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	<title>Arquivo de energia das ondas - A Pesca nos Açores</title>
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	<description>Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores</description>
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		<title>Porto de Viana acolhe fábrica de produção de conversores de energia de ondas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2020 10:59:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Usos]]></category>
		<category><![CDATA[energia das ondas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Porto de Viana do Castelo vai albergar uma fábrica de produção, montagem, manutenção e reparação de conversores de energia das ondas. Com um investimento na ordem dos 16 milhões de euros, da responsabilidade da empresa CorPower Ocean, a infraestrutura vai ficar no porto minhoto, pelo menos, até 2024, estando a expansão para instalações definitivas, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Porto de Viana do Castelo vai albergar uma fábrica de produção, montagem, manutenção e reparação de conversores de energia das ondas. Com um investimento na ordem dos 16 milhões de euros, da responsabilidade da empresa CorPower Ocean, a infraestrutura vai ficar no porto minhoto, pelo menos, até 2024, estando a expansão para instalações definitivas, em Viana do Castelo, planeada para o final do projeto de demonstração a instalar ao largo da praia da Aguçadoura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tecnologia desenvolvida pela CorPower diferencia-se das demais por obter cinco vezes mais energia por tonelada de dispositivo e por possuir um modo de sobrevivência único, que oferece robustez nas mais exigentes condições marítimas, entre outras inovações que se afiguram disruptivas face à tecnologia existente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Porto de Viana do Castelo apresenta-se como um palco apetecível para este projeto pois permite o estabelecimento de uma base de operações com características únicas, onde se poderão desenvolver todas as atividades afetas às fases finais de validação da tecnologia proposta pela CorPower.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Este projeto está em linha com os objetivos de sustentabilidade europeia e é um passo considerável para a descarbonização e a implementação de energia limpa a larga escala. Pretendemos servir de exemplo para que outros portos europeus utilizem as infraestruturas existentes da mesma forma.” afirma a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto é apoiado por investidores privado e públicos europeus, designadamente o Equity Funding, Swedish Energy Agency, Portugal Compete 2020, e EU Grants e está em linha com o plano do Governo para o desenvolvimento da energia renovável do país, um setor que poderá gerar 254 milhões de euros em investimentos, 280 milhões de euros em valor bruto acrescentado e criar 1500 novos postos de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Global Shapers: Oceanos de oportunidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 May 2018 09:12:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo de Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Usos]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Brito Melo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ironicamente, a indústria das ondas está a navegar para longe de Portugal e a ir para outros locais, sendo apenas uma das indústrias de uma armada cada vez maior que compõe a economia azul emergente. Há seis meses ouvi rumores sobre um surfista enigmático e isolado que vivia num penhasco na ilha do Pico, numa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="row">
<div class="columns small-12">
<div class="opinion">
<div class="lead">
<h3><span style="color: #999999;"><strong>Ironicamente, a indústria das ondas está a navegar para longe de Portugal e a ir para outros locais, sendo apenas uma das indústrias de uma armada cada vez maior que compõe a economia azul emergente.</strong></span></h3>
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</div>
<div class="row">
<div class="xlarge-3 columns assets"></div>
<div class="xlarge-9 columns">
<div class="content">
<p>Há seis meses ouvi rumores sobre um surfista enigmático e isolado que vivia num penhasco na ilha do Pico, numa casa alimentada pela energia das ondas atlânticas. Trabalhando eu na indústria da energia das ondas e sendo igualmente um entusiasta do surf, fiquei imediatamente cativado. Em síntese, o surfista trabalhava na manutenção do conversor de energia das ondas da Central do Pico, em troca de rendimento decorrente da energia assim gerada, desta forma providenciando pela sua jovem família. Consegui com algum esforço encontrar o e-mail do surfista e após alguns meses a chateá-lo, finalmente obtive uma resposta.</p>
<p>Fiquei a saber que o surfista era um engenheiro extremamente qualificado que tinha despendido grande parte da sua vida (e dinheiro) a escrever um doutoramento e a manter a Central do Pico, através da identificação de formas de aumentar drasticamente o desempenho e a geração de receita do conversor de ondas. Explicou-me que o projecto atravessava dificuldades de índole financeira, estando naquele momento em baixo, para além de sofrer de problemas estruturais significativos. Perseverante, perguntei se poderia lá ir filmar um documentário sobre o projecto, por ser importante à escala global, mas desconhecido. O pedido foi aceite e as coisas pareciam estar a compor-se.</p>
<p>Duas semanas antes deste texto ser escrito, acordei com um e-mail que dizia: <em>“Aconteceu hoje. A fábrica </em><em>desmoronou-se</em><em> no mar. Capítulo fechado. F******”</em>. E, com isto, foi-se uma das fábricas de energia das ondas mais antigas do mundo em funcionamento; a última manifestação física da primeira indústria de energia das ondas de Portugal voltou para o oceano… para o oceano cuja energia pretendia aproveitar.</p>
<p><strong>Historicamente Portugal tem sido forte na energia das ondas.</strong>Sendo o anfitrião das tecnologias pioneiras de energia das ondas, construiu em 2008 o primeiro parque movido a energia das ondas, o Parque de Ondas da Aguçadora. Este parque foi o cenário da primeira demonstração da força da energia das ondas a nível mundial, pois viu três geradores Pelamis instalados ao largo da costa da Póvoa de Varzim produzirem energia suficiente para alimentar cerca de dois mil lares portugueses. O parque foi inicialmente um sucesso, mas dificuldades financeiras levaram a um impasse na tecnologia de energia das ondas nacional. A recente perda do Pico fecha o último capítulo destes tempos iniciais.</p>
<p>Globalmente, Portugal continua a ser uma central de energia no campo da energia das ondas. Tratando-se de uma indústria extremamente recente, <strong>só existem cerca de 12 individualidades à escala mundial na indústria que se podem intitular como “padrinhos da energia das ondas”, sendo que Portugal tem dois</strong>. António Falcão e António Sarmento têm impulsionado a indústria global de forma imensurável, com uma nova geração ao leme, onde figura, entre outros, Ana Brito Melo. Estas figuras de proa, em articulação com um <em>cluster</em> a elas associado, fornecem um fluxo constante de <em>expertise</em> dentro e fora de Portugal, ao mesmo tempo que mantêm a sua <em>expertise</em> e importância a nível global.</p>
<p>Portugal permanece activo na indústria da energia das ondas com os <em>developers</em> suecos AW-Energy, que implementaram a sua tecnologia Waveroller a norte de Baleal-Este e a empresa australiana Bombora Wave Power, que investiga o potencial para uma futura implementação na mesma localização. Contudo, sem o apoio governamental que existia antes e um quadro regulatório transparente, os incentivos para escolher Portugal em detrimento de outros países permanece baixo.</p>
<p>As razões que afastaram de Portugal os <em>developers</em> de tecnologia são as mesmas que os estão a atrair para países como o País de Gales, França e os Estados Unidos. Bolsas atribuídas pelo Governo, cadeia de valor local, tarifas de alimentação, apoio industrial e académico, bem como acesso barato a infra-estruturas portuárias, oferecem um pacote atractivo para as empresas que estão prontas para a fase de protótipos industriais em larga escala. Portugal costumava ter um pacote sedutor, mas este deteriorou-se significativamente e já não é suficientemente competitivo para atrair as empresas a mudarem a operação para Portugal.</p>
<p>Ironicamente, parece que <strong>a indústria das ondas está a navegar para longe de Portugal</strong> e a ir para outros locais, sendo aliás apenas uma das indústrias de uma armada cada vez maior que compõe a economia azul emergente. Felizmente uma série de políticas que compõem parte da Estratégia Nacional para o Mar 2013-2020 acelerou o desenvolvimento, principalmente nas áreas das políticas e promoção, mas a mudança tem ainda que se manifestar a nível operacional.</p>
<p>A solução para reacender a chama da energia das ondas de Portugal não carece de um investimento maciço ou de uma reforma radical. Pode começar por visar as <em>startups</em> de economia do oceano mais jovens, através de incubadoras bem estruturadas, que lhes ofereçam aquilo de que elas mais precisam.</p>
<p>Nenhum Governo à escala global está a oferecer este pacote, pois estão com o foco em grandes programas, com grandes objectivos e grandes financiamentos, para conseguirem uma grande recompensa. A Escócia tentou esta abordagem e falhou com a Aquamarine Power e a Pelamis Wave Power, quando ambas entraram no Governo. <strong>Portugal sabe, melhor até do que qualquer outro país, que de pequenas coisas crescem grandes impérios.</strong></p>
<p>Portugal já abraçou o conceito de incubação através de programas como o Sines Tecnopolo. Universidades como a Católica também estão a investigar o potencial para incubadoras de tecnologia oceânica. Mas é preciso fazer mais se a aceleração for para ocorrer no ritmo que é necessário para que Portugal se torne um líder mundial na energia das ondas e oceanos.</p>
<p><strong>A vantagem de encorajar a nova economia dos oceanos é óbvia e de </strong><strong>longo-alcance</strong><strong> para Portugal.</strong> Com a capital da nação literalmente a contemplar Almada, com o guindaste de pórtico de 300 toneladas da Lisnave localizado num porto em ruínas, dificilmente se consegue pensar numa mais evidente chamada de atenção para agir e direccionar recursos para encontrar empreendedores que rentabilizem estes valiosos recursos. De forma semelhante aos olhos de Dr. T.J. Eckleburg, que figurativamente observavam um terreno abandonado, o guindaste surge como um símbolo da perda de Portugal da mestria oceânica, implorando ao Estado para ser de novo chamado às profundezas do oceano para encontrar os tesouros que aí pairam. Se alguma vez houve melhor altura para zarpar, essa altura é agora.</p>
<p><a href="https://observador.pt" target="_blank" rel="noopener">James McCarthy-Price* / Observador</a></p>
<p><em>James </em><em>McCarthy-Price*</em><em> é engenheiro numa empresa de energia renovável de ondas e marés. Fora do trabalho, James é um </em><em>windsurfer</em><em> de competição e é voluntário em organizações ambientais.</em></p>
<p class="special-bullet"><strong>O Observador </strong><strong>associa-se</strong><strong> aos Global </strong><strong>Shapers</strong> <strong>Lisbon</strong><strong>, comunidade do Fórum Económico Mundial</strong> para, semanalmente, discutir um tópico relevante da política nacional visto pelos olhos de um destes jovens líderes da sociedade portuguesa. Ao longo dos próximos meses, partilharão com os leitores a visão para o futuro do país, com base nas respetivas áreas de especialidade, como aconteceu com este artigo. O artigo representa, portanto, a opinião pessoal do autor enquadrada nos valores da Comunidade dos Global Shapers.</p>
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		<title>Central das Ondas do Pico passa a centro de inovação de tecnologias oceânicas e de interpretação das energias renováveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Mar 2017 10:19:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[António Sarmento]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Energia das Ondas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Central de Ondas do Pico, criada em projecto em 1982, inaugurada em 1987 e restaurada em 1998, está encerrada desde Junho de 2016, mas a entidade que a gere já garantiu ao nosso jornal que vai voltar, em breve, a ser reactivada.  O Governo Regional quer que a estrutura tenha um papel preponderante na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Central de Ondas do Pico, criada em projecto em 1982, inaugurada em 1987 e restaurada em 1998, está encerrada desde Junho de 2016, mas a entidade que a gere já garantiu ao nosso jornal que vai voltar, em breve, a ser reactivada. </strong></p>
<p>O Governo Regional quer que a estrutura tenha um papel preponderante na investigação em torno da produção energética a partir do mar. Em declarações ao Correio dos Açores, António Sarmento, responsável máximo pelo Wave Energy Centre &#8211; Centro de Energia das Ondas, que explora a Central das Ondas no Pico, e que segundo o mesmo é “o bem mais valioso do WavEC, que fornece experiência de campo e actividades de monitorização importantes para a equipa do WavEC e investigadores convidados”, vai mesmo ser reactivada após a paragem.<br />
“A central do Pico tem vindo a funcionar ao longo destes anos, cada vez fornecendo mais energia e trabalhando mais tempo. Apesar disso, a exploração da central tem custos que não são cobertos pela produção de energia, como é natural numa instalação protótipo” explica o responsável, acrescentando que “no entanto, a parte submersa da estrutura está muito desgastada devido a problemas de má qualidade da construção em 1998 e há riscos de sobrevivência a médio prazo. Por este motivo e por não ter havido anteriormente condições para reparar a central, a Direcção do WavEC decidiu encerrar a central e pedir instruções de como o fazer ao Governo Regional, à EDA e à EDP. Estas duas empresas eram as anteriores proprietárias da central e a elas compete assumir os custos de encerramento”.<br />
Mais referiu ao nosso jornal António Sarmento, que “oportunamente o WavEC propôs ao Governo Regional dos Açores aproveitar a central do Pico para construir um centro de inovação de tecnologias oceânicas, articulado com um centro de interpretação das energias renováveis oceânicas” e foi com agrado que, ressalva, “recentemente o Governo Regional dos Açores mostrou interesse por estas ideias e a senhora Directora Regional de Energia veio agora publicamente confirmar que assim era e indicar que o Governo Regional está a estudar a forma de dar seguimento a esse interesse”.<br />
Dada esta situação, o WavEC vai agora solicitar à EDA que reabra a ligação eléctrica à central, interrompida há cerca de um mês, para retomar o funcionamento da central como aconteceu até essa ocasião.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>À procura de soluções para a reactivação e para ultrapassar o desgaste da infra-estrutura</strong></p>
<p>“Nós pretendemos reactivar essa estrutura em pleno funcionamento, não numa óptica de produção de electricidade em exclusivo, porque a tecnologia que existe actualmente ainda é bastante imatura, com custos bastante elevados, mas sim na óptica de criar as condições necessárias para desenvolver uma zona de testes de soluções emergentes nesta área e, portanto, usufruir de todo este potencial também para investigação e desenvolvimento”, fez saber Andreia Carreiro, Directora Regional da Energia.<br />
A responsável, que participou em Lisboa, na conferência “Energias Renováveis Oceânicas: uma estratégia industrial e exportadora”, disse ainda que o Executivo está, neste momento, a procurar as soluções quer para ultrapassar o desgaste a que a infra-estrutura esteve sujeita, quer para reactivar a central.<br />
Em cima da mesa está ainda a possibilidade de criação de um consórcio capaz de dinamizar o lugar. “Neste momento a Central de Energia das Ondas carece de intervenção devido ao desgaste que teve ao longo dos anos e, neste momento, nós estamos seguramente a trabalhar nesse sentido. Estamos empenhados em encontrar as melhores soluções para tentar reactivá-la e pô-la em funcionamento, estamos a analisar diversos sistemas de incentivos em investigação e desenvolvimento tecnológico para assegurar essa reparação e, simultaneamente, pretendemos criar um consórcio capaz de a dinamizar com um espaço de interpretação, testes e demonstrações dessas funções tecnológicas associadas às energias renováveis oceânicas”, disse.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Um projecto com mais de 30 anos</strong></p>
<p>A estrutura foi desenvolvida com base num projecto de construção elaborado por uma equipa liderada por investigadores do Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa, entidade que foi o responsável científico, em colaboração com a Queen’s University of Belfast (Reino Unido) e o University College Cork (Irlanda). A equipa beneficiou de financiamento de um projecto europeu, o primeiro financiado pela Comissão Europeia nesta área, reforçado com um co-financiamento da EDP, da EDA e do Estado Português, através do programa Energia.<br />
A vertente de construção civil, incluindo o projecto, coordenação e fiscalização da obra de engenharia civil foi realizada pela Profabril, cabendo à PROET a coordenação e fiscalização do equipamento, à Efacec o fornecimento do equipamento eléctrico e electrónico e à Marques Lda a construção civil. A caracterização do clima de ondas e a concepção do sistema de aquisição de dados foi feita pelo INETI. Os estudos realizados assentaram num trabalho intensivo de testes laboratoriais no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, complementados por estudos hidrodinâmicos e de dimensionamento da turbina conduzidos principalmente pelo Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico.<br />
A turbina presentemente instalada no Pico foi construída por uma empresa britânica sob projecto aerodinâmico do IST, sendo o gerador e os restantes componentes eléctricos fornecidos pela Efacec.<br />
Este projecto, com uma potência de apenas 400 kW, um dos poucos no mundo desta natureza, entrou em funcionamento no final do ano de 1999, surgindo então como o a primeira unidade a nível mundial a estar ligada à rede eléctrica de forma permanente. O funcionamento da central, de carácter experimental, foi dificultado pela forte ondulação no local e pela natural inexperiência na condução do equipamento.<br />
Logo após a criação do WavEC Centro de Energia Offshore (então com o nome de Centro de Energia das Ondas), em 2003, este tomou a responsabilidade de recuperação da central, com apoio de fundos nacionais e de alguns dos associados do WavEC. Os primeiros testes em 2005 revelaram limitações técnicas da estrutura original do grupo turbogerador, que não foram possíveis de resolver inteiramente com o financiamento que tinha sido previsto. Contudo, a equipa envolvida neste projecto empenhou-se na melhoria das condições de operacionalidade da central, que conduziu ao aumento da sua produção no período 2006-2008.<br />
A situação da Central do Pico agravou-se desde 2012, ano em que terminou o projecto Europeu Wavetrain2 que suportava algumas despesas com a Central do Pico, incluindo parte dos recursos humanos afectos ao projecto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Progressos recentes e visão</strong></p>
<p>Em 2013 foi possível financiar alguns trabalhos na Central do Pico através do projecto Europeu MariNET, que reúne 40 infraestruturas de teste Europeias relevantes para a energia dos oceanos. A central do Pico é uma das infraestruturas que integra este grupo, reconhecida como a única central em escala real, o que significa que a sua utilização por equipas que se candidatem a executar testes na Central pode ser financiada por este projceto. Em Outubro de 2013 a Central recebeu uma equipa de investigadores Irlandeses da University College Cork.<br />
O ano de 2013 foi marcado por esforços de angariação de financiamento para a central, nomeadamente junto do Governo Regional dos Açores, no sentido de começar a trabalhar a possibilidade de submeter uma proposta de apoio à Central do Pico no âmbito dos fundos comunitários à região, nomeadamente propondo associar ao projecto um centro de interpretação e de teste na central do Pico e um centro para a tecnologia oceânica, que poderia prestar apoio conjuntamente ao Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores (DOP).<br />
Em 2013, a EDA concedeu um donativo, no âmbito do mecenato científico, no valor de 50.000 Euros que foram utilizados para suportar parte dos custos com recursos humanos no local e actividades de operação e manutenção.</p>
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		<title>AW Energy valida tecnologia para produção comercial de energia das ondas a partir de Peniche</title>
		<link>https://pescazores.com/aw-energy-valida-tecnologia-para-producao-comercial-de-energia-das-ondas-a-partir-de-peniche/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Mar 2015 01:58:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Usos]]></category>
		<category><![CDATA[AW Energy]]></category>
		<category><![CDATA[energia das ondas]]></category>
		<category><![CDATA[Peniche]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A empresa finlandesa AW Energy anunciou o protótipo já estudado e validado para iniciar em 2016 a fase de exploração comercial do projeto de produção de energia das ondas a partir de Peniche. Após testes de vários protótipos ao largo da praia da Almagreira, em Peniche, desde 2012 e medições do cálculo da potência e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A empresa finlandesa AW Energy anunciou o protótipo já estudado e validado para iniciar em 2016 a fase de exploração comercial do projeto de produção de energia das ondas a partir de Peniche.</strong></p>
<p>Após testes de vários protótipos ao largo da praia da Almagreira, em Peniche, desde 2012 e medições do cálculo da potência e de análise ocorridas durante 2014, a finlandesa anunciou em comunicado ter encontrado a tecnologia adequada para resistir à força de ondas com mais de oito metros de altura, que foram registadas. “A resposta da estrutura para estas cargas foi então prevista e comparada durante os testes de mar no ano passado e foi agora confirmada”, refere o comunicado.</p>
<p>Citado no comunicado, o administrador da Aw Energy Tuula Mäki sublinhou que “os resultados são valiosos, uma vez que ajudam na otimização do projeto da tecnologia”. “Garantindo um nível razoável de segurança, reduz a incerteza no processo de modelagem e os custos de investimento”, adiantou.</p>
<p>A validação do protótipo de 350 killowatts (kw) permite aos investidores avançar em 2016 para a fase comercial do projeto de produção de energia a partir do movimento das ondas. Trata-se de um investimento de 25 milhões de euros na construção de um parque para produção de energia das ondas.</p>
<p>Em outubro, outro dos responsáveis da empresa finlandesa, John Lilijelund, tinha dito que “nos períodos em que a tecnologia esteve no fundo do mar, as turbinas nunca tiveram paradas e que os testes tiveram grande sucesso para entrar na fase comercial do projeto”.</p>
<p><i>A energia produzida com a unidade instalada no fundo do mar é hoje suficiente para alimentar uma aldeia com 120 habitações e 360 habitantes.</i></p>
<p>A expansão do projeto e a eficiência da tecnologia levam os investigadores a prever uma produção de 11,4 gigawatts/hora por ano, suficiente para abastecer 5500 habitações e 16500 habitantes, equivalente a metade do concelho de Peniche e superior à população de concelhos como Arruda dos Vinhos, Bombarral ou Óbidos. Os promotores equacionam a hipótese de avançar com a construção de unidades com uma potência de 500 KW ou até 1MW e, numa segunda fase, “expandir os objetivos e instalar mais unidades”, dependendo do retorno económico.</p>
<p>O objetivo da empresa AW Energy passa no futuro por criar um grande parque mundial de energia das ondas, com uma potência instalada entre os 50 e os 100 megawatts (MW), um investimento que deverá ascender a 100 milhões de euros e colocar Portugal na linha da frente no segmento da produção mundial de energia a partir do movimento das ondas.</p>
<p>Desde 2007 que a tecnologia tem vindo a ser testada, <strong>pela primeira vez a nível mundial, no fundo do mar, a cinco milhas da costa</strong> e, desde 2012, que a energia produzida está a ser injetada na rede, estando a venda da energia a cargo da Eneólica.</p>
<p>Fonte: <a href="http://observador.pt" target="_blank" rel="noopener">Observador</a></p>
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