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	<title>Arquivo de gestão dos oceanos - A Pesca nos Açores</title>
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	<description>Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores</description>
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		<title>Crescimento azul volta a estar na ordem do dia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Oct 2015 09:48:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política & Estratégia]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[gestão dos oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[Governação Internacional dos Oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[Governo dos Açores]]></category>
		<category><![CDATA[Nações Unidas]]></category>
		<category><![CDATA[regiões ultraperiféricas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Governo dos Açores participou na consulta pública sobre a Governação Internacional dos Oceanos. O Governo dos Açores, no âmbito do processo de consulta pública que decorreu até 15 de Outubro, transmitiu à Comissão Europeia a sua posição sobre a Governação Internacional dos Oceanos, considerando que o actual quadro “não tem sido eficaz para regular [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Governo dos Açores participou na consulta pública sobre a Governação Internacional dos Oceanos.</strong></p>
<p>O Governo dos Açores, no âmbito do processo de consulta pública que decorreu até 15 de Outubro, transmitiu à Comissão Europeia a sua posição sobre a Governação Internacional dos Oceanos, considerando que o actual quadro “não tem sido eficaz para regular as pescarias internacionais e assegurar uma gestão sustentável dos oceanos e dos seus recursos”, nomeadamente nos 60% do território marítimo mundial que estão fora das jurisdições nacionais.</p>
<p>No documento enviado, o Executivo açoriano defende que, para além do sector das pescas, existem outras novas áreas de exploração de oceanos, como a mineração e a exploração de recursos biotecnológicos e genéticos, que carecem de mecanismos de regulamentação internacional “mais eficazes e adaptados às necessidades contemporâneas”.</p>
<p>Nesse sentido, propõe a revisão da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUD) “para a adaptar aos novos desafios que se colocam às áreas fora da jurisdição dos países” e adverte para o “papel preponderante” que a União Europeia tem ao nível da negociação e assunção de compromissos internacionais no âmbito da governação dos oceanos, “em matérias que, muitas vezes, não têm nem devem ser implementados pelos governos centrais do Estados-membros, mas, sim, operacionalizados pelas Regiões”.</p>
<p>Para o Governo dos Açores, um dos aspectos essenciais na governação internacional dos oceanos é “a importância dos Estados e regiões arquipelágicos”, recordando que o direito internacional do mar confere ênfase aos estados arquipelágicos, mas não reconhece o papel das regiões, “falhando assim em incorporar também o conhecimento e prática que muitas destas têm na gestão sustentável dos seus recursos ligados ao mar”.</p>
<p>“É fundamental reforçar o envolvimento e participação das regiões da Europa nos processos de formação das posições políticas, mas também através da sua participação nas negociações internacionais da UE relativas aos assuntos do mar”, defende o Executivo açoriano, apontando “a falta de conhecimentos sobre os oceanos” como a principal causa para a ineficácia da governação internacional dos oceanos.</p>
<p>Neste documento, considerando que as Regiões Ultraperiféricas, no âmbito do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, são territórios com características muito particulares e onde as populações possuem um elevado grau de dependência e interacção com o meio marinho, o Governo Regional sustenta que “estas são as zonas geográficas que podem beneficiar de maior eficácia na organização do quadro institucional da gestão dos oceanos”.</p>
<p>O Governo dos Açores refere ainda que “todas as vertentes relacionadas com o crescimento azul irão beneficiar de um quadro de governação dos oceanos claro e ágil”, em particular o sector extractivo de minerais, sendo dada relevância, neste contexto, à aplicação do Protocolo de Nagoia e a extensão dos seus princípios a recursos não biológicos.</p>
<p>No documento enviado pelo Executivo açoriano, considera-se que “uma das mais eficazes ferramentas para a gestão da biodiversidade e para garantir a robustez dos mananciais é o estabelecimento de áreas marinhas protegidas”.</p>
<p>O Governo dos Açores alerta para a importância da partilha de conhecimentos sobre os mares e oceanos entre a academia e as empresas e decisores políticos, salientando a necessidade de serem criados “métodos para uma maior mobilidade entre as carreiras de investigação do mundo académico para o mundo empresarial e para as áreas da governação”.</p>
<p>Para melhorar a investigação da coordenação marítima, o Executivo defende que é preciso “estimular a investigação científica no seio das empresas e da administração pública,”, bem como divulgar bases de dados criadas no âmbito de projectos de investigação.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.jornaldiario.com" target="_blank" rel="noopener">Expresso das Nove</a></p>
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		<title>Sem gestão equilibrada dos Oceanos “estaremos perdidos”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 16:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política & Estratégia]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[Áreas Marinhas Protegidas]]></category>
		<category><![CDATA[Direcção Regional dos Assuntos do Mar]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Cardigos]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação Luso-Americana]]></category>
		<category><![CDATA[gestão dos oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade dos recursos marinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Investigadores e especialistas da União Europeia e dos EUA, estiveram recentemente reunidos nos Açores para abordar duas questões na gestão dos oceanos: quais os próximos passos a tomar pelas nações transatlânticas numa perspectiva Portugal-EUA, e identificar as prioridades ao nível do desenvolvimento sustentável que devem constituir a contribuição portuguesa. A iniciativa, promovida pela Fundação Luso-Americana [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Investigadores e especialistas da União Europeia e dos EUA, estiveram recentemente reunidos nos Açores para abordar duas questões na gestão dos oceanos: quais os próximos passos a tomar pelas nações transatlânticas numa perspectiva Portugal-EUA, e identificar as prioridades ao nível do desenvolvimento sustentável que devem constituir a contribuição portuguesa.</em></span></p>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="color: #000000;">A iniciativa, promovida pela Fundação Luso-Americana (FLAD), em colaboração com a Direcção Regional dos Assuntos do Mar e com o ISPA &#8211; Instituto Universitário, definiu um plano de acção focado na sustentabilidade das actividades marítimas.</span><span style="color: #000000;"><strong>“Portugal está hoje sob grande tensão económica e tanto construir uma nova economia dos oceanos como definir um planeamento estratégico permitirá emprego”,</strong> afirma Charles Buchanan ao <strong>Ciência Hoje</strong>.</span><span style="color: #000000;">Segundo o administrador da FLAD, parte do desafio para as nações dos oceanos é concertar todos os esforços para se focarem em questões críticas:<strong> “como, por exemplo, planear estrategicamente utilizando metodologias comuns como a Marine Spacial Planning ou Áreas Marinhas Protegidas; medir as mudanças nos ecossistemas oceânicos e determinar as causas; alcançar um consenso em relação aos indicadores que medem essas mudanças; utilizar um conjunto de indicadores comuns para fazer recomendações junto dos decisores políticos de topo; e finalmente, educar as pessoas a desempenhar um papel de interesse nestas matérias”</strong>, diz o responsável.</span><span style="color: #000000;">A sustentabilidade dos oceanos é fundamental para o desenvolvimento sustentável.<strong> “Se não alcançarmos uma gestão equilibrada dos oceanos, uma gestão baseada nos ecossistemas, evitar práticas destrutivas do solo oceânico e conseguir obter um comportamento voluntário de boas práticas pelos pescadores e embarcações e respeito pelos habitats costeiros, estaremos totalmente perdidos e o planeta perderá os seus recursos marítimos”</strong>, alerta.</span><span style="color: #000000;">Para reforçar a cooperação transatlântica, o responsável afirma que <strong>“os Açores podem ser um líder global nesse processo pois têm recursos muito valiosos e capacidades de investigação”</strong>.</span></p>
</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong><em>[singlepic id=590 w=320 h=240 float=left]</em></strong></span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Limites de utilização</strong></span></div>
<div style="text-align: justify;">
<p><span style="color: #000000;">Frederico Cardigos, director regional dos Assuntos do Mar, avança que nos próximos passos a tomar para reforçar o posicionamento geoestratégico de Portugal e dos Açores é essencial que todos expressem os seus pontos de vista técnicos e estratégicos para que se possa implementar um conjunto de regras</span><span style="color: #000000;"><strong> “tão consensuais quanto possível”</strong>. <strong>“O estabelecimento do Parque Marinho dos Açores, que define quais são as áreas mais sensíveis e que limites de utilização lhes estão associadas, é já um passo muito significativo e demonstrativo desse futuro</strong>”, afirma.</span><span style="color: #000000;">Não se pode explorar um determinado recurso biológico até à exaustão apenas porque dará algum emprego temporário e recursos económicos. <strong>“Essa hipótese já foi colocada nos Açores em relação à pescaria de profundidade do peixe-relógio com redes de arrasto. Como não era sustentável, optou-se por não o fazer”</strong>, exemplifica o responsável.</span><span style="color: #000000;">Assim, nesta reunião <strong>“ficou decidido que os técnicos e cientistas que fazem parte deste grupo se disponibilizarão para acompanhar a elaboração do Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo dos Açores”</strong>, garante Frederico Cardigos.</span><span style="color: #000000;"><strong>Conhecer os ecossistemas</strong></span><span style="color: #000000;">De acordo com Emanuel Gonçalves, professor do ISPA-IU, vamos assistir nas próximas décadas à ocupação do espaço marítimo por um conjunto de novas actividades bem como a <strong>“alterações profundas”</strong> nas actividades tradicionais (pescas e transportes marítimos).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O responsável refere que o oceano continua ainda hoje <strong>“largamente desconhecido” </strong>e interessa <strong>“avançar rapidamente no conhecimento dos ecossistemas marinhos” </strong>para que se possa <strong>&#8220;gerir melhor&#8221;</strong> as actividades crescentes para os usos do mar. <strong>“O oceano profundo é um bom exemplo desse desconhecimento mas existem hoje grandes interesses económicos que começam a olhar para a vastidão do oceano como um recurso a explorar nos domínios dos minerais, hidrocarbonetos, biotecnologia, energia das ondas, correntes e marés, extracção de inertes, etc.”</strong>, exemplifica.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A <strong>“implementação da directiva quadro estratégia marinha e a extensão da Rede Natura 2000 ao meio marinho, em conjunto com um correcto planeamento e ordenamento espacial das actividades, são processos chave”</strong> para alcançar o desenvolvimento sustentável, conclui Emanuel Gonçalves.</span></p>
</div>
<div>Fonte: <a href="http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=52164&amp;op=all">Ciência Hoje</a></div>
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