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	<title>Arquivo de Pedro Melo - A Pesca nos Açores</title>
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	<description>Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores</description>
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		<title>A ACPA lamenta a suspensão da operação do avião cargueiro do consórcio Madeira Air Integrated Solutions (MAIS)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jul 2018 14:45:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infra-estruturas & Transportes]]></category>
		<category><![CDATA[Pesca & Indústria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ACPA, lamenta que se tenha chegado a esta situação de suspensão de um projecto que tem tudo para dar certo e que viria dar outro alento às exportações de produtos Açorianos, criando sobretudo uma alternativa para os mais diversos agentes económicos. Não queremos acreditar, que seja a única empresa de Handling a operar na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A ACPA, lamenta que se tenha chegado a esta situação de suspensão de um projecto que tem tudo para dar certo e que viria dar outro alento às exportações de produtos Açorianos, criando sobretudo uma alternativa para os mais diversos agentes económicos.</strong></p>
<p>Não queremos acreditar, que seja a única empresa de Handling a operar na Região, a qual é uma empresa de Capitais inteiramente públicos, quem possa estar a dificultar este projecto, criando “constrangimentos operacionais e ec<span class="text_exposed_show">onómicos” e assim inviabilizando uma solução para o problema do transporte aéreo de carga.</span></p>
<div class="text_exposed_show">
<p>Por outro lado, todo o silêncio em torno deste projecto, quer por parte do Governo, dos Partidos políticos e inclusivamente de congéneres nossas do sector das pescas, as quais ultimamente vêm reivindicar soluções para o problema da carga aérea, leva-nos a pensar que esta solução não interessa e que a mesma deve cair.</p>
<p>A ser assim quem perde com isto são os Açores.</p>
<p>É bom recordar que este projeto não traz qualquer custo para a Região ou para os contribuintes, é um investimento privado que tem ousadia de fazer aquilo que muitos o poderiam ter feito e não o fizeram, veja-se o que aconteceu com os Concursos para as OSP que ficaram desertos, tal qual nós atempadamente previmos que iria acontecer face às exigências impostas pelo caderno de encargo.</p>
<p>Em nossa opinião outra qualquer solução, levará demasiado tempo a iniciar a sua operação, e no caso de um novo concurso de OSP levará no mínimo entre os 6 e os 9 meses até ao inicio da operação, tempo este que o nosso sector e a economia Regional em geral não pode esperar.</p>
<p>Por último, apelamos a todos os intervenientes neste processo e também ao Governo Regional, que tenham bom senso e se empenhem em ajudar a chegar a um entendimento entre todas as partes.</p>
<p>A Economia e o sector das Exportações dos Açores agradece.</p>
<p>ACPA</p>
</div>
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		<title>Início da operação de avião cargueiro nos Açores adiado por mais 30 dias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jul 2018 14:31:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Comerciantes de pescado lamentam adiamento e criticam silêncio do Governo e partidos O início da operação do avião cargueiro do consórcio Madeira Air Integrated Solutions (MAIS), que estava previsto para hoje, foi adiado até pelo menos Agosto, avançou ontem aquela entidade. Em causa, segundo alega o consórcio, estão “constrangimentos operacionais e económicos” levantados pelo agente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2>Comerciantes de pescado lamentam adiamento e criticam silêncio do Governo e partidos</h2>
<p>O início da operação do avião cargueiro do consórcio Madeira Air Integrated Solutions (MAIS), que estava previsto para hoje, foi adiado até pelo menos Agosto, avançou ontem aquela entidade.</p>
<p>Em causa, segundo alega o consórcio, estão “constrangimentos operacionais e económicos” levantados pelo agente de ‘handling’ do aeroporto de Ponta Delgada, que é a SATA.</p>
<p>“O consórcio MAIS acaba de anunciar que a data de 3 de Julho, inicialmente referida para o início da operação de carga aérea entre o continente e os Açores, foi adiada em, pelo menos 30 dias, por não ter sido possível, até hoje, encontrar uma solução para os vários constrangimentos operacionais e económicos levantados pelo agente de ‘handling’ do aeroporto de Ponta Delgada”, refere uma nota do consórcio, formado pela companhia aérea espanhola Swiftair, a ALS e a empresa logística Madeirense Loginsular.</p>
<p>A entrada em funções deste avião cargueiro tem sido uma reivindicação há muito desejada pelas empresas exportadoras dos Açores, em especial do sector das pescas.</p>
<p>A Associação de Comerciantes do Pescado dos Açores (ACPA) reagiu ao anúncio feito pelo consórcio MAIS e lamentou a “suspensão do projecto”, que considera ser um “revés” para a exportação na região.</p>
<p>“Lamentámos o facto de se ter chegado a uma situação que leva à suspensão deste projecto. Isto é um revés para o mercado da exportação dos Açores. Vemos com alguma preocupação esta situação”, disse o secretário-geral da ACPA, em declarações ao Diário dos Açores.</p>
<p>Para Pedro Melo, “o facto de uma empresa pública, que é a única que está no mercado, estar a criar dificuldades para o arranque desta operação parece-nos extremamente mau”.</p>
<p>“Não queremos acreditar que a empresa de ‘handling’ que opera na Região, que é uma empresa de capitais inteiramente públicos, possa estar aqui a criar constrangimentos operacionais e económicos, inviabilizando a solução para um problema que temos para o transporte de carga aérea para o exterior da Região. Lamentamos se assim o é”, acrescentou.</p>
<p>O responsável frisou que a operação em causa “não traria custos nenhuns para a Região e não viria atrás de subsidiação”.</p>
<p>Segundo Pedro Melo, o consórcio MAIS está a “oferecer uma solução” à Região, algo que “até ao momento mais ninguém fez”, pelo que o Governo Regional devia “acarinhar iniciativas privadas desta natureza”.</p>
<p>O secretário-geral da ACPA criticou ainda o “silêncio” envolvido em todo o processo.</p>
<p>“Sem surpresas para nós é o silêncio que envolveu todo este processo. Não houve opiniões por parte do Governo Regional, da Secretaria que lida com as Pescas, ou por parte dos próprios partidos da oposição. Não vimos ninguém, a não ser a Associação de Comerciantes e a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, a demonstrar o seu contentamento com o início da operação do cargueiro”, considerou.</p>
<p>De acordo com Pedro Melo, em causa estão os “superiores interesses da Região Autónoma dos Açores” e apela ao “bom senso” para que “não se deixe cair” a vinda do cargueiro do consórcio MAIS para os Açores.</p>
<p>“É do interesse de todos que não se deixe cair esta solução, sob pena de qualquer outra solução levar no mínimo seis a nove meses. Se partirmos para um novo concurso, ficamos aqui com um tempo de espera de cerca de nove meses, no mínimo”, alertou ainda o responsável.</p>
<p>Recorde-se que, anteriormente, foram abertos dois concursos públicos de carga aérea para região, lançados pelo Governo da República: o primeiro não teve concorrentes e o segundo acabou cancelado, uma vez que a única empresa concorrente não cumpria alegadamente o caderno de encargos.</p>
<p>O consórcio “tem manifestado o interesse em replicar a actual operação regular que opera para a Madeira, de um voo cargueiro, para o aeroporto de Ponta Delgada”, segundo avançou no mesmo comunicado, sublinhando que tal representará uma mais-valia para a economia regional e advogando “que o envolvimento de várias instituições regionais, interessadas no arranque da operação, é um forte contributo para a sua concretização a curto prazo”.</p>
<p>Fonte: Correio dos Açores</p>
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		<title>Associação de Comerciantes quer que o Governo açoriano abra a venda de activos da Espada Pescas ao sector empresarial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jun 2018 10:30:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesca & Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[ACPA]]></category>
		<category><![CDATA[Cooperativa de Pesca dos Açores]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Melo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pedro Melo, Secretário-geral da Associação de Comerciantes de Pescado dos Açores, insurgiu-se ontem contra a possibilidade da Cooperativa de Pesca Açoriana, criada pela Federação das Pescas, com 10 associações associadas, ser privilegiada no acesso aos activos da empresa pública Espada Pescas, que o Governo dos Açores decidiu encerrar.  Explica que o Governo, quando negocia com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3>Pedro Melo, Secretário-geral da Associação de Comerciantes de Pescado dos Açores, insurgiu-se ontem contra a possibilidade da Cooperativa de Pesca Açoriana, criada pela Federação das Pescas, com 10 associações associadas, ser privilegiada no acesso aos activos da empresa pública Espada Pescas, que o Governo dos Açores decidiu encerrar.<span class="Apple-converted-space"> </span></h3>
<p>Explica que o Governo, quando negocia com uma empresa “só, fica condicionado àquela proposta. Se disser que tem activos e quem quiser venha cá comprar, se aparecerem dois ou três compradores, naturalmente que o preço irá subir. Esta é uma regra do mercado. Se está já a negociar com um parceiro e está a criar condições para que ele fique com o património, evidentemente que isto não é bom para o contribuinte”, afirmou Pedro Melo<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>“Não podemos esquecer que a Espada Pescas foi uma empresa sempre deficitária. Propôs-se fazer exactamente o que esta cooperativa se está a propor. Ficou-se pelo mercado regional, nomeadamente, na ilha de São Miguel. E com uma ou outra intervenção, lá de vez em quando, numa ilha ou outra, com quantidades muitas reduzidas. Isto para dizer que o desenho que estamos a ver é exactamente o mesmo com agravante que há aqui activos que vão ser negociados que, até ao momento, ninguém entendeu nem ninguém questionou”, afirmou.</p>
<p>“Não se pode ter dois discursos distintos que são: Vamos extinguir empresas porque não faz sentido concorrer com o sector privado. Agora, cria-se uma entidade ligeiramente diferente, com condições diferentes, para concorrer com o sector privado? Para nós isso não faz qualquer tipo de sentido”, sublinhou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Cooperativa pode ser benéfica&#8230;</h3>
<p>Pedro Melo começou por deixar claro que a associação “não tem nada contra a criação de uma cooperativa ou de uma empresa. Nós estamos habituados a estar no mercado em concorrência livre”, começou por dizer Pedro Melo.</p>
<p>Acredita mesmo que, com a cooperativa no mercado, o Governo dos Açores possa “ouvir com mais atenção aquilo que, por mais que falemos, não somos escutados. Se calhar, tendo alguém do lado da produção, possa haver aqui um parceiro que até nos venha ajudar nesta comunicação porque, no dia em que uma cooperativa de produtores se tornar comerciante, vai ter os mesmos problemas do que nós”, completou.</p>
<p>A Associação de Comerciantes de Pescado manifesta “preocupação” é com a forma como a Cooperativa de Pesca Açoriana começou por ter acesso à possibilidade de ficar com os activos da Espada Pescas e com a eventualidade de ser favorecida na atribuição dos activos da empresa pública.</p>
<p>“A questão aqui que nos preocupa é a seguinte: Para já, há aqui uma informação que é privilegiada. A Federação das Pescas sabe que, proximamente, a empresa Espada Pescas vai fechar e já estão a pôr de pé um projecto. Do lado de cá, da área dos comerciantes, ninguém sabia disso, o que configura já um privilégio de informação. Até porque pode haver outros interessados. Aliás, nós sabemos que há outros interessados”, afirmou Pedro Melo.</p>
<p>E o Secretário-geral da Associação de comerciantes acrescenta outra “preocupação”. Uma cooperativa recentemente criada que, “provavelmente, não terá capitais por aí além, vir a absorver activos de uma empresa que sabemos que tem um armazém, que tem estruturas montadas, que tem funcionários e um mercado que se reduzia, basicamente, ao mercado regional, isto preocupa-nos porque tem de haver aqui condições naturalmente especiais para que esta cooperativa, um dia, venha a absorver estes activos. E é isso que não queremos que aconteça”, completou.</p>
<p>“Sabemos que há um processo a decorrer. Sabemos que já houve contactos, por exemplo, para colocar um administrador na cooperativa. Sabemos que já ouve um assegurar, por exemplo, de alguns funcionários. Portanto, este é um processo que está a decorrer e que ninguém tem conhecimento dele a não ser aquilo que saiu publicamente e que é muito pouco”, explicou.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>E Pedro Melo, a propósito, questiona: “Faz sentido uma empresa pública que penalizou os contribuintes, quando chega o momento em que o governo decide encerrar, os seus activos não sejam postos à venda para quem quiser comprar? E os contribuintes serem ressarcidos do máximo possível? Bom, acho que faz todo o sentido. No fundo, estas são preocupações que nós temos e não queremos que venham a ser uma realidade”, sublinhou.</p>
<p>“Eu posso dizer”, prosseguiu, que “houve empresas e empresários em nome individual que estavam interessados neste processo. Já nos fizeram sentir este interesse. Uns na estrutura física da empresa e outros no negócio que ela tinha desenvolvido até aqui”.</p>
<p>O facto é que “fomos surpreendidos com tudo isso. Aliás, o sector ficou todo surpreendido. Talvez quem não tenha sido surpreendido foi a Federação das Pescas e as associações…”, referiu.</p>
<p>“Há até funcionários que vieram a saber daquela realidade e daquele interesse” pela entrevista do jornal Correio dos Açores ao Presidente da Federação das Pescas, Gualberto Rita.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>“Parece-nos que se começa a configurar algum caminho efectuado especificamente para uma realidade que nós não podemos concordar com ela. E esta mensagem clara que gostaríamos de deixar aqui em nome de empresas que andam com extremas dificuldades. Não são dificuldades de agora, são de há muito tempo. Pelo amor de Deus, nós não pedimos subsídios, nós não pedimos que nos levem ao colo mas, por favor, não nos ponham mais pedras no sapato porque isto, de facto, é extremamente doloroso, e já não há margem para mais”, palavras do secretário-geral da Associação de Comerciantes de Peixe.</p>
<p>Pedro Melo cita Gualberto Rita, quando afirmou ao Correio dos Açores que a nova cooperativa vai para novos mercados, vai participar em feiras, vai descobrir novos clientes. “Ora”, contrapõe, “isso é o que fazemos diariamente há 40 anos. A promoção do pescado foi feita pelas empresas que existem hoje em dia. E já tiveram mercados como o Japão, Tailândia, como a Alemanha, Rússia. Agora, há aqui um outro problema. Porque é que não estamos a conseguir ir para outros mercados? Devido aos constrangimentos que temos. Compra-se 20 toneladas de pescado em lota e a oferta que tenho de voos é de 1.500 quilos por dia&#8230;”</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Lotaçor não está em crise devido a dívidas dos comerciantes</h3>
<p>Quando questionado sobre as dividas que as empresas de comercialização de pescado devem à Lotaçor, Pedro Melo responde com outra questão: “Diga-me qual a actividade comercial onde não haja crédito”.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>A Lotaçor faz a intermediação da primeira venda e “o que está mal aqui, para nós”, afirmou, “é muito simples. É que, para montante (Lotaçor) temos um pagamento quase a pronto e, para jusante (clientes), tudo trabalha a crédito. Nós vendemos a um cliente é a crédito, o cliente vende a outro, é a crédito, vende à cadeia distribuidora a crédito. Para trás (Lotaçor) é que a realidade funciona a pagamento até 15 dias e que tem de ser cumprido escrupulosamente”.</p>
<p>Esta questão “é também importante” por outra razão. Há créditos com a Lotaçor que “são negociados com garantias bancárias. Ou seja, no limite, assume-se a garantia e aquele crédito desaparece. E, já agora, também aproveito: O problema da Lotaçor, a sua dívida não é, de forma alguma, causada pelos comerciantes (…)”<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>“O comerciante não há-de ter dívidas. Claro que tem de ter, se é lá (Lotaçor) eu vou buscar o meu produto, se é lá que tenho um crédito. É preciso ter em atenção que estes créditos são negociados. Aliás, é também público que hoje em dia quando um comprador excede o crédito, é-lhe cortada a compra em lota com bastante frequência”, realçou Pedro Melo.</p>
<p>“As coisas são assim: Quando eu não consigo cobrar a jusante (junto dos clientes), o meu crédito é cortado a montante (na Lotaçor). O que tem acontecido é isto. Nesta fase, temos ilhas, por exemplo, em que há três comerciantes a comprar pescado e há dias em que aparece só um porque os outros têm o crédito cortado”, referiu.</p>
<p>Pedro Melo salientou, em sequência, que até “há bem pouco tempo, antes do ‘boom’ do turismo, os maiores créditos que tínhamos eram da restauração e hotelaria na Região. O maior operador em São Miguel, que é o Arruda da Ribeira Grande, foi à vida porque o seu mercado não era a exportação. Era o mercado regional e quando começou a ter dívidas na ordem dos 180 dias, dos 200 dias, de um ano, e um ano e meio, chegou a um ponto em que não conseguiu exercer mais a actividade”.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>“É preciso perceber que do lado de cá (comerciantes de pescado) não são facilidades. O que nós temos aqui é uma economia de escala e temos 13 indivíduos nesta Região que compram 80% do peixe. Têm um trabalho a ser feito. Não estão aqui contra nada e contra ninguém”, salientou.</p>
<p>Na opinião de Pedro Melo, os comerciantes “não mandam nos preços” do pescado. “Quem manda são os mercados. Quando se fala aqui na questão do preço, o Governo tem falado em valorização. Ora, a valorização tem um limite e qual é este limite? Aquilo que todos nós, como consumidores, podemos pagar, nos Açores e lá fora. E este limite está já a ser atingido. E em algumas espécies já foi ultrapassado. E, portanto, é preciso ter cuidado com estas coisas. O que temos de tentar aqui é um equilíbrio”.</p>
<p>Pedro Melo deixou uma crítica ao que considerou um “excesso” de regulamentação na fileira do pescado na Região e deu um exemplo: “O goraz conheceu três portarias o ano passado entre o final de Dezembro e meados de Janeiro. Numa delas estivemos presentes nas negociações e alterações. No princípio de Janeiro dissemos aos clientes que não há goraz durante um mês e meio, até 15 de Fevereiro. A meio de Janeiro já se podia capturar o goraz e ninguém nos informou da situação. Soubemos através da comunicação social (…). Esta mudança constante de portarias desestabiliza os mercados”, concluiu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Descargas por fazer em Ponta Delgada devido a navios de cruzeiro</h3>
<p>Simão Neves, da ‘Azorfisk’, presente no encontro com os jornalistas, chamou a atenção para a pouca mobilidade no actual porto de Ponta Delgada quando operam, ao mesmo tempo, três navios de cruzeiro. “Na semana em que estiveram vários navios cruzeiro em Ponta Delgada, as descargas ficaram atrasadas e as descargas ficaram atrasadas porque o barco das mercadorias não pode atracar, o que também atrasou a carga do peixe para exportação. E os clientes lá se foram e disseram ‘esta semana já não queremos peixe’. E o peixe ficou todo nas câmaras frigoríficas”.</p>
<p>O empresário admitiu também que existem comerciantes hoje em dia na Região que, “infelizmente, fazem isto: Compram o peixe a preços mais elevados para os outros não comprarem. E muita da subida do preço desde Julho do ano passado até ao fim do ano teve a ver com isto: A adopção de estratégias para que o outro não comprasse porque sabia que era o dia em que o outro tem de fazer a tabela para apresentar. E foi isto que criou uma subida artificial do preço do peixe em lota que não tem a ver com o suporte de qualidade do peixe”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Consórcio MAIS vai voar com cargueiro entre Ponta Delgada e Lisboa</h3>
<p>O Secretário-geral da Associação de Comerciantes de Pescado dos Açores, Pedro Melo, anunciou ontem, num pequeno-almoço com jornalistas, que o consórcio MAIS Air Madeira, vai iniciar dentro de duas a três semanas, a operação de um avião cargueiro entre Ponta Delgada e Lisboa para o transporte diário, 5 dias por semana, de seis toneladas de mercadorias.</p>
<p>Esta operação tem vindo a ser concertada pelo consórcio empresarial madeirense de aviação, tendo como principal parceiro nos Açores a Associação de Comerciantes de Pescado mas, estando aberto a outras parcerias na Região.<span class="Apple-converted-space"> </span></p>
<p>A concretizar-se esta operação, os comerciantes de pescado ficam com mais espaço para a venda de peixe no mercado europeu, sobretudo em Portugal continental e Espanha, mas também para outros mercados a partir da capital portuguesa.</p>
<p>Ficam criadas oportunidades para os comerciantes de pescado poderem entrar em mercados mais exigentes onde os clientes “querem ter acesso ao peixe sem falhas”.</p>
<p>Poderá ficar resolvido o problema de escoamento de peixe para o exterior da Região, mas permanecem as dificuldades no mercado interno.</p>
<p>Pedro Melo explica que o turismo “passou a encher os aviões inter-ilhas. Cada vez mais as pessoas viajam com bagagem e enchem os porões e o espaço para a carga começa a escassear”. E, a propósito, dá um exemplo: “No Natal do ano passado, houve uma empresa dos Açores que comprou 900 quilos de goraz nas Flores a um preço de 37 euros o quilo. Eram 33 mil euros de custo. O peixe levou três dias a sair das Flores. E o empresário perdeu o negócio. Perdeu o cliente e teve de encontrar outro para vender o peixe a um preço mais baixo”. O consórcio MAIS Air Madeira’ está a assegurar já uma operação de um avião cargueiro entre o Funchal e Lisboa com um avião ‘ATR 72 – 300 F’, com ligações diárias de Terça-feira a Sábado. Mas este poderá não ser o avião que vai operar entre Ponta Delgada e Lisboa.</p>
<p>O consórcio, segundo se lê no seu site, “nasce de uma partilha de vontades entre a companhia de avião espanhola SWIFTAIR, com forte implementação nos arquipélagos das Canárias e Baleares, do broker de aviação ALS Aviation &amp; Logistics Solutions, especializado em projectos de logística aérea, e da empresa de logística madeirense, LOGINSULAR, a qual detém “um profundo conhecimento do mercado local, onde se afirma pelo profissionalismo da sua oferta”.</p>
<p>Fonte: Correio dos Açores</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/associacao-comerciantes-quer-governo-acoriano-abra-venda-activos-da-espada-pescas-ao-sector-empresarial/">Associação de Comerciantes quer que o Governo açoriano abra a venda de activos da Espada Pescas ao sector empresarial</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pedro Melo acredita que a entrada da Delta Air Lines na Região pode abrir novos mercados para o pescado açoriano em Nova Iorque</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Oct 2017 09:46:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[política de pescas dos Açores]]></category>
		<category><![CDATA[recolha e transporte de peixe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Secretário-geral da ACPA (Associação de Comerciantes de Pescado dos Açores) considera que a entrada nos céus dos Açores da companhia aérea norte-americana Delta Air Lines pode abrir um novo mercado para o pescado açoriano, nomeadamente tendo como destino Nova Iorque. Pedro Melo ressalvou, contudo, que primeiro importa preciso perceber em que condições a companhia [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Secretário-geral da ACPA (Associação de Comerciantes de Pescado dos Açores) considera que a entrada nos céus dos Açores da companhia aérea norte-americana Delta Air Lines pode abrir um novo mercado para o pescado açoriano, nomeadamente tendo como destino Nova Iorque.</strong></p>
<p>Pedro Melo ressalvou, contudo, que primeiro importa preciso perceber em que condições a companhia irá voar para a Região, “que condições nos irá oferecer” e, depois, “fazer uma prospecção de mercado, de forma a encontrar-se novos clientes para o nosso pescado”.<br />
Como “não somos, na pesca, uma economia de escala, naturalmente, temos de funcionar muito na base da nossa qualidade e não tanto da quantidade”.<br />
O responsável da ACPA aponta o transporte aéreo do pescado dos Açores como uma “grande peja”. “Tem configurado sempre uma dificuldade, o pescado é um dos produtos alimentares mais perecíveis e para chegar a mercados, mesmo europeus, mais longínquos, ou a países como o Dubai, os Emirados Árabes Unidos, os Estados Unidos da América, ou outras áreas do globo é fundamental que tenhamos uma logística de transporte eficaz”.<br />
Pedro Melo diz que a Região ainda não tem esta eficácia porque está baseada num transporte aéreo direccionado para o passageiro. “Os horários funcionam em função do que são os passageiros e toda a politica deste tipo de transporte é em função do próprio passageiro”, refere.<br />
Por exemplo, acrescenta, “se houver passageiros com excesso de bagagem, naturalmente que a carga sai prejudicada e não se pode fazer um negócio baseado numa incerteza de espaço disponível no transporte aéreo”.<br />
O mesmo recordou, ainda a propósito da questão dos transportes, que foi realizado um concurso para um cargueiro operar na Região. “Este concurso já vai na sua segunda edição, sabemos que houve um concorrente e o concurso terá ficado concluído em finais de Agosto, estamos já em Outubro pelo que se estranha não haver ainda qualquer notícia sobre o assunto”, lamenta, dizendo esperar que, “efectivamente, o cargueiro avance, porque seria importante para a pesca e para o pescado, uma mais-valia sem dúvida”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Preços pagos em lota e pelo consumidor final estão ajustados</strong></p>
<p>Em relação aos preços pagos em lota e pelo consumidor final, Pedro Melo afirma que as pessoas têm, por norma, ido buscar valores ao site da Lotaçor, “que são preços médios de determinada espécie, não tendo em conta nem o seu calibre, nem a sua qualidade”.<br />
Isto, frisa, é diferenciado no acto de compra em lota, por exemplo, “o chicharro pode ter um preço médio de 3 ou 4 euros e comprar-se um lote de chicharro a 13 ou 14 euros por causa do seu calibre e dimensão”.<br />
Depois, diz ainda o Secretário-geral da ACPA, o comerciante baseia o preço ao consumidor de acordo com o valor que pagou em lota.<br />
Por outro lado, há que ter em conta que, sendo um produto perecível, de um dia para o outro há perdas, estas também são reflectidas no preço de uma próxima venda.<br />
Tudo isto, reitera Pedro Melo, tem depois de ser associado a todos os custos que uma empresa que comercializa pescado tem, “com regras de qualidade extremamente rígidas, constantes desinfecções às instalações, pessoal habilitado, as próprias embalagens, água, electricidade, o frio, etc”.<br />
“Muitas vezes, as pessoas não têm em conta estes factores e julgam que se se comprou a 5 euros, se deve vender a 6. Há que compreender ainda os chamados custos de contexto”, aponta também.<br />
Deste modo, o responsável da Associação de Comerciantes de Pescado dos Açores defende que os preços “estão ajustados e sempre foi assim”.<br />
O que acontece, explica, é que “as comparações por vezes não são as mais correctas”.<br />
“Já se chegou a comparar o preço de pescado comprado num dia, indo duas horas depois ao mercado, quando o peixe comprado ainda naquele dia ainda nem tinha entrado no circuito de comercialização, estando sim a comparar-se com o preço do dia anterior”, exemplifica o mesmo.<br />
Pedro Melo acredita que hoje e até mesmo face às exigências que o consumidor coloca, as empresas têm de fazer o preço mais justo possível, “caso contrário qualquer empresa de comercialização de pescado corre o risco do produto ficar no escaparate e de não conseguir vender. O pior inimigo de uma empresa será ela própria praticar um preço que depois a prejudica”.<br />
Contudo, ressalva que em todo o mundo o pescado é um produto caro. “Estamos a assistir a uma escassez de pescado e naturalmente os preços sobem, é a lei da oferta e da procura”.<br />
Na opinião do mesmo, “não é agradável para ninguém ter preços elevados, mas se formos a outras partes do país e do globo o pescado é sempre um produto caro, não podemos exigir algo barato quando não há condições para que o seja”.<br />
De resto, o mercado regional representa cerca de 24 por cento do pescado descarregado em lota, com o mercado nacional a representar 45 por cento e a exportação para o estrangeiro à volta dos 30 por cento.<br />
Portanto, “o mercado de maior importância é o português, não se pode considerar exportação mas sim um escoamento do pescado”. Depois, em termos de exportação, Espanha, Itália e Grécia apresentam-se como destinos principais, na Europa, para além dos Estados Unidos da América e do Canadá, mas com valores muito mais reduzidos hoje em dia em relação ao que se verifica há alguns anos atrás.<br />
“Sabemos que vivem lá as quinta e sexta gerações dos nossos emigrantes e estes são muito menos ligados às coisas da terra originária dos avós e bisavós”, observa Pedro Melo.<br />
Nestes dois mercados, europeu e norte-americano, existem moedas fortes, custos alfandegários elevados e por isso o pescado açoriano chega muitas vezes ao destino com preços pouco competitivos.<br />
O Secretário-geral da ACPA deixa também o reparo ao facto da frota pesqueira açoriana estar “desadequada” face à realidade actual. “Investiu-se muito em barcos entre os 9 e os 11 metros, que têm pouca autonomia em termos dos nossos mares, acabam todos por pescar nos mesmos sítios, não vão mais longe e há pressão sobre os recursos”, lamenta.<br />
A renovação da frota passa também pela União Europeia que pode ou não permitir uma reconversão.<br />
“Agora, é preciso sensibilizar a Comissão Europeia neste sentido, é necessária uma enorme reestruturação, não se pode continuar a ter 600 embarcações nos Açores, não há peixe para tanta gente e também há que retirar gente da pesca, infelizmente terá de ser”, considera.</p>
<p>Fonte: Correio dos Açores</p>
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		<title>As medidas do Governo dos Açores no sector das pesca “são pensos rápidos para uma ferida profunda” no sector</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Apr 2016 09:43:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesca & Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Política & Estratégia]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[ACPA]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Melo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Associação de Comerciantes de Pescado dos Açores coloca “grandes reticências às medidas agora anunciadas pelo Governo dos Açores para o sector das pescas porque consideramos que se tratam de pequenos pensos rápidos para tentar curar uma ferida profunda. Talvez porque estamos em ano eleitoral seja uma tentação apresentar soluções desta natureza porque são aquelas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Associação de Comerciantes de Pescado dos Açores coloca “grandes reticências às medidas agora anunciadas pelo Governo dos Açores para o sector das pescas porque consideramos que se tratam de pequenos pensos rápidos para tentar curar uma ferida profunda. Talvez porque estamos em ano eleitoral seja uma tentação apresentar soluções desta natureza porque são aquelas que, no imediato, podem causar algum impacto. Mas, na verdade, vão deixar o sector igual ou pior porque se vão passar não sei mais quantos meses e aquilo que era fundamental resolver, não se resolve. E a questão das acessibilidades é uma delas&#8230;”</strong></p>
<p><strong>Correio dos Açores</strong> – Como vê a Associação de Comerciantes de Pescado a decisão do Governo dos Açores de proporcionar aos pescadores a venda directa de peixe até 30 quilos ou no valor de 50 euros?<br />
<strong>Pedro Melo</strong> (Secretário Geral da Associação de Comerciantes de Pescado) – Esta situação está, até ao momento, por explicar. Não sabemos como todo este processo vai evoluir. Como vão controlar as quantidades diárias vendidas até ao limite dos 50 euros? Depois, os pescadores serão colectados, passarão facturas ao consumidor final? Irão cumprir com os requisitos higieno-sanitários e de segurança alimentar? Irão ser obrigados a ter tabela de preços? Como é que vão formar estes preços ao consumidor final? Estas são questões que levantamos porque, por exemplo, a venda ambulante é uma das áreas prejudicadas com esta medida.<br />
O vendedor é obrigado a estar registado; a emitir factura quando vende a alguém; a ter condições higieno-sanitárias que estejam dentro dos requisitos, como o HCCP. A tudo isso o vendedor é obrigado, hoje em dia. E, aqui, a questão que se levanta é em que condições a venda directa será feita pelos pescadores?<br />
Por outro lado, também temos de alertar para o facto de que a venda directa pelo pescador vai afectar, directamente, uma forma de comercialização que é a venda ambulante que, como toda a gente sabe, é um tipo de economia na pesca que provém das comunidades piscatórias.<br />
Assim, por via de uma medida que o governo implementa na primeira venda, a venda ambulante vai ser afectada. Isto preocupa-nos porque podemos estar a assistir aqui ao desaparecimento deste tipo de venda.</p>
<p><strong>CA</strong> – Há quem diga que esta medida do Governo é uma forma de legalizar a fuga à lota?<br />
<strong>PM</strong> – Naturalmente, perante qualquer fuga à lota, o pescador pode sempre argumentar que está a fazer a tal venda dos 50 euros ou dos 30 quilos de pescado. E aquilo que foi anunciado pelo Sr. Secretário Regional do Mar foi que isso iria acontecer em zonas mais distantes das lotas existentes, o que ainda causa mais estranheza sobre como se irá controlar esta venda.<br />
Numa situação que era ilegal, não havia fuga possível. Agora, perante uma situação ilegal, pode-se legalizar ajustificando que se está a vender os 30 quilos de peixe previstos na lei.<br />
Não acreditamos que haja um controlo efectivo deste tipo de venda. Esta é outra questão que levantamos que é: Como se irá controlar esta venda?</p>
<p><strong>CA</strong> – Os comerciantes estão a comprar o peixe na lota ao preço justo ou estão a comprar a preços demasiado baixos em relação ao preço que vendem no consumo?<br />
<strong>PM</strong> – Em que situação está a falar? Na venda no exterior? As pessoas sabem que pagamos, só em custos dos transportes, cerca de 4 euros por quilo. Estamos a falar em transportes aéreos e, depois, transportes terrestres, até chegar a casa do cliente. Têm a noção desta situação?<br />
Não se pode, pura e simplesmente, pegar no preço médio de lota e somar-se o preço de transporte, por quilo, no avião. Há toda uma quantidade de custos nas empresas que as pessoas não contabilizam.<br />
Os comerciantes de pescado vão à lota, compram o peixe e comercializam na Região ou no exterior. A sua área é a comercialização de pescado, que é legal, está contemplada em lei, pagam os seus impostos, são geradores de trabalho e têm que pagar os seus funcionários. Portanto, há aqui custos que têm de se ter em conta. Não se pode pegar no preço médio do pescado e dizer: Comprou-se a quatro e vendeu-se a oito, bom, estão a ganhar 100%. Isto não é verdade.</p>
<p><strong>CA</strong> – Há situações em que se compra, por exemplo, o peixe a um determinado preço na lota e ele aparece 50% mais caro em superfícies comerciais de Ponta Delgada…<br />
<strong>PM</strong> – Eu gostaria que tivessem a certeza absoluta de que aquele peixe que vêem hoje na lota é aquele que foi no dia para o mercado. Pode não ser. Pode ter sido comprado no dia anterior. E, neste dia, o preço pode ter sido mais elevado. Portanto, quando se faz este tipo de comparação, é preciso ter isso em conta.<br />
Há coisas de que as pessoas não têm a noção. Eu comprei 100 quilos de pescado e se apenas vender 80 quilos, perdi 20 quilos. Onde vou fazer incidir esta perda? No próximo preço que vou formar. Se não for assim, vou perder dinheiro. Estamos perante um bem perecível.<br />
Outra coisa de que as pessoas não têm a noção: É que, normalmente, o preço que é considerado o preço do dia, no dia seguinte, sofre uma desvalorização. E eu tenho que fazer repercutir esta quebra no preço final ao consumidor.</p>
<p><strong>CA</strong> – O que se nota no mercado é uma certa desconfiança em relação aos comerciantes que compram o peixe na lota…<br />
<strong>PM</strong> – Esta é uma desconfiança histórica e há-de continuar a existir. Muitas vezes, não se tem a noção do que é que é o negócio do pescado e o que é que significa vender um bem perecível. Muitas vezes está-se a comprar quantidades de peixe que o mercado não vai absorver. E, por vezes, chega-se a uma lota e não se tem a noção de quantos quilos é que vão aparecer. Tudo isso é uma enorme pressão. Isto para explicar que uma empresa comercializadora de pescado em fresco tem um grau de risco muito maior do que o comerciante de um outro produto qualquer que aguenta nas estantes uma semana e mesmo quinze dias.<br />
Não se pode olhar para o preço do peixe e achar que, comprando a quatro e vendendo a oito euros, se está a ganhar 100%. Isto não é assim, sobretudo num produto como o peixe. É preciso ter-se a noção destas coisas. Por isso é que nós consideramos, muitas vezes, injustas as comparações que são feitas.<br />
Vou dar-lhe um exemplo: Sabe que o goraz tem três calibres. E há um calibre que é o mais caro de todos que é aquele que eles chamam o ‘goraz da medida’. Se for ao site da lota, no valor do preço médio do goraz, estão agregados os três calibres. Eu posso ter comprado, por exemplo, um calibre do goraz a 15 euros o quilo; e um calibre mais pequeno a oito, e quando vou ao mercado vender o goraz de calibre maior que comprei mais caro, o valor não pode ser feito com base no preço médio do goraz na lota. É preciso ter muito cuidado com estas comparações. Por isso é que a Associação de Comerciantes tem pedido à comunicação social que, em caso de dúvidas, contactem-nos para se esclarecerem.<br />
A verdade, hoje, é que a opinião pública, está intoxicada por informações sobre o comércio do pescado que não estão correctas.</p>
<p><strong>CA</strong> – A Associação concordou com a decisão do defeso do goraz?<br />
<strong>PM</strong> – Temos a nossa opinião mas respeitamos aquilo que foi emanado do sector produtivo. Evidentemente que esta decisão fez mossa em toda a gente. Todos dizem que a produção perdeu dinheiro neste mês e meio. Mas nós, inclusivamente, perdemos negócios e clientes. Portanto, à partida, foi uma medida prejudicial para toda a fileira do pescado. Vamos acreditar que tenha sido bom para os níveis de stoks do goraz nos bancos de pesca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quem paga bem no mercado é exigente e não admite falhas</strong></p>
<p><strong>CA</strong> – Tem estado normalizado o transporte de peixe para Portugal continental?<br />
<strong>PM</strong> – Não. E temos problemas não só com o transporte para o Continente como no transporte inter-ilhas. Todo este plano estratégico que, agora, o governo apresenta para a pesca – e que se chama ‘melhor pesca, mais rendimento’ – começa justamente pelo topo da pirâmide que é o mais rendimento. Isto porque, em termos estruturais, não estão a fazer absolutamente nada. Toda a gente sabe que o sector é sobredimensionado. Existem embarcações a mais, existem pescadores a mais e é preciso trabalhar em várias frentes. É preciso trabalhar a qualidade. É preciso, por exemplo, fazer formação profissional. Ou seja, tudo aquilo que é estruturante, nomeadamente também as acessibilidades, não está a ser feito.<br />
E colocamos grandes reticências às medidas agora anunciadas porque consideramos que se tratam de pequenos pensos rápidos para tentar curar uma ferida profunda. Talvez porque estamos em ano eleitoral seja uma tentação apresentar soluções desta natureza porque são aquelas que, no imediato, podem causar algum impacto. Mas, na verdade, vão deixar o sector igual ou pior porque se vão passar não sei mais quantos meses e aquilo que era fundamental resolver, não se resolve. E a questão das acessibilidades é uma delas. Como é que eu posso procurar novos mercados se continuo a ter grandes constrangimentos no transporte aéreo dos Açores para o exterior? Os mercados que pagam mais e que pagam melhor são mais exigentes por natureza. Não permitem falhas. Eu não posso estar aqui a criar um mercado sabendo que vou falhar na primeira ou na segunda encomenda que vou enviar. Muitas vezes, esta falha já começa no transporte inter-ilhas. Por exemplo, ultimamente, temos tido algumas dificuldades com o pescado a sair da Graciosa, com o pescado a sair de São Jorge e nas Flores é a mesma coisa. Acontecem situações em que o pescado sai destas ilhas, vai para a Terceira e fica lá. Não sai pela Terceira para o exterior porque não há transporte e não vem para São Miguel porque, também, não há disponibilidade de carga.<br />
Como é que se pode querer falar em mais rendimento, pagar melhor a todos na fileira do pescado, se existem estes constrangimentos até que o peixe chegue ao consumidor final, quer seja o consumidor regional, quer seja o consumidor exterior à Região?<br />
Para nós, é extremamente importante que se estivesse a trabalhar justamente nas situações que estão no plano governamental para a pesca que são verdadeiramente estruturantes para o sector.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>SATA devia operar com aviões ‘A310’ nos voos da noite</strong></p>
<p><strong>CA</strong> – Continua adiada a operação de um avião cargueiro entre algumas ilhas dos Açores e Portugal continental…<br />
<strong>PM</strong> – Como sabe, nós é que introduzimos a questão do cargueiro e somos defensores do avião cargueiro. Mas este avião só pode vir a existir se, efectivamente, estiver no âmbito de Obrigações de Serviço Público de carga. Não basta colocar cá o avião. É preciso, também, que o custo do transporte seja, de certa forma, assegurado pelo serviço público, para que se baixe a tarifa para tornar os nossos produtos competitivos. Não estamos só a pensar no pescado. Além do pescado, há ouros produtos açorianos que podem utilizar o avião cargueiro. Por exemplo, este tipo de avião pode ser muito útil para colocar grandes quantidades de bolo lêvedo em Portugal continental, onde a sua comercialização nas grandes superfícies pode ser um sucesso.<br />
Mas, à partida, é preciso que o modelo a criar seja verdadeiramente adequado àquilo que nós necessitamos. Infelizmente, nas anteriores Obrigações de Serviço Público postas a concurso, pecou-se por excesso quando se obrigou a que houvesse uma frequência mínima no Verão IATA de seis frequências semanais e, no Inverno, de cinco frequências semanais. Isto quando sabemos que duas ou três frequências semanais seriam suficientes. Obrigar um operador a fazer um serviço para os Açores para, em alguns dias, não levar carga nenhuma, é evidente que não apareceu ninguém ao concurso. Ou, então, que se arranje nos Açores um mecanismo em que o Governo Regional ou o Governo da República possam comparticipar o preço do transporte por quilo da tarifa da carga aérea. Mas, tem de ser nestas condições.<br />
Existe uma outra solução que sempre temos defendido que para por a SATA e a TAP ou qualquer das duas (claro que privilegiamos a empresa regional) voarem, nos voos nocturnos , com aeronaves com maior capacidade de carga. Em vez de voarem com o avião ‘A 320’ que tem pouca capacidade de carga, que voem com o ‘A 310’ que oferece espaço para cerca de 10 toneladas de carga. Dois ou três voos nocturnos do ‘A310’ por semana seria o suficiente para já. E, depois, o mercado iria ditar as suas regras.<br />
Hoje em dia, estamos mal fornecidos, estamos a lidar, diariamente, com uma disponibilidade no período da noite – que é aquele que é mais interessante no mercado do pescado (comprar de manhã em lota, processar o peixe e escoá-lo) – de aviões ‘A320’ que, quando vão com pouca ocupação de passageiros, disponibilizam uma tonelada a uma tonelada e meia mas, quando vão cheios, só oferecem 500 quilos, 600 quilos e não passa disso.<br />
Como deve compreender, nos dias em que cai em lota 20 a 30 toneladas de peixe, o espaço disponibilizado nos aviões é manifestamente pouco, como é evidente.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.correiodosacores.info/index.php" target="_blank" rel="noopener">Correio dos Açores</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/as-medidas-do-governo-dos-acores-no-sector-das-pesca-sao-pensos-rapidos-para-uma-ferida-profunda-no-sector/">As medidas do Governo dos Açores no sector das pesca “são pensos rápidos para uma ferida profunda” no sector</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
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		<title>Exportação de pescado em risco (som)</title>
		<link>https://pescazores.com/exportacao-de-pescado-em-risco-som/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2015 11:03:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Infra-estruturas & Transportes]]></category>
		<category><![CDATA[Pesca & Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[ACPA]]></category>
		<category><![CDATA[exportação de pescado]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Melo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A associação de Comerciantes de Pescado teme que o concurso para o transporte de carga entre os Açores e o Continente não seja apelativo para as companhias aéreas. Pedro Melo, presidente da associação, defendeu alterações ao concurso internacional e admitiu perturbações na exportação durante o próximo verão. Para ouvir aqui Fonte: Antena 1 Açores</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/exportacao-de-pescado-em-risco-som/">Exportação de pescado em risco (som)</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A associação de Comerciantes de Pescado teme que o concurso para o transporte de carga entre os Açores e o Continente não seja apelativo para as companhias aéreas.</strong></p>
<p>Pedro Melo, presidente da associação, defendeu alterações ao concurso internacional e admitiu perturbações na exportação durante o próximo verão.</p>
<p><a href="http://www.rtp.pt/acores/economia/exportacao-de-pescado-em-risco-som_46470" target="_blank" rel="noopener"><strong>Para ouvir aqui</strong></a></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.rtp.pt/acores/" target="_blank" rel="noopener">Antena 1 Açores</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/exportacao-de-pescado-em-risco-som/">Exportação de pescado em risco (som)</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
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		<title>Exportadores de peixe dos Açores queixam-se de indisponibilidade nos aviões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2015 12:08:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pesca & Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Regionais]]></category>
		<category><![CDATA[ACPA]]></category>
		<category><![CDATA[exportação de pescado]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Melo]]></category>
		<category><![CDATA[SATA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Exportadores de pescado dos Açores estão com dificuldades em escoar o seu produto devido à &#8220;indisponibilidade&#8221; de carga nos aviões do grupo SATA que asseguram as ligações com Lisboa. &#8220;Efetivamente temos pescado descarregado em lota que se destina aos mercados de exportação sabendo que o transporte referenciado para a nossa área é o transporte aéreo [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/exportadores-de-peixe-dos-acores-queixam-se-de-indisponibilidade-nos-avioes/">Exportadores de peixe dos Açores queixam-se de indisponibilidade nos aviões</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Exportadores de pescado dos Açores estão com dificuldades em escoar o seu produto devido à &#8220;indisponibilidade&#8221; de carga nos aviões do grupo SATA que asseguram as ligações com Lisboa.</b></p>
<p>&#8220;Efetivamente temos pescado descarregado em lota que se destina aos mercados de exportação sabendo que o transporte referenciado para a nossa área é o transporte aéreo de mercadorias. E sabemos que <strong>a SATA tem como vocação o passageiro, surgindo a carga em segundo plano</strong>&#8220;, considera Pedro Melo, secretário-geral da Associação de Comerciantes de Pescado dos Açores (ACPA).</p>
<p>Pedro Melo aponta que a transportadora aérea dos Açores &#8220;está a ser deficitária&#8221; quer na quantidade de carga que disponibiliza quer na programação dos voos, que &#8220;não servem o setor de exportação&#8221; do pescado.</p>
<p>&#8220;Continuamos com voos da SATA que não estão direcionados para o pescado, saindo em alturas do dia que não servem a exportação. E temos situações em que temos bastante peixe para escoar e não temos quantidade de carga suficiente. É, de facto, um grande constrangimento&#8221;, refere o secretário-geral da ACPA.</p>
<p>Pedro Melo frisa que o pescado é sempre algo &#8220;muito difícil de prever&#8221;, sendo condicionado pelo estado do mar e pela meteorologia, o que implica que &#8220;nunca se pode ter um fator de certeza&#8221; como em outras atividades.</p>
<p>&#8220;O que se coloca aqui é que temos saídas de aviões a horas que não nos servem. Temos um Airbus 310 [com capacidade de nove toneladas] que sai logo pela manhã de Ponta Delgada e no restante período do dia somos servidos por aviões A-320 [cerca de 2 mil quilos], com muita menor capacidade de carga&#8221;, explica.</p>
<p>O dirigente da ACPA defende a colocação de um avião com &#8220;maior capacidade de carga&#8221; a sair para Lisboa à noite no inverno, enquanto para o período entre abril e finais de setembro, quando há &#8220;maior volume&#8221; de captura de pescado, defende a criação de um serviço de cargueiro.</p>
<p>Pedro Melo revela que a ACPA &#8211; que possui 34 associados e exporta para a Madeira, continente, Espanha, Itália e Grécia -, tem mantido reuniões com a tutela, a Direção Regional dos Transportes, e dirigentes da SATA no sentido de se &#8220;encontrar soluções&#8221;, sem resultados práticos.</p>
<p>A administração da SATA considera que &#8220;não existe qualquer problema&#8221; na capacidade de transporte de carga, salvaguardando que a necessidade de transporte de &#8220;alguns tipos&#8221; de carga perecível &#8220;não é regular&#8221;, sendo &#8220;difícil, senão impossível&#8221;, prever e salvaguardar espaço de carga para o dia e hora exatos solicitados.</p>
<p>Em nota enviada à agência Lusa, o grupo SATA refere que o peixe fresco é uma das cargas que, pela sua natureza, especialmente a sua &#8220;índole aleatória&#8221; no que toca a quantidades e &#8220;períodos críticos&#8221; em que surge a necessidade do seu transporte, coloca &#8220;problemas de planeamento que têm sido ultrapassados&#8221; através da realização de voos suplementares, bem como pela &#8220;alteração do tipo de equipamento&#8221; com &#8220;maior capacidade de carga&#8221; e &#8220;horários mais solicitados&#8221;.</p>
<p>&#8220;Com vista a dar resposta às solicitações, a SATA, por exemplo, esta semana já realizou voos suplementares e, nos próximos dias, reforçará a sua capacidade nas ligações da noite entre Ponta Delgada e Lisboa, procedimento que continuará a ser adotado sempre que a procura o justifique&#8221;, conclui a nota.</p>
<p><strong>O pescado perecível e as conservas constituem uma das principais exportações dos Açores.</strong></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.dn.pt/inicio/" target="_blank" rel="noopener">Diário de Noticias</a></p>
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