Kiribati a dizer que o seu país tem os dias contados: &#8220;Se nada for feito, vamos afundar-nos no oceano. Por volta de 2030 a nossa existência vai acabar por fases. Primeiro, as fontes de água potável; depois as árvores de fruto vão ser mortas pela água salgada&#8221;. E a adquirir uma área de 24 quilómetros quadrados ao governo das Ilhas Fiji para a eventualidade de aí abrigar parte dos seus 100 mil compatriotas &#8211; metade deles concentrados em Tarawa do Sul, a capital.  Algo muito semelhante poderá acontecer com os habitantes das paradisíacas e vulneráveis Maldivas: 80% do seu território está a menos de um metro acima do nível médio do mar. E o Executivo de Malé admite também aplicar parte das receitas do turismo num fundo destinado à aquisição de territórios alheios.</p>
<p>Fonte: <a href="http://visao.sapo.pt/gen.pl" target="_blank" rel="noopener">Visão</a></p>
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		<title>Nível do mar registou nos últimos 100 anos aumento sem precedentes em milénios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2014 15:10:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[subida do nível do mar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O nível do mar aumentou 20 centímetros nos últimos 100 anos, um fenómeno sem precedentes em milénios, revela um estudo divulgado nesta terça-feira na Austrália. A investigação, publicada no Proceedings of the National Academy of Sciences, analisa as flutuações do nível do mar nos últimos 35 mil anos com base nas mudanças no volume de gelo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O nível do mar aumentou 20 centímetros nos últimos 100 anos, um fenómeno sem precedentes em milénios, revela um estudo divulgado nesta terça-feira na Austrália.</p>
<p style="text-align: justify;">A investigação, publicada no <em>Proceedings of the National Academy of Sciences</em>, analisa as flutuações do nível do mar nos últimos 35 mil anos com base nas mudanças no volume de gelo na terra.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Nos últimos seis mil anos, antes de começar a aumentar o nível da água na modernidade, o nível do mar foi bastante estável&#8221;, disse um dos co-autores do estudo, Kurt Lambeck, investigador da Universidade Nacional Australiana, citado pela cadeia de televisão ABC.</p>
<p style="text-align: justify;">Lambeck explicou que, durante esses milénios, não se encontraram provas de oscilações de 25 a 30 centímetros em períodos de cem anos, mas que essa tendência mudou a partir do processo de industrialização com um aumento que classificou como &#8220;inusual&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Nos últimos 150 anos assistimos a um aumento do nível da água à velocidade de vários milímetros por ano e nos nossos registos mais antigos não registámos um comportamento similar&#8221;, indicou o cientista, vinculando este fenómeno ao aumento da temperatura do planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">A investigação concluiu ainda que, mesmo assim, as flutuações naturais nos níveis do mar nos últimos seis mil anos foram menores do que sugeriam estudos anteriores.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Este ponto foi bastante polémico porque muita gente assegurava que o nível do mar tinha oscilado em grandes quantidades, vários metros em centenas de anos, e não encontrámos provas que o demonstrem&#8221;, acrescentou Lambeck.</p>
<p style="text-align: justify;">O estudo aborda também a complexa relação entre o degelo e o aumento do nível dos oceanos, no qual intervêm factores como a atracção gravitacional entre o gelo e a água, e que provoca aumento no nível do mar numas zonas e descida noutras.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: <a href="http://www.publico.pt/" target="_blank" rel="noopener">Público</a></p>
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