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	<title>Arquivo de Gonçalo Cavalheiro - A Pesca nos Açores</title>
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	<description>Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores</description>
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		<title>Mais furacões e mais tempestades nos Açores entre 2070 e 2099 é o que prevê o Programa Regional para as Alterações Climáticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Nov 2017 15:13:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[alterações climatéricas]]></category>
		<category><![CDATA[Alterações Climáticas dos Açores (PRAC)]]></category>
		<category><![CDATA[CAOS]]></category>
		<category><![CDATA[Gonçalo Cavalheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Hugo Costa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos Açores, a médio e longo prazo há uma tendência clara de aumento de temperatura e também um ligeiro aumento de precipitação embora pouco significativo. No Inverno haverá uma tendência para aumento de precipitação enquanto no Verão haverá menos precipitação. Quanto à temperatura “é mais linear” embora haja uma tendência para um aumento de temperatura [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/mais-furacoes-e-mais-tempestades-nos-acores-entre-2070-e-2099-e-o-que-preve-o-programa-regional-para-as-alteracoes-climaticas/">Mais furacões e mais tempestades nos Açores entre 2070 e 2099 é o que prevê o Programa Regional para as Alterações Climáticas</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #333333;"><strong>Nos Açores, a médio e longo prazo há uma tendência clara de aumento de temperatura e também um ligeiro aumento de precipitação embora pouco significativo. No Inverno haverá uma tendência para aumento de precipitação enquanto no Verão haverá menos precipitação. Quanto à temperatura “é mais linear” embora haja uma tendência para um aumento de temperatura entre 2070 e 2099, onde haverá também uma tendência para a subida do nível médio do mar em cerca de um metro, mais furacões e mais tempestades.</strong></span></p>
<p>O cenário foi apresentado ontem, em Ponta Delgada, por Gonçalo Cavalheiro e Hugo Costa da CAOS, responsáveis pela elaboração do Programa Regional para as Alterações Climáticas dos Açores (PRAC).<br />
Hugo Costa, do CCIAM [Climate Change Impacts Adaptation &amp; Modelling] e coordenador de adaptação do PRAC, explicou na prática algumas das vulnerabilidades a que poderão estar sujeitos os Açores e algumas medidas para as minimizar.<br />
Nomeadamente, em relação à agricultura e florestas, o PRAC aponta que poderá haver vulnerabilidades ao nível da redução de área semeada em caso de seca, apontando o tabaco, as frutícolas e a beterraba como as culturas mais afectadas com as alterações climáticas, referindo também que o incenso será a espécie invasora com mais alterações.<br />
Neste sentido, as medidas a adoptar será a monitorização da lagarta da pastagem, ao mesmo tempo que se deverá reavaliar as necessidades de armazenamento de água, e técnicas que aumentem a capacidade de retenção de água no solo.<br />
Ao nível das pescas, as alterações climáticas poderão trazer vulnerabilidades ao nível da abundância de recursos, havendo a possibilidade de uma variabilidade interanual da abundância de recursos, e também havendo a destruição de estruturas com a possibilidade de aumento de furacões, tempestades e subida do nível do mar.<br />
Para estas vulnerabilidades, Hugo Costa apresentou como medidas do PRAC a utilização de ferramentas de detecção remota para a identificação de áreas de ocorrência de peixe.<br />
Ao nível das vulnerabilidades ao nível de serviços, pessoas e bens, o PRAC avaliou a possibilidade de ocorrência de ciclones, precipitação extrema, movimentos de terra e cheias. Como medidas para mitigar estas vulnerabilidades, o PRAC apresenta o reforço do uso do solo, a delimitação de áreas de risco e a utilização de sistemas de protecção e drenagem e recuperação de permeabilidade do solo, ao mesmo tempo que se deve apostar na sensibilização pública sobre os riscos.<br />
Já ao nível do turismo, as vulnerabilidades assumem-se sobretudo ao nível dos atrasos ou cancelamentos de viagens aeroportuárias, derrocadas, degradação da biodiversidade e recursos naturais. Em termos de medidas a colocar em prática aponta-se um estudo dos impactos dos fenómenos que afectam a operacionalidade aeroportuária, bem como informação sobre alterações climáticas aos turistas. O Programa Regional para as Alterações Climáticas dos Açores avaliou dois cenários possíveis que foram estudados e onde foi avaliada a exposição e vulnerabilidade dos sistemas. “É sobre estas vulnerabilidades que vamos actuar”, explicou Gonçalo Cavalheiro.</p>
<p><strong>Alterações climáticas são “uma preocupação” do Governo Regional</strong></p>
<p>Os Açores, pela sua condição arquipelágica, apresentam um conjunto de características que os tornam mais vulneráveis às alterações climáticas. “Sobretudo pela concentração de infra-estruturas e pela localização de aglomerados populacionais nas zonas costeiras, o que faz com que estejam, naturalmente, mais susceptíveis a sofrer os efeitos de situações extremas como consequência dos fenómenos naturais do aquecimento global”, admitiu ontem a Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, Marta Guerreiro, na apresentação do Programa Regional para s Alterações Climáticas dos Açores (PRAC).<br />
Mas a localização geográfica e climática da região também permite que possam ser um laboratório para “a implementação de políticas ambientalmente limpas” e a concretização de medidas de combate aos efeitos das alterações climáticas.<br />
Marta Guerreiro assumiu que as alterações climáticas são “uma preocupação” o Governo Regional e a prova, disse, foi a criação já acordada do Observatório da Macaronésia para as Alterações Climáticas, que irá envolver os Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde. Mas os Açores também contam desde 2011 com uma Estratégia Regional para as Alterações Climáticas cuja implementação será agora operacionalizada através do PRAC.<br />
Marta Guerreiro garantiu que o Executivo regional definiu “como um dos seus objectivos a garantia da qualidade ambiental” e nesse sentido o PRAC assume-se como “um programa sectorial de ordenamento do território e apresenta elevada relevância estratégica, em termos regionais e sectoriais”.<br />
O PRAC é um instrumento que o Governo Regional entende que vai “contribuir para a coesão territorial da região e para o reforço da segurança e protecção dos cidadãos e dos seus bens” sendo por isso uma “ferramenta de extrema importância”. O PRAC identificou e quantificou oportunidades de redução de emissões de gases, através de medidas de mitigação que conduzem a cenários de evolução e avaliação das mesmas.<br />
Concretamente, o PRAC fez uma análise climática da Região através de cenários e projecções climáticas entre 2030 e 2050, elaborando também um estudo sobre as vulnerabilidades e respostas em vários sectores.<br />
Com a apresentação deste Programa Regional para as Alterações Climáticas, a Região dá “mais um passo no planeamento adequado por via de mecanismos de intervenção ao nível do território”, sendo que a prioridade “é e será sempre” proteger e preservar o património natural e cultural dos Açores, concluiu a Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo.</p>
<p>Fonte: Correio dos Açores</p>
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