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	<title>Arquivo de Oceanos - A Pesca nos Açores</title>
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	<description>Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores</description>
	<lastBuildDate>Wed, 28 Apr 2021 15:11:36 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Em 10 anos duplicaram &#8220;zonas mortas&#8221; nos oceanos, alerta António Guterres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Apr 2021 15:11:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[António Guterres]]></category>
		<category><![CDATA[Oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[poluição dos oceanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A agência norte-americana para os oceanos (NOS) define &#8220;zonas mortas&#8221; marítimas como sem oxigénio necessário à maior parte da vida marinha, que ou morre ou as abandona, criando &#8220;desertos biológicos&#8221; no mar. O número de “zonas mortas” nos oceanos quase duplicou numa década, demonstrando o “fracasso generalizado” de proteção dos mares e a necessidade de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong><span class="has-inline-color has-vivid-cyan-blue-color">A agência norte-americana para os oceanos (NOS) define &#8220;zonas mortas&#8221; marítimas como sem oxigénio necessário à maior parte da vida marinha, que ou morre ou as abandona, criando &#8220;desertos biológicos&#8221; no mar.</span></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de “zonas mortas” nos oceanos quase duplicou numa década, demonstrando o “fracasso generalizado” de proteção dos mares e a necessidade de novas metas globais “ambiciosas”, afirmou esta quarta-feira o secretário geral das Nações Unidas, António Guterres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O aumento das zonas oceânicas sem vida animal ou vegetal, para 700 em 2019 face a 400 em 2008, é uma das conclusões da segunda Avaliação Oceânica Mundial, realizada por centenas de cientistas de todo o mundo e esta quarta-feira apresentada pelo secretário-geral em mensagem de vídeo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os especialistas atribuem (o aumento de “zonas mortas” nos mares) ao nosso fracasso generalizado em conseguir uma gestão sustentável integrada das costas e dos oceanos”, disse Guterres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Apelo a todas as partes interessadas para prestarem atenção a este e outros avisos. Uma melhor compreensão do oceano é essencial”, adiantou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A agência norte-americana para os oceanos (NOS) define &#8220;zonas mortas&#8221; marítimas como sem oxigénio necessário à maior parte da vida marinha, que ou morre ou as abandona, criando &#8220;desertos biológicos&#8221; no mar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório esta quarta-feira divulgado indica ainda que cerca de 90 por cento de espécies de mangais e outros ecossistemas costeiros e marinhos, bem como mais de 30 por cento das espécies de aves marinhas, também enfrentam ameaça de extinção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sequência de um relatório inicial publicado em 2015, a Avaliação Oceânica Mundial aponta para uma degradação contínua de espaços costeiros e marítimos devido à ação humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As pressões de muitas atividades humanas continuam a degradar os oceanos e a destruir habitats essenciais &#8211; como mangais e recifes de coral &#8211; dificultando a sua capacidade de ajudar a lidar com os impactos das mudanças climáticas”, afirmou Guterres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essas pressões também vêm das atividades humanas terrestres e costeiras, que trazem poluentes perigosos para os oceanos, incluindo resíduos plásticos”, adiantou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O secretário-geral da ONU sublinhou que a libertação de dióxido de carbono está a acentuar o aquecimento e acidificação das águas do mar, destruindo a biodiversidade, enquanto o aumento do nível de águas do mar danifica zonas costeiras, e o esgotamento de recursos piscatórios devido a sobre-exploração gera uma perda anual estimada em 88,9 mil milhões de dólares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Como a Avaliação deixa claro (&#8230;) precisamos integrar melhor o conhecimento científico e a formulação de políticas”, sublinhou Guterres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este ano marcou o início da Década das Nações Unidas da Ciência dos Oceanos para o Desenvolvimento Sustentável e uma série de eventos internacionais relacionados com o ambiente e clima são, segundo Guterres, uma oportunidade para inverter o rumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As conclusões desta Avaliação sublinham a urgência de resultados ambiciosos nas cimeiras e eventos de alto nível da ONU sobre biodiversidade, clima e outros ao longo deste ano”, acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Juntos, podemos promover não apenas uma recuperação verde &#8211; mas também azul &#8211; da pandemia Covid-19 e ajudar a garantir uma relação resiliente e sustentável de longo prazo com o oceano”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Guterres é uma das personalidades que intervirá na cimeira virtual sobre a crise climática, quinta e sexta-feira, promovida pelo Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Presidente chinês, Xi Jinping, vai também vai participar da cimeira, apesar do declínio nas relações entre Pequim e Washington, informou esta quarta-feira o ministério dos Negócios Estrangeiros da China.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O chefe de Estado chinês vai fazer um &#8220;discurso importante&#8221; via videoconferência, a partir de Pequim, revelou o ministério, poucos dias depois de os dois países se comprometerem a &#8220;cooperar&#8221; na questão das alterações climáticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">China e Estados Unidos são os dois maiores emissores de gases de efeito estufa, a fonte do aquecimento global, e o acordo entre os dois países é, portanto, considerado crucial para o sucesso dos esforços internacionais na redução das emissões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Renascença</p>
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		<title>Covid-19 // O confinamento fez silêncio nos oceanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2020 11:19:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[baleias]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[Oceanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a diminuição de navios em movimento, os cientistas puderam investigar como o silêncio dos oceanos é benéfico para a fauna marinha. A pandemia, o isolamento social e o bloqueio implementado em todo o mundo permitiram uma mudança positiva a nível ambiental. O ar está mais limpo, já não existe tanto ruído, as fábricas pararam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Com a diminuição de navios em movimento, os cientistas puderam investigar como o silêncio dos oceanos é benéfico para a fauna marinha.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia, o isolamento social e o bloqueio implementado em todo o mundo permitiram uma mudança positiva a nível ambiental. O ar está mais limpo, já não existe tanto ruído, as fábricas pararam e os transportes também. Tal como em terra, no mar, o ambiente também mudou: instalou-se um silêncio. O ruído dos navios e dos outros transportes já não se faz ouvir e a fauna marítima está mais calma.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os observatórios aquáticos, que recolhem dados sobre o aspeto físico, químico, biológico e geológico dos oceanos, oferecendo recursos científicos e técnicos que permitem que os investigadores recebam dados em qualquer lugar do mundo, administrados pela Ocean Networks Canada, localizados perto de Vancouver, no Canadá, recebem os sinais sonoros subaquáticos em tempo real. O oceanógrafo e professor David Barclay, da Universidade Dalhousie, no Canadá, e os seus colegas, analisaram as gravações subaquáticas em dois locais perto do porto, encontrando uma diminuição significativa no ruído dos navios. “Normalmente, sabemos que o ruído subaquático afeta os mamíferos marinhos”, explica o oceanógrafo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num dos sítios onde se recolheram as ondas sonoras, Barclay confirma que o bloqueio teve influência no ruído do mar. “Houve uma queda consistente no ruído desde o primeiro dia de janeiro, o que representou uma alteração de quatro ou cinco decibéis no período até ao dia 1 de abril”. Durante este período de tempo, os dados do porto mostraram uma queda de cerca de 20% nas exportações e importações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, no segundo local, localizado em águas mais profundas, a cerca de 3&nbsp;000 metros de profundidade e a 60 quilómetros das rotas marítimas mais próximas, os níveis de ruído diminuíram cerca de 1,5 decibéis. “Isto dá-nos uma ideia da escala a que esta redução no ruído pode ser observada”, disse o professor Barclay ao&nbsp;<a href="https://www.theguardian.com/environment/2020/apr/27/silence-is-golden-for-whales-as-lockdown-reduces-ocean-noise-coronavirus" target="_blank" rel="noreferrer noopener">The Guardian</a>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A redução da presença dos navios no oceano torna possível descobrir quais os efeitos que este período pode ter na vida marinha. Barclay compara esta época com uma “experiência humana gigante”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estamos perante um momento de verdade”, resume, ao&nbsp;<em>The Guardian</em>, Michelle Fournet, investigadora em acústica marinha na Universidade de Cornell, em Nova Iorque, que estuda baleias jubarte no Alasca. “Temos a oportunidade de ouvir e esta oportunidade não aparecerá novamente nas nossas vidas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A última vez que os oceanos estiveram tão silenciosos foi no seguimento dos atentados do 11 de setembro, quando houve uma diminuição nos movimentos dos navios e dos aviões. Nesta altura, os cientistas puderam concluir que o ruído dos navios está intimamente ligado com o stress crónico das baleias. ” [Atualmente] temos uma geração de jubarte que nunca conheceram um oceano calmo”, confirma a investigadora Fournet.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O final de abril costumava ser a época de maior movimento de navios cruzeiro, no porto de Vancouver, mas a pandemia da Covid-19 impediu esta afluência.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O que sabemos sobre as baleias no sudeste do Alasca é que, quando fica barulhento e os barcos passam por elas, elas ‘chamam’ menos” disse Fournet. “Espero que o que possamos ver seja uma oportunidade para as baleias terem mais conversas e mais complexas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Europa, também existem especialistas a tentar descobrir qual o impacto que este bloqueio está a ter nos oceanos. Nathan Merchant, especialista em bioacústica no Centro de Ciências do Ambiente, Pescas e Aquacultura do governo do Reino Unido (Cefas) disse: “Estamos à espera para ver o que nossos registos dizem”. O Cefas tem aparelhos para detetar ruído em quatro locais: dois no Mar do Norte, um em Plymouth e outro perto de Bangor. “Veremos como o coronavírus está a afetar o ruído subaquático em toda a Europa. Portanto, este trabalho fora do Canadá será o primeiro de muitos”, disse ele. “Temos esta experiência natural em andamento. É claro que é uma crise terrível, mas é melhor analisarmos os dados para descobrir que efeito está a ter”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Visão</p>
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		<title>Mais de 30 delegações reúnem-se, nos Açores, para falar de espaço, clima e oceanos 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Apr 2017 10:01:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[Air Center]]></category>
		<category><![CDATA[Oceanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais de 30 delegações internacionais participam no final do mês na ilha Terceira, nos Açores, num reunião singular para abordar questões relativas ao espaço, energia, clima e oceanos, anunciou hoje o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. “Trata-se de uma reunião singular no contexto internacional. Vamos receber delegações de mais de 30 diferentes países, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Mais de 30 delegações internacionais participam no final do mês na ilha Terceira, nos Açores, num reunião singular para abordar questões relativas ao espaço, energia, clima e oceanos, anunciou hoje o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.</strong></p>
<div>
<p>“Trata-se de uma reunião singular no contexto internacional. Vamos receber delegações de mais de 30 diferentes países, com cerca de 200 participantes já confirmados”, afirmou Manuel Heitor, após uma audiência com o presidente do Governo Regional dos Açores, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.</p>
<p>O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior adiantou que entre 20 e 21 de abril estarão na Academia da Juventude da Praia da Vitória, na ilha Terceira, instituições governamentais da Europa, Brasil, África do Sul, Nigéria, Índia e EUA, entre outras.</p>
<p>“O programa integra uma agenda claramente virada para o espaço, para a questão da energia, para os oceanos e para o clima de forma integradora e holística. O que é novo nesta agenda é a forma integradora como nós abordamos as várias questões”, destacou Manuel Heitor.</p>
<p>Segundo disse o governante esta reunião internacional, que junta Governos, indústria e ciência, pode melhor posicionar Portugal e os Açores “no contexto do que hoje são as estratégias que emergem na área da ciência e tecnologia, sobretudo para fazer face aos desafios das mudanças climáticas”.</p>
<p>O ministro assegurou que entre os participantes estão “grandes empresas” europeias, da França, Alemanha, Noruega, Espanha e Portugal, mas também empresas do Brasil e dos Estados Unidos da América.</p>
<p>Manuel Heitor assegurou que este encontro é “o primeiro passo para a formalização” do Air Center nos Açores.</p>
<p>“Não será ainda assinado, mas iremos reunir um conjunto diferente de delegações. É um diálogo entre Governos, Indústria e Ciência para formalizarmos até ao final do ano o ‘Air Center’ (um centro de investigação internacional sediado nos Açores)”, afirmou o ministro.</p>
<p>Para o presidente do Governo Regional dos Açores, este evento permite ao arquipélago reforçar a sua importância no todo nacional e “reforça o contributo que dá para o projeto do país”.</p>
<p>“Este processo não existe, nem tem como objetivo final e último apenas a questão relativa ao conhecimento científico, mas também ao potencial que ele encerra como elemento de criação de riqueza e emprego qualificado”, considerou Vasco Cordeiro, alegando que o governo regional “vê com muita expectativa este encontro e o que vai surgir depois”.</p>
<p>Em novembro o primeiro-ministro português, António Costa, salientou que há compromissos assumidos por Portugal e Brasil de organizarem em conjunto uma semana anual da ciência e de colaborarem num Air Center.</p>
<p>Fonte: Açoriano Oriental</p>
</div>
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			</item>
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		<title>Mar português é o 57.º mais saudável do planeta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Sep 2014 11:10:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Oceanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A saúde dos oceanos foi submetida a um exame mundial, publicado nesta semana na revista Nature. Portugal ficou em 57º lugar em 171 países e territórios, com as melhores notas para a biodiversidade e pesca artesanal. O Índice da Saúde dos Oceanos &#8211; que avalia a capacidade dos mares para satisfazer as necessidades humanas, enquanto mantém [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A saúde dos oceanos foi submetida a um exame mundial, publicado nesta semana na revista <i>Nature</i>. Portugal ficou em 57º lugar em 171 países e territórios, com as melhores notas para a biodiversidade e pesca artesanal.</p>
<p style="text-align: justify;">O Índice da Saúde dos Oceanos &#8211; que avalia a capacidade dos mares para satisfazer as necessidades humanas, enquanto mantém a biodiversidade &#8211; é o primeiro instrumento que integra índices diferentes e os traduz numa pontuação mundial. Foi criado por uma equipa de investigadores marinhos norte-americanos e canadianos que estudou as Zonas Económicas Exclusivas (ZEE) de 171 países ou territórios, com base em 10 critérios – como a provisão alimentar, turismo, biodiversidade e indústrias marinhas &#8211; agregados numa única pontuação, de zero a 100.</p>
<p style="text-align: justify;">A média mundial é de 60 pontos, com os países a variar entre os 36 (Serra Leoa) e os 86 (ilha Jarvis, território desabitado no Pacífico, pertencente aos Estados Unidos). Dos territórios habitados, os oceanos mais saudáveis são aqueles que banham as Seicheles e a Alemanha. Em geral, os países em desenvolvimento da África ocidental, o Médio Oriente e a América Central têm a pontuação mais baixa, contrariamente aos países mais ricos da Europa do Norte e ao Canadá, Austrália e Japão. Há excepções, como o Suriname, que surge em 12º lugar, a Polónia (em 160º) e Singapura (129º).</p>
<p style="text-align: justify;">Portugal surge na posição 57 com 59 pontos, igual à do Palau, Tunísia, Mónaco e Jordânia. Ainda assim, o mar português tem três critérios acima da média: oportunidades para a pesca artesanal (94 pontos), biodiversidade (83) e economia costeira (82). Abaixo da média global estão a exploração sustentável de produtos naturais não alimentares (21 pontos), turismo (26), sentido de identidade cultural (44) e a provisão de alimentos (53). Não existe informação disponível para os critérios de armazenamento de carbono e protecção da zona costeira.</p>
<p style="text-align: justify;">“A zona costeira portuguesa não tem impactos a nível de pressão tão elevados como outros países vizinhos e as zonas mais intervencionadas são localizadas”, disse hoje ao PÚBLICO o professor e director do Centro de Oceanografia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Henrique Cabral. Quanto à biodiversidade, Portugal tem uma boa riqueza de vida marinha. “Portugal está numa zona de transição de fauna e flora marinha, uma mistura entre uma zona de águas temperadas quentes e de águas temperadas frias”, acrescentou. Por isso “podemos encontrar espécies do Norte da Europa e do Norte de África”, salientou.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Índice com críticas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Larry Crowder, investigador da Universidade de Stanford e membro da equipa internacional que produziu o índice, este “é um instrumento que nos ajuda a pensar o oceano de forma mais integrada” e que compara e combina informações sobre ecologia, sociedade, economia e política, oferecendo uma visão global única.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, o índice é criticado por ser demasiado vago e &#8220;grosseiro&#8221;. &#8220;Este índice tem duas fragilidades. Por um lado está muito dependente da qualidade dos dados que, à escala global, é questionável; por outro o valor global [dado a um país] pode esconder aspectos muito bons ou muito fracos&#8221;, considerou Henrique Cabral. Por isso, defende que este índice “não dispensa uma análise no detalhe”.</p>
<p style="text-align: justify;">Os índices sobre o estado dos oceanos intensificaram-se sobretudo a partir da década de 80 do século passado e hoje existe uma série de índices sobre o estado dos peixes, das algas, dos invertebrados e da qualidade das águas, por exemplo. “No contexto internacional, Portugal está obrigado a fazer avaliações periódicas dos ecossistemas marinhos, a recolher dados e a produzir índices”, disse o biólogo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em breve &#8220;teremos índices mais refinados, com informação muito mais fiável”, adiantou, referindo-se a orientações da Directiva Quadro Estratégia Marinha. Esta coloca “objectivos e metas muito apertados em matéria de qualidade ecológica dos oceanos” a Portugal e a outros países europeus. “Aí teremos informação que permitirá fazer um diagnóstico das zonas mais críticas e das medidas a implementar.”</p>
<p style="text-align: justify;">No domingo passado, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lançou um apelo à comunidade internacional para salvar os oceanos ao anunciar a iniciativa “Compacto Oceanos”, contra a poluição, sobre-pesca e a subida das águas que ameaça centenas de milhões de pessoas. A iniciativa quer tornar mais eficaz a coordenação dos esforços mundiais para a preservação dos oceanos, através da mobilização e reforço da capacidade dos organismos das Nações Unidas de prestar ajuda aos vários governos.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: <a href="http://www.publico.pt/" target="_blank" rel="noopener">Público</a></p>
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		<title>Planeta Humano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 12:14:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Human Planet]]></category>
		<category><![CDATA[Oceanos]]></category>
		<category><![CDATA[Planeta Humano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O documentário Planeta Humano (Human Planet) da BBC é uma celebração da relação profunda, complexa, e muitas vezes, desafiadora entre a humanidade e a natureza. O homem é a espécie mais bem-sucedida do planeta. Do gelo do Ártico às florestas tropicais, de ilhas minúsculas a desertos estéreis, as pessoas encontraram formas extraordinárias de se adaptar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O documentário Planeta Humano (Human Planet) da BBC é uma celebração da relação profunda, complexa, e muitas vezes, desafiadora entre a humanidade e a natureza. O homem é a espécie mais bem-sucedida do planeta. Do gelo do Ártico às florestas tropicais, de ilhas minúsculas a desertos estéreis, as pessoas encontraram formas extraordinárias de se adaptar e sobreviver nos ambientes mais inóspitos do planeta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #000000;">Este conjunto de 5 videos corresponde ao Episódio sobre os Oceanos</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #666699;">O ser humano não foi concebido para sobreviver na água. Mas as pessoas descobriram formas de viver uma vida quase aquática para que pudessem explorar as riquezas dos oceanos. De um &#8220;encantador&#8221; de tubarões no Pacífico aos pescadores brasileiros que cooperam com golfinhos para capturar tainha, essa viagem rumo à imensidão azul revela histórias surpreendentes de inteligência e coragem.</span></p>
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