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	<title>Arquivo de peixes mesopelágicos - A Pesca nos Açores</title>
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	<description>Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores</description>
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		<title>Há uma zona nos mares que pode alimentar o mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2016 11:52:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[ómega-3]]></category>
		<category><![CDATA[peixes mesopelágicos]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardo Serrão Santos]]></category>
		<category><![CDATA[zona mesopelágica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há uma zona nos mares entre os 200 e os mil metros de profundidade que &#8220;pode alimentar o mundo&#8221; mas cuja exploração deve ser cautelosa, alerta estudo. O estudo foi publicado na revista &#8220;Frontiers in Marine Science&#8221; e alerta para o risco da exploração excessiva daquela zona, &#8220;que alberga uma vasta comunidade de peixes, lulas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Há uma zona nos mares entre os 200 e os mil metros de profundidade que &#8220;pode alimentar o mundo&#8221; mas cuja exploração deve ser cautelosa, alerta estudo.</strong></p>
<p>O estudo foi publicado na revista &#8220;Frontiers in Marine Science&#8221; e alerta para o risco da exploração excessiva daquela zona, &#8220;que alberga uma vasta comunidade de peixes, lulas e crustáceos, e cuja biomassa ultrapassa a totalidade das pescas feitas atualmente em todo o mundo&#8221;, explica um comunicado da Faculdade de Ciências de Lisboa.</p>
<div>
<p>Da equipa de autores do estudo faz parte Ricardo Serrão Santos, do MARE-Universidade dos Açores, que em conjunto com cientistas de instituições espanholas, dinamarquesas e britânicas diz que &#8220;há uma mina de ouro para alimentação humana&#8221; entre os 200 e os mil metros (chamada zona mesopelágica), fonte de proteínas e ómega-3, mas que ainda é pouco conhecida.</p>
<p>É uma das zonas menos investigadas do ecossistema de mar aberto e uma das &#8220;grandes lacunas no nosso conhecimento&#8221;, explicou Ricardo Serrão Santos numa declaração por escrito, acrescentando que só recentemente &#8220;se verificou que a biomassa existente neste ambiente é extremamente superior ao que se suspeitava&#8221;.</p>
<p>&#8220;As estimativas de biomassa com base em arrasto pelágicos subestimaram sistematicamente a abundância de peixes mesopelágicos que, se sabe agora, têm reações e comportamentos/reações que permitem escapara às redes&#8221;, disse.</p>
<p>De acordo com o cientista (que também é eurodeputado), a investigação não é fácil e também não tem havido exploração comercial e industrial, que ainda não é economicamente viável.</p>
<p>No futuro, admitiu, essa zona de profundidade do mar pode ser explorada para produção de farinhas e óleos a partir dos peixes, considerados muito ricos em ómega-3.</p>
<p>Ricardo Serrão Santos explicou que os organismos que vivem nessa zona do oceano vêm à noite à superfície para se alimentar e protegem-se durante o dia nas águas profundas. É lá a &#8220;grande reserva alimentar&#8221; dos predadores oceânicos (como atuns ou tubarões).</p>
<p>&#8220;Pensa-se que a biomassa de peixes pelágicos (e só peixes, sem contarmos com o invertebrados) é 100 vezes a captura anual mundial de pescado e 200 vezes a biomassa estimada de 24 mil milhões de frangos do mundo que é considerado o mais numeroso vertebrado à superfície da terra&#8221;, explicou o cientista.</p>
<p>De acordo com o comunicado, o estudo desta &#8220;quinta dimensão&#8221; do planeta deve ser encarado com prioridade e antes de se iniciar a exploração tem de se começar a fazer o conhecimento &#8220;tão vasto quanto possível&#8221;, dos habitats.</p>
<p>Para uma posterior regulação da atividade pesqueira mas também para conhecer a biologia das populações, o seu papel na cadeia alimentar, a importância em termos de regulação climática.</p>
<p>&#8220;A quantidade de vida mesopelágica é enorme e como tal desempenha um papel fundamento no ciclo do carbono global. A água do mar absorve toneladas de dióxido de carbono da atmosfera, incluindo a que é produzida pela queima de combustíveis fósseis. Os organismos, como os peixes mesopelágicos, usam carbono para construir os seus corpos&#8221;, explicou Ricardo Serrão Santos.</p>
<p>Por isso, disse ainda, esses peixes são &#8220;aliados&#8221; contra as mudanças climáticas, como são fundamentais para a alimentação de grandes predadores e de aves marinhas, pelo que é necessário cuidado na exploração do recurso.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.acorianooriental.pt" target="_blank" rel="noopener">Lusa / Açoriano Oriental</a></p>
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