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	<title>Arquivo de exposição - A Pesca nos Açores</title>
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	<description>Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores</description>
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		<title>Oceanário apresenta exposição &#8220;Conservação&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Aug 2017 12:09:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Marítima]]></category>
		<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Oceanário de Lisboa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resultados de projetos de conservação dos oceanos financiados desde 1998. O Oceanário de Lisboa apresenta uma exposição sobre uma seleção de projetos de conservação financiados pelo aquário, desde a sua inauguração até aos dias de hoje. A mostra tem como objetivo dar a conhecer que o trabalho de conservação abrange uma grande diversidade de espécies, envolvendo programas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Resultados de projetos de conservação dos oceanos financiados desde 1998.</strong></p>
<p>O <strong>Oceanário de Lisboa</strong> apresenta uma exposição sobre uma seleção de projetos de conservação financiados pelo aquário, desde a sua inauguração até aos dias de hoje. A mostra tem como objetivo dar a conhecer que o trabalho de conservação abrange uma grande diversidade de espécies, envolvendo programas de reprodução, recolha de dados científicos, recuperação e repovoamento de habitats, medidas de proteção de ecossistemas, entre muitos outros aspetos.</p>
<p>O Oceanário de Lisboa, colabora em projetos que promovem a conservação de espécies ameaçadas e da biodiversidade marinha desde 1998. Em 2007, iniciou o apoio financeiro a projetos, tendo estas iniciativas gerado resultados para a ciência, ao nível nacional e internacional, com o envolvimento de parceiros diversos, entre instituições académicas e de investigação, ONG’s, instituições de renome como a <a title="Fundação Calouste Gulbenkian" href="https://gulbenkian.pt/" target="_blank" rel="noopener">Fundação Calouste Gulbenkian</a> e o <a title="National Geographic Channel" href="http://channel.nationalgeographic.com/" target="_blank" rel="noopener">National Geographic Channel</a>. Recentemente, o Oceanário financiou o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (CRAM), localizado no ECOMARE, em Ílhavo, o maior centro de resgate e salvamento de animais marinhos da Europa.</p>
<p>Segundo Núria Baylina, Curadora e Diretora de Conservação do Oceanário de Lisboa, “Partilhamos da visão de que a conservação dos oceanos é uma responsabilidade de todos. Os ecossistemas marinhos são dos maiores ativos que podemos ter e é fundamental assegurar, através de financiamento e de apoio ao conhecimento científico, a sua integridade no presente e para o futuro.”</p>
<p><strong>Os projetos de conservação do Oceanário</strong><br />
O Oceanário de Lisboa já financiou 27 projetos num montante global que supera os 650 mil euros. Os projetos apoiados pretendem promover um maior conhecimento sobre as espécies e ecossistemas marinhos e procurar soluções que permitam combater as ameaças que enfrentam.</p>
<p>Atualmente, decorrem dez projetos financiados pelo Oceanário que incidem sobre diversas espécies como, por exemplo, mantas através do estudo <strong>“Manta Catalog Azores”</strong> (Okeanos Centro I&amp;D da Universidade dos Açores), ratões-bispo através do projeto <strong>“Fly with Bull Rays”</strong> (IMAR | Instituto do Mar, Universidade dos Açores), tartarugas marinhas através do <strong>Programa de Conservação de Tartarugas Marinhas em São Tomé e Príncipe</strong> (Associação para a Proteção, Pesquisa e Conservação das Tartarugas Marinhas nos Países Lusófonos) e aves marinhas através do projeto <strong>“Capredux”</strong> (Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem).</p>
<p>Clique <a title="Projetos de conservação financiados pelo Oceanário" href="https://www.oceanario.pt/conservacao/quem-financiamos/">aqui</a> para mais informações sobre os projetos de conservação do Oceanário de Lisboa.</p>
<p>Fonte: Oceanário de Lisboa</p>
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		<title>José Serra, um repórter que gosta de partir pedra&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2015 15:43:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura Marítima]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[escultura]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>José Serra, 58 anos de idade, é conhecido pelo sucesso das suas imagens sub-aquáticas em vários programas da RTP. Na RTP-Açores ficaram célebres os programas sobre “Ilhas Vivas” e, no continente, durante muitos anos, o programa “Bombordo”. O repórter sub-aquático, como é conhecido, tem uma predilecção especial pelas coisas do mar desde a sua meninice. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>José Serra, 58 anos de idade, é conhecido pelo sucesso das suas imagens sub-aquáticas em vários programas da RTP.</strong></p>
<p>Na RTP-Açores ficaram célebres os programas sobre “Ilhas Vivas” e, no continente, durante muitos anos, o programa “Bombordo”.</p>
<p>O repórter sub-aquático, como é conhecido, tem uma predilecção especial pelas coisas do mar desde a sua meninice.</p>
<p>Aos 6 anos de idade foi viver com os pais para a ilha das Flores e durante a meia dúzia de anos que lá permaneceu fez do mar a sua paixão.</p>
<p>“Vivi uma infância marítima, sempre ligado ao mar, daí esta paixão”, explica a ligação.</p>
<p>Agora reformado da RTP-Açores, onde foi jornalista de imagem durante vários anos, chefiando a Delegação do Faial, continua a dedicar-se ao mar e decidiu homenagear a fauna marinha com&#8230; pedra vulcânica das nossas ilhas.</p>
<p>“Fui levando isto como um <i>hobie</i>, mas depois dei por mim a levar a sério o trabalho, fui aperfeiçoando, apenas com um escopo e uma rebardadeira, e o resultado foram muitos elogios por parte da família e amigos”, diz José Serra.</p>
<p>O resultado está à vista.</p>
<p>O artista do mar tem percorrido algumas ilhas com uma exposição dos seus trabalhos, dando-lhe o título de “Aquário de pedra”.</p>
<p>São enormes pedras vulcânicas, originárias de vários concelhos e ilhas dos Açores, que transporta da beira-mar para casa e as vai esculpindo em forma de fauna marinha açoriana.</p>
<p>“É um trabalho pesado na medida em que não é fácil transportar as pedras; algumas delas são de outras ilhas e trazê-las até S. Miguel não é fácil; muitas partam-se nos contentores”, adianta, não lhe retirando o entusiasmo para prosseguir, até porque, como explica, “já estou a trabalhar numa outra exposição, agora com nove pedras de cada ilha”.</p>
<p>As obras artísticas estão em exposição até 1 de Maio no Centro de Estudos Natália Correia, na Fajã de Baixo, com o apoio da Câmara Municipal de Ponta Delgada.</p>
<p>José Serra continua ligado ao mar, possui um veleiro que percorre todas as ilhas, participa nas regatas açorianas e continua a mergulhar, sempre armado com a sua câmara sub-aquática.</p>
<p>O resultado de todo este esforço pode ser visto e apreciado até ao primeiro dia de Maio.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.diariodosacores.pt" target="_blank" rel="noopener">Diário dos Açores</a></p>
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		<title>Exposição “Varinas de Lisboa – Memórias da Cidade”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2015 12:38:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura Marítima]]></category>
		<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[exposição]]></category>
		<category><![CDATA[varinas de Lisboa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Exposição “Varinas de Lisboa – Memórias da Cidade” tem imagens e objectos que retratam um dos principais ícones da capital, com raízes em Ovar. E excertos dos relatos de quem andou descalça pelas ruas de Lisboa com a canastra do peixe à cabeça. O relato na primeira pessoa é de Deolinda Peres, 71 anos, que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pescazores.com/wp-content/uploads/2015/03/varinas256.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-8582" src="http://www.pescazores.com/wp-content/uploads/2015/03/varinas256.jpeg" alt="varinas256" width="580" height="408" /></a></p>
<p><b>Exposição “Varinas de Lisboa – Memórias da Cidade” tem imagens e objectos que retratam um dos principais ícones da capital, com raízes em Ovar. E excertos dos relatos de quem andou descalça pelas ruas de Lisboa com a canastra do peixe à cabeça.</b></p>
<p>O relato na primeira pessoa é de Deolinda Peres, 71 anos, que se tornou varina aos oito, quando ainda se empoleirava numa caixa para chegar à banca de escamar a sardinha. Não sabe ler mas a memória não lhe falha. Ainda mais agora, que está tudo registado. “A minha mãe teve-me à uma e meia da noite. Às oito da manhã eu já estava acomodada numa caixinha de peixe. Fiz o mesmo com os meus filhos, enrolava-os num pano e ficavam na cesta.”</p>
<p>A história de Deolinda, e de outras que como ela percorreram descalças as ruas de Lisboa, de canastra à cabeça equilibrando o peso do peixe no corpo ágil e robusto, está a partir deste sábado exposta no Pavilhão Preto do Palácio Pimenta, onde funcionou até agora o Museu da Cidade.</p>
<p>Neste espaço, além de fotografias, postais, gravuras, esculturas em cerâmica, literatura e recortes de jornal sobre as varinas, os visitantes vão poder ver e ouvir em vídeo excertos dos testemunhos de cinco peixeiras, com idades próximas dos 80 anos, residentes nos bairros da Madragoa, Alfama e Mouraria. São descendentes das gerações de ovarinas vindas do litoral de Aveiro no início do século XIX, sobretudo do concelho de Ovar, para acompanhar os maridos pescadores. Com o tempo caiu a letra que as ligava às raízes.</p>
<p>“As varinas estão a morrer e o repositório da informação que elas não transmitiram aos filhos estava a perder-se”, observa Sofia Tempero, técnica do Departamento de Património Cultural (DPC) da Câmara de Lisboa. A historiadora é co-comissária da exposição e dedicou o último ano e meio a estudar estas mulheres, as suas rotinas e artimanhas, os pregões e as vestimentas, as privações e as alegrias por que passaram à medida que foram chegando a Lisboa e se estabeleceram nos bairros próximos do Tejo, em condições precárias.</p>
<p><a href="http://www.pescazores.com/wp-content/uploads/2015/03/fotografo_desconhecido_cais_da_ribeira_1898_1908_A3624.jpg"><img decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-8586" src="http://www.pescazores.com/wp-content/uploads/2015/03/fotografo_desconhecido_cais_da_ribeira_1898_1908_A3624.jpg" alt="fotografo_desconhecido_cais_da_ribeira_1898_1908_A3624" width="800" height="464" /></a><a href="http://www.pescazores.com/wp-content/uploads/2015/03/fotografo_desconhecido_cais_da_ribeira_1898_1908_A3625.jpg"><img decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-8587" src="http://www.pescazores.com/wp-content/uploads/2015/03/fotografo_desconhecido_cais_da_ribeira_1898_1908_A3625.jpg" alt="fotografo_desconhecido_cais_da_ribeira_1898_1908_A3625" width="800" height="486" /></a></p>
<p><strong>Marotas e cheias de graça</strong><br />
Para isso, os técnicos do DPC reuniram um extenso espólio material relacionado com as varinas, imortalizadas ao longo do tempo por artistas nos mais diversos meios, desde a fotografia à escultura. A varina “foi muitas vezes utilizada para vender a imagem da cidade, apresentada como uma figura elegante, vestida quase como se fosse para a passerelle e não para o trabalho”, diz António Miranda, coordenador do Museu da Cidade. “A varina acaba por ser uma espécie de embaixadora de Lisboa”, acrescenta. Até o físico alemão Albert Einstein admitiu, num diário de viagem, que o que mais o impressionou durante uma curta estadia em Lisboa em 1925, a caminho do Rio de Janeiro, foi o “gesto orgulhoso” e o jeito “maroto” das peixeiras.</p>
<p>A exposição, temporária (até 24 de Maio) e de visita gratuita, é para Sofia Tempero um “encontro entre o passado e o presente”, por incluir os testemunhos de varinas ainda vivas e “cheias da graça e vivacidade que as caracteriza”. Os técnicos entrevistaram seis mulheres (começaram com sete, mas uma delas morreu entretanto) e gravaram em vídeo o relato de cinco delas. As imagens vão ser incluídas num documentário sobre o tema, com realização de Fernando Carrilho, coordenador da Videoteca Municipal, com estreia marcada para 23 de Maio no Cinema São Jorge e transmissão em Novembro na RTP.</p>
<p>Segundo Sofia Tempero, o documentário vai integrar também entrevistas a um antropólogo e a agentes da polícia no activo em meados do século passado, que se cruzaram com as varinas, e em alguns casos as autuaram por andarem descalças — é como surgem fotografadas até aos anos 1940 do século passado, apesar de um decreto de 1928 proibir esta prática pouco saudável e higiénica.</p>
<p>Ter um par de chinelas era regalia de poucos, pelo que as varinas tentavam contornar a lei como podiam, conta a historiadora. Fugiam às autoridades, levavam as chinelas na canastra e só as calçavam quando avistavam a polícia, partilhavam o calçado entre amigas, ou escondiam os pés sob as saias. No pior dos casos, sem dinheiro para pagar a multa, passavam a noite na esquadra.</p>
<p>O documentário terá imagens de arquivo da RTP nas quais se ouvem os típicos pregões. “Ó freguesa, venha cá que a minha sardinha tem quatro olhos, ainda há meia hora estava a nadar.” E os truques, como os que Doroteia Figueiredo, de 79 anos, contou na entrevista citada na Agenda Cultural de Janeiro da Câmara de Lisboa. Um exemplo? O da barriga inchada: com um fósforo fazia um buraco na barriga do peixe e sopravam para o inchar, parecendo que tinha ovas.</p>
<p><strong>Casamento entre primos</strong><br />
A propósito da investigação, o DPC promoveu um estudo demográfico inédito sobre o bairro da Madragoa, na antiga freguesia de Santos-o-Velho, actual Estrela. A equipa coordenada por Delminda Rijo, historiadora e especialista em demografia histórica, analisou os registos de casamento entre 1800 e 1870 e o rol de confessados de 1981 (lista feita pelo pároco por altura da Quaresma, que inclui informações sobre todos os residentes na paróquia, como o nome, idade, morada e estado civil), pesquisando dados sobre famílias em que pelo menos um dos nubentes era natural de uma freguesia do litoral norte.</p>
<p>Nos primeiros 70 anos do século XIX, foram contabilizados 3779 indivíduos. Vinte anos depois, o rol de confessados dá conta de 7484 pessoas, que viviam em 15 ruas da freguesia, distribuídas por 1648 agregados. Só nesse ano havia 515 peixeiras e 36 peixeiros.</p>
<p>A análise permitiu tirar várias conclusões. Por exemplo, eram relativamente comuns os casamentos entre parentes, como primos e cunhados. Há mesmo registo de um casamento entre um tio e a sobrinha. Por norma, sob o mesmo tecto juntavam-se várias gerações da mesma família, e até hóspedes, o que dava origem a agregados numerosos de 15 e até 18 pessoas. Também por isto, era normal que os futuros noivos vivessem na mesma casa antes do casamento.</p>
<p>Rita Maria, 12 anos, peixeira, a mais nova das 11 que viviam no 1.º andar do número 70 da Rua Vicente Borga, segundo o rol de confessados consultado por Delminda Rijo. Nesta casa, chefiada pela prima de Rita, Maria Luísa da Silva, viúva aos 29 anos, residiam apenas dois homens, vendedores de jornais. “Era uma comunidade muito matriarcal”, nota Sofia Tempero. E todos começavam bem cedo a trabalhar. “Embora raros, há registos de meninas de cinco anos como peixeiras e de rapazes de nove como vendedores de jornais”, explica Delminda Rijo.</p>
<p>As varinas que participaram neste projecto vão estar presentes na inauguração da exposição, às 17h, com o apoio da Junta de Freguesia da Estrela, que se associou a esta ideia. E porque a comunidade de varinas lisboetas descende da população ovarina, a Câmara de Ovar também trará uma comitiva até à capital.</p>
<p>Este intercâmbio é habitual. Segundo Sofia Tempero, todos os anos os elementos da marcha da Madragoa que desfilam nos Santos Populares deslocam-se a Ovar — invariavelmente, eles vestidos de pescadores e elas de varinas, com saias compridas e rodadas, um avental, o corpete de flanela e uma cinta de lã, chapéu redondo de feltro achatado sob uma rodilha, na qual assenta a canastra.</p>
<p><a href="http://www.pescazores.com/wp-content/uploads/2015/03/gjk2135.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-8590" src="http://www.pescazores.com/wp-content/uploads/2015/03/gjk2135.jpg" alt="gjk2135" width="580" height="240" /></a></p>
<p><strong>A varina de Bordallo</strong><br />
Além do Palácio Pimenta, também o Museu Bordallo Pinheiro no Campo Grande inaugura neste sábado uma exposição inédita dedicada ao tema das varinas na obra de Rafael Bordallo Pinheiro, que fica até 22 de Junho. Organizada em três núcleos — etnografia, humor e ícone — a mostra revela a forma como o artista construiu a sua imagem da varina através da pintura, desenho, gravura e faiança decorativa das Caldas da Rainha.</p>
<p>Intitulada “Vivinha a Saltar”, a exposição divide-se entre as varinas e as sardinhas, ambas emblemas da capital. “Em As novas sardinhas de Bordallo, trazemos a sardinha de Rafael Bordallo até aos nossos dias e juntamos os mais recentes modelos cerâmicos assinados por artistas contemporâneos, a colecção Sardinha by Bordallo, uma colaboração entre EGEAC e a Fábrica Bordallo Pinheiro”, explica a EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural) em comunicado.</p>
<p>Além da de Bordallo, a colecção é composta por 21 sardinhas que foram a imagem das várias campanhas de comunicação das Festas de Lisboa, desde a original criada em 2003, até outras mais recentes apresentadas nos vários anos do Concurso de Sardinhas.</p>
<p><strong>Um museu, cinco núcleos</strong><br />
O Museu da Cidade “desaparece” oficialmente neste sábado, com o nascimento da marca Museu de Lisboa. Esta funciona como uma chancela para cinco núcleos espalhados pela cidade: o Palácio Pimenta (onde funcionava o Museu da Cidade, cujo espólio permanece no mesmo local), o Museu de Santo António, o Teatro Romano, a Casa dos Bicos e o Torreão Poente, do Terreiro do Paço.</p>
<p>Esta reorganização baseia-se num estudo elaborado por António Mega Ferreira sobre os museus municipais de Lisboa, encomendado pela autarquia em 2012, por 19 mil euros – uma contratação que gerou polémica na altura, no seio do executivo. A realização do estudo foi aprovada pela câmara em Junho daquele ano e o documento estava pronto em Outubro, segundo afirmou o escritor e ex-presidente do Centro Cultural de Belém. No entanto, o resultado demorou a ser divulgado.</p>
<p>No estudo, Mega Ferreira considerou que os museus de Lisboa viviam “numa espécie de ‘limbo’ orgânico” e recomendou a criação de uma unidade orgânica autónoma, respondendo perante o director municipal de Cultura.</p>
<p>A vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, anunciou em Maio de 2013 que o Museu da Cidade iria adoptar a designação de Museu de Lisboa, com sede no Torreão Poente e passando a integrar seis núcleos. Afinal, terá cinco núcleos e sede no Palácio Palmela.</p>
<p>Em comunicado, a câmara adianta que o Museu de Lisboa “no seu todo e com as suas partes (os seus 5 núcleos) pretende vir a ser um museu de cidade contemporâneo e uma referência na vida dos lisboetas e de quem nos visita”. Mais do que “espelho da história da cidade de Lisboa”, esta marca “já é, e será mais ainda, um conjunto de espaços museológicos onde se aprende Lisboa, onde se debate Lisboa e as suas vivências e onde se perspectiva o seu futuro”.</p>
<p>Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa | Núcleo Fotográfico</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.publico.pt" target="_blank" rel="noopener">Público</a></p>
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