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	<title>Arquivo de golfinhos - A Pesca nos Açores</title>
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	<description>Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores</description>
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		<title>Em todo o mundo são mortos 100 mil golfinhos por ano</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Aug 2018 21:50:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[golfinhos]]></category>
		<category><![CDATA[morte de golfinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cerca de 100 mil golfinhos e pequenos cetáceos são mortos por ano em todo o mundo. Para além de consumo próprio, a carne de golfinho serve também como isco para a caça de tubarões. O Perú ocupa o primeiro lugar na lista dos principais países caçadores de golfinhos. Juntamente com as organizações Animal Welfare Institute [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="lead sizearticle"><strong>Cerca de 100 mil golfinhos e pequenos cetáceos são mortos por ano em todo o mundo. Para além de consumo próprio, a carne de golfinho serve também como isco para a caça de tubarões. O Perú ocupa o primeiro lugar na lista dos principais países caçadores de golfinhos.</strong></p>
<p>Juntamente com as organizações <i>Animal Welfare Institute</i> e <i>Whale and Dolphin Conservation</i>, a <i>Pro Wildlife</i> – organização alemã de conservação de animais e natureza – publicou um relatório que alerta para o problema alarmante e assustador que consiste na caça a golfinhos.</p>
<p>Segundo o estudo, cerca de 100 mil golfinhos e pequenos cetáceos são mortos por ano. Os números são alarmantes e surpreendentes para os investigadores das organizações. Não só esperavam um número mais reduzido, como não previam que a lista de países que praticam a caça aos pequenos mamíferos marinhos fosse tão longa.</p>
<p>Os golfinhos e pequenos cetáceos, ao contrário das baleias, não se encontram protegidos pela Comissão Baleeira Internacional, responsável pelo controlo da prática da caça à baleia e pela proteção das espécies. Por sua vez, a carne de golfinho é utilizada para consumo humano ou como isco para a pesca de tubarão, atum e piracatinga.</p>
<p>De acordo com o relatório, no Perú, o número de golfinhos e pequenos cetáceos mortos atinge o número alarmante de 15 mil por ano, ocupando o primeiro lugar da lista de países com maior número de mamíferos marinhos mortos. Em segundo lugar está a Nigéria, com um registo de 10 mil golfinhos mortos. Milhares de golfinhos e pequenos cetáceos também morrem no Brasil, Venezuela, Madagáscar, Índia, Coreia do Sul e Malásia.</p>
<p>O Japão foi onde a caça de golfinhos se reduziu mais drasticamente. Desde 2000, o número de mamíferos marinhos mortos passou de cerca de 18.300 para 2.300 atualmente. O Japão ocupa, assim, o décimo lugar da lista.</p>
<p><strong><span class="titletext">Métodos de caça violentos</span></strong></p>
<p>Os números são alarmantes, mas o que mais impressiona as organizações e ativistas dos direitos dos animais são os métodos de caça utilizados considerados “cruéis”. O sofrimento dos golfinhos é o principal motivo de condenação.</p>
<p>Os pequenos mamíferos marinhos são cercados por barcos e redes e posteriormente mortos com arpões, facas ou até mesmo dinamite, deixando um rasto de sangue que pinta o mar de vermelho. “O número de métodos [de caça] aumentou”, afirma Sandra Altherr, bióloga e cofundadora da <i>Pro Wildlife</i>.</p>
<p>A cidade de Taiji, no Japão, é conhecida por ser um dos locais onde a prática acontece em grande escala. Todos os anos, os pescadores de Taiji matam centenas de golfinhos e outras dezenas são vendidos para parques aquáticos. A cidade japonesa e a sua caça anual ficaram sob os holofotes internacionais depois do lançamento do documentário “The Cove”, vencedor de um óscar, que retrata o massacre e caça de golfinhos em Taiji.</p>
<p>“Estes golfinhos são agredidos e empurrados para a baía da matança, onde já chegam com múltiplos ferimentos. Os assassinos passam propositadamente por cima dos animais com os barcos, agridem-nos, prendem-nos em redes para que não possam fugir e só depois os matam”, conta Melissa Sehgal, ativista do <i>Sea Shepherd </i>(organização americana focada na conservação dos seres marinhos), em declarações à <i>Reuters</i>.</p>
<div>Habitantes da pequena comunidade japonesa, Taiji, quebraram o silêncio e responderam ao documentário “The Cave”. Em declarações ao <a href="https://www.theguardian.com/world/2017/dec/11/not-ashamed-dolphin-hunters-of-taiji-break-silence-over-film-the-cove" target="_blank" rel="noopener"><i>The Guardian</i></a>, os residentes locais defendem a captura de cetáceos pelo seu valor tradicional e como parte da sua cultura gastronómica.</div>
<div></div>
<div>“Nós não podíamos plantar arroz ou legumes aqui e não tínhamos abastecimento de água natural. Precisávamos de matar baleias para comer e centenas de pessoas morreram a fazer isso. Este foi um lugar em que era muito difícil sobreviver e sempre estaremos gratos aos nossos antepassados pelo seu sacrifício”, afirma Kazutaka Sangen, presidente de Taiji.</div>
<div></div>
<div>“Não temos vergonha de caçar golfinhos e nunca consideraríamos parar. É a parte mais importante da nossa tradição local”, defende Yoshifumi Kai, funcionário da cooperativa de pesca de Taiji.</div>
<div></div>
<div>“Olhe à sua volta…se não vivêssemos do mar não restaria mais nada. As pessoas dizem-nos constantemente para pararmos de caçar mamíferos marinhos e encontrar outra maneira de sobreviver. Mas o que faríamos em vez disso?”, acrescenta Kai.</div>
<div></div>
<div>O Japão não demonstra intenções de parar com a caça de cetáceo, argumentando que não existe nenhum acordo internacional que proíba a caça de golfinhos e que os animais não estão sob ameaça.</div>
<div></div>
<div>Fonte: RTP</div>
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		<title>Está em discussão nos Açores a interdição de natação com golfinhos grampos a menos de 3 milhas da costa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Apr 2017 10:06:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[Baleia-azul]]></category>
		<category><![CDATA[baleias]]></category>
		<category><![CDATA[Baleias-de-bossa]]></category>
		<category><![CDATA[Biosphere Expeditions 2016]]></category>
		<category><![CDATA[Cachalote]]></category>
		<category><![CDATA[Europhlukes]]></category>
		<category><![CDATA[golfinhos]]></category>
		<category><![CDATA[POPA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A “Biosphere Expeditions 2016” concluiu com sucesso o seu décimo terceiro ano de recolha de dados sobre a distribuição de cetáceos nos Açores, com recurso a observações visuais e foto-identificação. A cidade da Horta, na ilha do Faial, foi a base da expedição e o trabalho foi conduzido em redor das três ilhas do Faial, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A “Biosphere Expeditions 2016” concluiu com sucesso o seu décimo terceiro ano de recolha de dados sobre a distribuição de cetáceos nos Açores, com recurso a observações visuais e foto-identificação.</strong></p>
<p>A cidade da Horta, na ilha do Faial, foi a base da expedição e o trabalho foi conduzido em redor das três ilhas do Faial, Pico e São Jorge. Esta expedição decorreu entre 4 de Abril e 5 de Maio, e concentrou-se em seis projectos principais.<br />
Foram registados um total de 244 avistamentos de 11 espécies distintas de cetáceos e 1 espécie de tartaruga.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Áreas protegidas para a baleia-azul</strong></p>
<p><strong>Baleia-azul:</strong> A expedição registou 16 baleias-azuis em 14 encontros em 2016 e, desde 2004, contribuiu com 108 indivíduos para o catálogo do Atlântico Nordeste. Os resultados obtidos para as baleias azuis avistadas nos Açores através da expedição incluem 3 reavistamentos de animais fotografados em anos anteriores nos Açores: uma baleia avistado em 2016 foi observada em 2010 e duas correspondências em 2012, uma foi observado em 2006 e a outra também fotografada em 2010.<br />
No Atlântico Norte, onde se estima viverem cerca de 2000 animais, é muito raro observarem-se reavistamentos entre os indivíduos constantes dos catálogos das costas Este e Oeste, o que sugere existirem duas populações distintas de baleias-azuis no Atlântico Norte. Uma delas parece viver entre o Sudoeste da Gronelândia e a costa da América do Norte, estando centrada nas águas do leste do Canadá. A outra população ocorre no estreito da Dinamarca, Islândia e “Jan Mayen, Spitzbergen”, e o Mar de Barents no Verão, e a sul até à costa Noroeste de África no inverno.<br />
A taxa anual de 14% de reavistamentos de baleias-azuis do catálogo dos Açores sugere que, pelo menos alguns indivíduos, usam uma rota que cruza os Açores durante a sua migração.<br />
Segundo os investigadores, “é importante obter informações sobre os movimentos, localização e zonas limite de ocorrência destes animais, porque ao contrário de outras baleias, as populações de baleia-azul não parecem estar a recuperar à mesma velocidade, o que faz com que a delimitação de áreas protegidas efectivas seja ainda mais importante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Baleias-de-Bossa que passam nos Açores são da população ameaçada de Cabo de Verde</strong></p>
<p><strong>Baleias-de-bossa:</strong> Em 2016, a expedição registou 12 baleias-de-bossa. O catálogo de baleias-de-bossa do Atlântico Norte está a aproximar-se a um total de 9000 indivíduos e desempenha um papel importante na detecção de reavistamentos de longo alcance. Desde 2004 que a expedição contribuiu com 18 fotografias identificativas e registou um reavistamento com as ilhas de Cabo Verde em 2010. Este reavistamento, juntamente com dados recolhidos por outros investigadores, sugere que as baleias-de-bossa observadas nos Açores fazem parte da população ameaçada de Cabo Verde e não da população das Caraíbas. Estes reavistamentos são considerados “importantes” porque, actualmente, existe pouca informação sobre os movimentos das baleias-de-bossa na costa Este do Atlântico.</p>
<p><strong>Outras baleias de barbas:</strong> As baleias de barbas têm sido observadas com maior frequência nos últimos anos. Em 2016 registaram-se 42 encontros com outras baleias de barbas, como as baleias-comuns e uma baleia-anã com uma cria. Não foram observadas sardinheiras.<br />
Segundo os investigadores, “os esforços desenvolvidos na conservação e investigação de baleias de barbas demonstram que os Açores poderão ser um ponto de paragem/abastecimento (entre as áreas de reprodução a sul e as áreas de alimentação a norte, como Noruega e Islândia) crucial para alguns animais migradores, que não tenham tido a oportunidade de se alimentarem nas áreas de reprodução, durante os últimos meses”.<br />
Os recursos que estas baleias encontram nos Açores “podem significar a diferença entre sobrevivência ou morte”, escrevem os investigadores do ‘Biosphere Expeditions 2016’.<br />
A recolha de informação base sobre o número de animais e áreas que eles estão a usar “pode ser útil” na detecção prévia de mudanças na disponibilidade de presas, devido a alterações climáticas.</p>
<p><strong>Cachalote:</strong> Desde 1987 que está em curso nos Açores um programa de foto-identificação de cachalotes, com 69 indivíduos identificados (7 não-identificados) e fotografados em 124 encontros, incluindo reavistamentos de 26 animais observados em anos anteriores. Os reavistamentos detectados indicam que os machos migram para as águas da Noruega e as fêmeas passam a sua vida em grupos e efectuam migrações/movimentações mais limitadas. Para além disso, os grupos de cachalotes observados nos Açores são mais estáveis e as associações entre indivíduos permanecem por períodos mais longos do que as que ocorrem no Pacífico. Este facto deve-se, provavelmente, à diferença de disponibilidade de alimento entre ambas as áreas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A interdição da natação com golfinhos grampos&#8230;</strong></p>
<p><strong>Golfinhos:</strong> A foto-identificação de golfinhos, que se iniciou em 1987, tem continuado. Até ao momento, conhecem-se 8 grupos de roazes e 13 grupos de grampos e também foram fotografados 2 grupos de falsas-orcas.<br />
Com o tempo, as fotografias identificativas de falsas orcas poderão mostrar se existem indivíduos residentes, apesar de serem menos conhecidas, como no caso de roazes e grampos. À data de elaboração deste relatório, pelo menos 1 indivíduo foi observado em ambos os grupos de falsas-orcas, que foram observados no fim da expedição, o que poderá suportar esta teoria.<br />
A diferenciação entre animais residentes e transeuntes “é importante”, porque os primeiros “poderão necessitar de determinadas áreas em redor das ilhas, para alimentação e reprodução”, enquanto que os transeuntes “apenas se encontram de passagem”.<br />
Na opinião dos investigadores, “Isto pode ser considerado aquando da implementação de nova legislação, como a que tem sido discutida sobre a interdição de natação com golfinhos grampos, a menos de 3 milhas da costa, que é o habitat crucial para mães e crias”.</p>
<p><strong>Europhlukes:</strong> Europhlukes é um projecto europeu que reúne investigadores de diversos países para compartilhar dados de foto-identificação de várias espécies. Todas as fotografias recolhidas no âmbito desta expedição serão enviadas para esta base de dados. As extracções das caudas dos cachalotes fotografados durante a expedição serão comparadas com fotografias obtidas em anos anteriores e noutras áreas do Atlântico. Até ao momento nenhum dos cachalotes fotografados nos Açores foi reavistado noutras áreas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Pesca de atum sem golfinhos</strong></p>
<p><strong>POPA:</strong> Pelo décimo terceiro ano foram recolhidos dados para o Programa de Observação das Pescas nos Açores (POPA) coordenado pelo Centro do Instituto do Mar da Universidade dos Açores.<br />
A POPA foi lançada em 1998 com o objectivo principal de certificar o atum capturado nos Açores como um produto “seguro para golfinhos”. Este rótulo é atribuído pela ONG Earth Island Instituto às capturas feitas sem mortalidade de cetáceos.<br />
A POPA construiu uma Informação recolhida pelos observadores a bordo dos navios de pesca do atum.<br />
Esta base de dados inclui informações sobre a pesca do atum (por exemplo, localização dos eventos de pesca, Capturas e esforço de pesca), condições meteorológicas (por exemplo, SST, vento e visibilidade), entre outras recolhas.<br />
A POPA também é responsável pelo atum “Amigo do Mar”.<br />
O “Physeter” é a única embarcação que não se dedica à pesca comercial e que contribui para o POPA. A informação foi recolhida aleatoriamente ao longo de trânsitos de observação de cetáceos. Foram também efectuadas contagens de tartarugas, aves marinhas e recolhidos parâmetros ambientais. Em 2016 foi adicionado a observação de lixo.</p>
<p><strong>Tartarugas:</strong> As tartarugas Caretta caretta são capturadas e marcadas nos Açores desde 1988, para um projecto conjunto entre a Universidade da Flórida e a Universidade dos Açores. Durante esta expedição, 47 tartarugas-boba foram avistadas, mas nenhuma foi capturada ou marcada.</p>
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		<title>Interacção de golfinhos causa prejuízos anuais de 304 mil euros na pesca do atum nos Açores</title>
		<link>https://pescazores.com/interaccao-de-golfinhos-causa-prejuizos-anuais-de-304-mil-euros-na-pesca-do-atum-nos-acores/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Nov 2016 10:52:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Pesca & Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[golfinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Gui Menezes]]></category>
		<category><![CDATA[Interacção de golfinhos a pesca]]></category>
		<category><![CDATA[pesca das lulas]]></category>
		<category><![CDATA[pesca do atum]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A interacção dos golfinhos comuns com a pesca do atum patudo resulta numa perda económica estimada de 304 milhares de euros por ano. Considerando que a pesca do atum com cana representa cerca de 7 milhões de euros por ano, tal representa cerca de 4% do valor do atum desembarcado. Este é o resultado de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A interacção dos golfinhos comuns com a pesca do atum patudo resulta numa perda económica estimada de 304 milhares de euros por ano. Considerando que a pesca do atum com cana representa cerca de 7 milhões de euros por ano, tal representa cerca de 4% do valor do atum desembarcado.<br />
Este é o resultado de um estudo desenvolvido, entre 1998-2012, pelos investigadores Gui Menezes, actual Secretário Regional das Pescas, Maria João Cruz, Miguel Machete e Mónica Silva.</p>
<p>Estima-se, por outro lado, que a depredação de golfinhos de Risso na pescaria de lulas artesanais na ilha de São Miguel, nos Açores (onde ocorre a maior parte da pesca) afectou 33% dos eventos de pesca de 2009-2011, o que representa uma perda estimada de 50 mil euros por ano, 1,9% do valor total desembarcado desta pescaria durante este período.</p>
<p>Assim, em comparação com a interacção dos golfinhos de Risso na pesca das lulas, a interacção dos golfinhos comuns na pesca do atum é menos frequente, mas tem maior impacto económico. Embora estes números estejam bem abaixo das estimativas de perdas económicas decorrentes da interacção de cetáceos nas pescarias em outros lugares, como nas Ilhas Baleares e nas ilhas Crozet.</p>
<p>Ficou provado que, nos mares dos Açores, os golfinhos comuns “são responsáveis pela grande maioria das interacções com a pesca do atum dos Açores, mas os motores subjacentes continuam a ser pouco conhecidos”.</p>
<p>Neste estudo, foi investigada a influência de vários factores ambientais e relacionados à pesca na promoção da interacção de golfinhos comuns com a pescaria do atum. Os golfinhos interagiram em menos de 3% dos eventos de pesca observados durante o período do estudo.</p>
<p>De harmonia com os investigadores, a probabilidade de interacção dos golfinhos “variou significativamente entre os anos sem tendência evidente ao longo do tempo”.</p>
<p>Os resultados sugerem que a duração da pesca, a temperatura da superfície do mar e a abundância de presas na região “foram os factores mais importantes que explicam a interacção comum dos golfinhos”.</p>
<p>A interacção dos golfinhos não teve impacto nas capturas de atum voador e atum albacora mas resultou em capturas significativamente menores de atum patudo, com uma perda anual mediana prevista de 13,5% no número de peixes capturados.</p>
<p>No entanto, “o impacto sobre as capturas de patudo variou consideravelmente tanto por ano como por área de pesca”. O trabalho desenvolvido pelos investigadores mostra que as taxas de interacção comum dos golfinhos com a pesca do atum dos canaviais nos Açores são baixas e não apresentaram sinais de aumento”.</p>
<p>No seu entender, “embora o impacto económico global tenha sido baixo, a interacção pode levar a perdas significativas em alguns anos. Esses achados enfatizam a necessidade de monitoramento contínuo e de pesquisas futuras sobre as consequências e viabilidade económica de possíveis medidas de mitigação”.</p>
<p>Os golfinhos comuns são considerados “alimentadores oportunistas que aproveitam presas localmente abundantes”. Nos Açores, formam frequentemente associações temporárias de forrageamento com atuns especialmente patudo, possivelmente para aumentar o sucesso alimentar”. Assim, golfinhos e atuns comuns “exploram habitats similares e frequentemente concorrem nas mesmas áreas. Além disso, a pesca do atum dos Açores depende da utilização de iscas vivas. A isca viva representa uma fonte de alimento fácil e prontamente disponível para golfinhos comuns e não é surpresa que os golfinhos são atraídos às embarcações de pesca para rapinar nela”.</p>
<p>“Vários estudos têm investigado medidas de mitigação para reduzir a interação de cetáceos, incluindo mudanças nas práticas de pesca, mudanças de artes, dispositivos de dissuasão acústica e dispositivos de assédio, e mecanismos para impedir o acesso à captura. Tendo em conta as especificidades da pesca do atum canário nos Açores e a ecologia dos golfinhos comuns e do atum, a única medida susceptível de reduzir a interacção seria manter os golfinhos afastados da zona de pesca utilizando dispositivos acústicos”, referem os investigadores.</p>
<p>Entendem os investigadores, no entanto, que “o uso de qualquer tipo de dispositivo acústico deve ser cuidadosamente ponderado e ser precedido de estudos para avaliar o seu impacto e eficácia. Será também fundamental determinar os custos das potenciais medidas de atenuação, uma vez que podem acabar por pôr em perigo a viabilidade económica de uma tal pesca em pequena escala”.</p>
<p>Entretanto, referem os investigadores, “seria crucial informar os pescadores sobre os verdadeiros impactos da interacção com os golfinhos e implementar campanhas educativas sobre a utilização sustentável dos ecossistemas marinhos, uma vez que estes poderão revelar-se mais eficazes para gerir os conflitos entre cetáceos e pescas a longo prazo”.</p>
<p>Fonte: Correio dos Açores</p>
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		<item>
		<title>Poluição contamina golfinhos e lança alerta sobre níveis de mercúrio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2016 11:11:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os golfinhos portugueses, que comem pescada e cavala, como nós, têm dos níveis mais elevados de mercúrio da Europa. Alguns peixes tão apreciados na gastronomia nacional, como a pescada ou a cavala, estão a contaminar com níveis elevados de mercúrio os golfinhos da costa portuguesa. Uma das causas para a concentração elevada desse metal pesado [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/poluicao-contamina-golfinhos-e-lanca-alerta-sobre-niveis-de-mercurio/">Poluição contamina golfinhos e lança alerta sobre níveis de mercúrio</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os golfinhos portugueses, que comem pescada e cavala, como nós, têm dos níveis mais elevados de mercúrio da Europa.</strong></p>
<p>Alguns peixes tão apreciados na gastronomia nacional, como a pescada ou a cavala, estão a contaminar com níveis elevados de mercúrio os golfinhos da costa portuguesa.</p>
<p>Uma das causas para a concentração elevada desse metal pesado nas presas dos golfinhos e , logo, no organismo dos cetáceos, é a poluição da costa portuguesa, concluiu uma investigação conduzida por um grupo do departamento de Biologia da Universidade de Aveiro (UA).</p>
<p>&#8220;Uma das maiores fontes da contaminação com mercúrio é a poluição nas zonas costeiras portuguesas&#8221;, sublinha a bióloga Sílvia Monteiro. Segundo o estudo agora divulgado, a principal via de entrada do mercúrio e de outros poluentes químicos nos golfinhos acontece por ingestão. &#8220;Algumas das presas principais destes golfinhos são espécies comerciais importantes, pelo que representam alimento frequentemente ingerido pelos humanos&#8221;.</p>
<p>Os níveis elevados desse metal pesado em populações de golfinhos estudadas &#8211; roazes (visíveis no estuário do Sado, por exemplo) ou botos (mais pequenos)- tem consequências para a saúde destes animais. &#8220;Existem já vários estudos que mostram que a exposição a metais pesados interfere no desenvolvimento e crescimento, em processos neurológicos e no sucesso reprodutivo, e pode provocar alterações mutagénicas, imunossupressão e danos hepáticos e renais&#8221;, esclarece Sílvia Monteiro.</p>
<p>Os mesmos danos podem acontecer a seres humanos expostos a elevadas quantidades de mercúrio mas o estudo não extrapola para essa análise. &#8220;Já há estudos feitos em humanos relativamente aos efeitos do mercúrio no organismo mas são precisos níveis muito elevados para acontecerem esses danos. E é diferente do que acontece nos golfinhos&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Sentinelas do meio marinho</strong></p>
<p>Sílvia Monteiro explica que &#8220;os golfinhos possuem um conjunto de características &#8211; são predadores de topo, têm uma limitada capacidade de excreção de poluentes, têm uma elevada longevidade e elevada mobilidade &#8211; que os torna potencialmente ameaçados por poluentes químicos e potenciais sentinelas do estado de contaminação do ecossistema marinho&#8221;.</p>
<p>O estudo foi baseado na observaão de uma amostra de 25 roazes e 42 botos. &#8220;O boto é o cetáceo mais pequenino, encontra-se em estado vulnerável em Portugal, o que torna ainda mais premente perceber o impacto que esta espécie poderá ter com os níveis elevados de mercúrio&#8221;, adianta a bióloga.</p>
<p>As concentrações das duas populações acontecem em toda a costa mas com incidência na zona entre o Porto e a Figueira da Foz, em Peniche, no estuário do Sado e na costa algarvia.</p>
<p>Considerando o estatuto de conservação destas espécies e a sobreposição entre algumas atividades humanas e os habitats mais utilizados pelos golfinhos da costa continental portuguesa, Sílvia Monteiro diz que &#8220;é fundamental conhecer o impacto das ameaças antropogénicas sofridas por estas espécies de modo a permitir uma implementação eficaz de estratégias de conservação&#8221;.</p>
<p>Atividades como a agricultura, a indústria, o tráfego marítimo ou a exploração mineira podem ter influência na poluição e consequente presença do mercúrio nos golfinhos analisados.</p>
<p>O estudo lança o alerta para uma questão que diz respeito a todos.&#8221;Podemos estar perante um &#8220;potencial problema associado ao mercúrio no ecossistema marinho em Portugal&#8221;.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.dn.pt" target="_blank" rel="noopener">Diário de Notícias</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/poluicao-contamina-golfinhos-e-lanca-alerta-sobre-niveis-de-mercurio/">Poluição contamina golfinhos e lança alerta sobre níveis de mercúrio</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
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		<title>Entender os golfinhos para comunicar com extraterrestres?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2016 14:32:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[golfinhos]]></category>
		<category><![CDATA[sons dos golfinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os sons dos golfinhos podem não ser considerados como linguagem, mas a frequência com que emitem certos sinais é equivalente à linguagem humana. Será que os extraterrestres usam o mesmo padrão? Embora com duas dimensões completamente diferentes, compreender a linguagem dos golfinhos e descobrir se existem extraterrestres são dois desafios aos quais a humanidade se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os sons dos golfinhos podem não ser considerados como linguagem, mas a frequência com que emitem certos sinais é equivalente à linguagem humana. Será que os extraterrestres usam o mesmo padrão?</strong></p>
<p>Embora com duas dimensões completamente diferentes, compreender a linguagem dos golfinhos e descobrir se existem extraterrestres são dois desafios aos quais a humanidade se tem dedicado. O que talvez não saiba é que estes dois temas podem estar de certa forma relacionados.</p>
<p>Em 1961, quando o homem estava determinado a encontrar vida extraterrestre com a qual pudesse comunicar, surgiu a Ordem do Golfinho, numa conferência da Academia Nacional das Ciências, nos Estados Unidos. Neste grupo estavam incluídos três prémios Nobel, o ainda jovem Carl Sagan e John Lilly, <a href="http://nautil.us/blog/dolphins-are-helping-us-hunt-for-aliens" target="_blank" rel="noopener">refere</a> o blogue Nautilus.</p>
<div id="dfp_meio_do_artigo" data-cb-ad-id="Meio do Artigo">Foi o trabalho de John Lilly na comunicação entre espécies, nomeadamente dos golfinhos, que deu nome à ordem. No fundo, o grupo tinha esperança que se alguma vez conseguíssemos comunicar com golfinhos talvez tivéssemos capacidade de comunicar com extraterrestres. Note-se que este grupo estava ligado ao <a href="http://www.seti.org/" target="_blank" rel="noopener">instituto SETI</a>, que busca inteligência extraterrestre – uma organização sem fins lucrativos que conta, por exemplo, com o apoio da NASA (agência espacial norte-americana).</div>
<p>Uma das grandes questões da comunicação dos golfinhos é definir se os sons que emitem podem ser classificados de linguagem, com a mesma interpretação com que dizemos que a linguagem humana o é. Os assobios dos golfinhos carecem de algumas características linguísticas inerentes à linguagem humana, como ser influenciado pela cultura, poder referir-se a conceitos abstratos ou criar novas palavras. Ainda assim, os golfinhos têm a capacidade comunicar sobre diferentes aspetos do ambiente que os envolve. Mais, os golfinhos podem mesmo usar a linguagem para promover a cooperação entre indivíduos para resolver problemas, como <a href="https://www.newscientist.com/article/2084557-dolphins-have-a-language-that-helps-them-solve-problems-together/?utm_source=NSNS&amp;utm_medium=ILC&amp;utm_campaign=webpush&amp;cmpid=ILC%257CNSNS%257C2016-GLOBAL-webpush-DOLPHINLANUAGE" target="_blank" rel="noopener">noticia</a> a revista New Scientist.</p>
<p>A linguagem humana, independentemente da língua, apresenta um padrão comum, segundo a lei de Zipf. E tem tudo a ver com a quantidade de vezes que determinadas palavras são usadas. A palavra mais frequente aparece duas vezes mais do que a segunda palavra mais frequente e três vezes mais do que a terceira palavra mais frequente, e por aí em diante.</p>
<p>Os guinchos e assobios dos golfinhos apresentam um padrão que é compatível com a lei de Zipf. Embora não seja suficiente para dizer que os sons dos golfinhos são linguagem, abrem uma porta para procurar este mesmo padrão nos sons e sinais que nos chegou do espaço. Assim, os investigadores do SETI pretendem usá-lo como uma espécie de filtro para os “ruídos espaciais”e diminuir o risco de descartar o primeiro “olá” interestelar.</p>
<p>Fonte: <a href="http://observador.pt" target="_blank" rel="noopener">Observador</a></p>
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		<title>Serge Viallelle do Espaço Talassa denuncia “irresponsabilidade” de empresas na natação com golfinhos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2015 11:04:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo e Desporto]]></category>
		<category><![CDATA[golfinhos]]></category>
		<category><![CDATA[marítimo-turísticas]]></category>
		<category><![CDATA[nadar com golfinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Serge Viallelle]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O proprietário do Espaço Talassa, na ilha do Pico, anunciou que irá deixar de permitir aos clientes que nadem com os golfinhos. Serge Viallelle apontou a “irresponsabilidade” de várias empresas de observação de cetáceos nos Açores que “não respeitam a lei e colocam mais de duas pessoas no mar a nadar com os golfinhos ou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O proprietário do Espaço Talassa, na ilha do Pico, anunciou que irá deixar de permitir aos clientes que nadem com os golfinhos.</strong></p>
<p>Serge Viallelle apontou a “irresponsabilidade” de várias empresas de observação de cetáceos nos Açores que “não respeitam a lei e colocam mais de duas pessoas no mar a nadar com os golfinhos ou com outros animais, quando isso não é permitido”.</p>
<p>Segundo o operador turístico, a actividade “constitui um perigo para os nadadores e para os golfinhos”. “Interrogo-me como não ocorreu ainda um acidente”, refere, em declarações ao “Diário dos Açores”.</p>
<p>“Este ano, esta situação foi para nós a gota de água e, para a defesa da imagem da empresa e da marca Açores, consideramos importante parar com esta actividade”, acrescentou.</p>
<p>“Esta decisão não foi tomada de um dia para o outro. Foi uma decisão pensada. Já há mais de 10 anos que tentamos limitar os riscos para os nadadores, pedindo por exemplo, um atestado médico aos clientes que querem nadar com golfinhos, e tentamos também limitar o risco para os animais, com a promoção desta actividade apenas em pacotes de uma semana”.</p>
<p>Serge Viallelle frisa que a decisão de parar com a natação com golfinhos foi uma medida voluntária, mas aguarda que haja uma “decisão política neste sentido”.</p>
<p>Num texto enviado à comunicação social e publicado nas redes sociais, Serge Viallelle afirma que o comportamento que observa de outras empresas do sector é “assustador” e que “a lei está longe de estar a ser cumprida”.</p>
<p>“Não é mais possível para o Espaço Talassa defender honestamente uma atitude sustentável e um turismo responsável, continuando a vender esta actividade, É por isso que vamos para de oferecer a natação com golfinhos em 2018”, lê-se no texto veiculado.</p>
<p>Porquê só em 2018? “Porque já temos reservas para os próximos dois anos e não podemos voltar atrás na palavra dada aos nossos clientes”, explica Serge Viallelle, sublinhando que a empresa necessita de algum tempo para se ajustar. “A realidade é que esta actividade representa 12% da nossa facturação e perder esta percentagem de um ano para o outro é mau para a empresa. Temos que ter tempo para reestruturar esta situação e este tempo servirá para isso”, sublinha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Falta de fiscalização das autoridades locais.</b></p>
<p>O proprietário do Espaço Talassa critica ainda a falta de actuação das autoridades. “Não fazem qualquer controlo ou fiscalização no mar”, salienta.</p>
<p>“O facto de não haver essa fiscalização incita ainda mais alguns operadores a continuar com esta actividade e facturar mais. Há muito dinheiro em jogo, a realidade é esta”, acrescenta.</p>
<p>Relativamente ao texto que divulgou, o empresário turístico aponta já ter recebido “dezenas de mensagens” de clientes e de operadores de vários países, como a Alemanha e a Holanda, a dizer que “é uma boa decisão”.<br />
Viallelle espera que outros colegas do sector adoptem a mesma atitude, sublinhando que “com esta medida, a imagem de marca do arquipélago só tem a ganhar”.</p>
<p>O responsável pelo Espaço Talassa considera também o nadar com os tubarões uma “actividade completamente irresponsável”, salientando haver uma “grande necessidade de haver legislação e fiscalização a este nível nos Açores”.</p>
<p>“Porque, se ocorrer um acidente, não é apenas uma empresa que irá ficar manchada, mas sim toda a imagem do turismo nos Açores”, frisa.</p>
<p>A empresa de Serge Viallelle foi a primeira de observação de cetáceos a surgir nos Açores, em 1991.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.diariodosacores.pt/" target="_blank" rel="noopener">Alexandra Narciso / Diário dos Açores</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/serge-viallelle-do-espaco-talassa-denuncia-irresponsabilidade-de-empresas-na-natacao-com-golfinhos/">Serge Viallelle do Espaço Talassa denuncia “irresponsabilidade” de empresas na natação com golfinhos</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
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		<title>Campanha de observação da pesca do atum nos Açores (vídeo)</title>
		<link>https://pescazores.com/campanha-de-observacao-da-pesca-do-atum-nos-acores-video/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2015 10:08:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Pesca & Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[golfinhos]]></category>
		<category><![CDATA[pesca do atum]]></category>
		<category><![CDATA[POPA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já arrancou mais uma campanha anual do Programa de Observação para as Pescas dos Açores. Lançado em 1998, o programa passa pelo acompanhamento da pescaria do atum por observadores. O objetivo é assegurar a sustentabilidade da pescaria, nomeadamente garantir que não há mortalidade intencional de golfinhos. Fonte: SIC Notícias</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/campanha-de-observacao-da-pesca-do-atum-nos-acores-video/">Campanha de observação da pesca do atum nos Açores (vídeo)</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="http://rd3.videos.sapo.pt/playhtml?file=http://rd3.videos.sapo.pt/BebGT0a261MWZtfVdRDd/mov/1" width="410" height="231" frameborder="0" scrolling="no" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Já arrancou mais uma campanha anual do Programa de Observação para as Pescas dos Açores. Lançado em 1998, o programa passa pelo acompanhamento da pescaria do atum por observadores. O objetivo é assegurar a sustentabilidade da pescaria, nomeadamente garantir que não há mortalidade intencional de golfinhos.</p>
<p>Fonte: <a href="http://sicnoticias.sapo.pt" target="_blank" rel="noopener">SIC Notícias</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/campanha-de-observacao-da-pesca-do-atum-nos-acores-video/">Campanha de observação da pesca do atum nos Açores (vídeo)</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
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		<title>SIC suspende programa &#8216;Golfinhos com as Estrelas&#8217;</title>
		<link>https://pescazores.com/sic-suspende-programa-golfinhos-com-as-estrelas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2015 10:20:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Marítima]]></category>
		<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[golfinhos]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[PAN]]></category>
		<category><![CDATA[SIC]]></category>
		<category><![CDATA[Zoomarine]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) enviou um parecer desfavorável ao Presidente do Conselho de Administração do Zoomarine. Direção Geral de Alimentação e Veterinário também deu parecer negativo. O programa Dolphin with Stars, que ia começar a ser gravado amanhã no Zoomarine, foi suspenso pela SIC. Foi através de um comunicado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) enviou um parecer desfavorável ao Presidente do Conselho de Administração do Zoomarine. Direção Geral de Alimentação e Veterinário também deu parecer negativo.</strong></p>
<p>O programa Dolphin with Stars, que ia começar a ser gravado amanhã no Zoomarine, foi suspenso pela SIC. Foi através de um comunicado que a SIC deu a conhecer a decisão. &#8220;A SIC tomou conhecimento hoje, dia 18 de maio, de um parecer enviado pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) ao Presidente do Conselho de Administração do Zoomarine sobre o programa <em>Golfinhos com as Estrelas</em>, o qual é &#8216;desfavorável'&#8221;, pode ler-se no início do comunicado.</p>
<p>Mas houve mais motivos que levaram à suspensão do formato. &#8220;A SIC foi também informada de um projeto de parecer &#8216;negativo&#8217; emitido pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária relativamente ao mesmo programa. Face a estes pareceres, a SIC decidiu suspender de imediato a produção do programa, já em curso&#8221;.</p>
<p>Agora, a estação de Carnaxide aguarda para saber se irá ou não retomar a produção de <em>Dolphin with</em><i> </i><em>Stars. &#8220;</em>A SIC está a analisar a fundamentação do ICNF para este parecer &#8220;desfavorável&#8221; e decidirá a seu tempo de eventuais iniciativas no plano jurídico&#8221;.</p>
<p>Ainda no mesmo documento, a SIC esclarece que &#8220;iniciou a produção de <em>Golfinhos com as Estrelas</em> após ter obtido autorização do Zoomarine, que nunca invocou qualquer limitação legal aos conteúdos definidos e acordados do programa&#8221;. O comunicado prossegue alengando que tanto a estação como a produtora, a Shine Iberia, &#8220;acederam a todas as solicitações feitas, nomeadamente no reforço das componentes científicas e pedagógicas do programa, que sempre foram e são a intenção do <em>Golfinhos com as Estrelas&#8221;</em>.</p>
<p>Antes de ter sido conhecida a suspensão do programa, o partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) tinha enviado um comunicado a pedir a suspensão do programa. &#8220;O PAN acaba de intentar uma providência cautelar contra a empresa Mundo Aquático, proprietária do parque aquático Zoomarine, em Albufeira, com o pedido de suspensão imediata da utilização de fauna selvagem no âmbito das gravações do programa <em>Dolphins with Stars</em>, em português <em>Golfinhos com as Estrelas</em> e até emissão do relatório do parecer da Comissão de Ética e Acompanhamento de Parques Zoológicos&#8221;.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.dn.pt/inicio/" target="_blank" rel="noopener">Diário de Notícias</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/sic-suspende-programa-golfinhos-com-as-estrelas/">SIC suspende programa &#8216;Golfinhos com as Estrelas&#8217;</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
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		<title>Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro investiga valor nutricional do leite de golfinhos</title>
		<link>https://pescazores.com/universidade-de-tras-os-montes-e-alto-douro-investiga-valor-nutricional-do-leite-de-golfinhos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2015 10:11:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[golfinhos]]></category>
		<category><![CDATA[leite de golfinho]]></category>
		<category><![CDATA[roaz]]></category>
		<category><![CDATA[Zoomarine]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Departamento de Zootecnia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) está a investigar, em colaboração com o Zoomarine, o valor nutricional do leite de golfinhos, com vista à criação de um banco de leite que permita socorrer crias em risco. Este estudo, que incide na caracterização da composição de leite de golfinho-roaz (Tursiops [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/universidade-de-tras-os-montes-e-alto-douro-investiga-valor-nutricional-do-leite-de-golfinhos/">Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro investiga valor nutricional do leite de golfinhos</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Departamento de Zootecnia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) está a investigar, em colaboração com o Zoomarine, o valor nutricional do leite de golfinhos, com vista à criação de um banco de leite que permita socorrer crias em risco.</strong></p>
<p>Este estudo, que incide na caracterização da composição de leite de golfinho-roaz (Tursiops truncatus) e do efeito da congelação no seu valor nutricional, foi desenvolvido no âmbito do Mestrado em medicina veterinária da aluna Mariana Silva sob a orientação de Ana Luísa Lourenço (docente e investigadora da UTAD) e de Carla Anne Flanagan (médica veterinária do Zoomarine), e constitui um primeiro passo no sentido de construir um banco de leite para esta espécie.</p>
<p>Este banco terá como objectivo manter disponível leite natural da espécie, com vantagens nutricionais e imunológicas em relação às fórmulas artificiais de leite, que permita fazer frente às necessidades de aleitamento de crias com falhas nos cuidados maternos ou órfãs.</p>
<p>Pela sua novidade e potencialidade, este estudo será apresentado sob o tema “Primeiros passos na criação de um banco de leite de Golfinho” no 43º Simposium Anual da Associação Europeia para os Mamíferos Aquáticos, que decorrerá no próximo mês de Março, na Suécia.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.cienciahoje.pt" target="_blank" rel="noopener">Ciência Hoje</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/universidade-de-tras-os-montes-e-alto-douro-investiga-valor-nutricional-do-leite-de-golfinhos/">Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro investiga valor nutricional do leite de golfinhos</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
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