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	<title>Arquivo de Rede Natura 2000 - A Pesca nos Açores</title>
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	<description>Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores</description>
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		<title>As ONGs ambientais apelam a uma ação urgente na melhor proteção do Oceano na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Sep 2016 10:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente e Conservação]]></category>
		<category><![CDATA[Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[águas marinhas offshore]]></category>
		<category><![CDATA[Oceana]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Natura 2000]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>98% das águas marinhas offshore  continuam desprotegidas no âmbito da principal rede de conservação na Europa, a Rede Natura 2000. St. Julian’s, Malta. As ONGs de Ambiente Oceana, Seas At Risk e WWF apelam à Comissão Europeia para que seja rigorosa na sua avaliação do desempenho dos Estados-Membros da UE relativamente à proteção dos seus oceanos. Apelam [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>98% das águas marinhas <em>offshore</em>  continuam desprotegidas no âmbito da principal rede de conservação na Europa, a Rede Natura 2000.</strong></p>
<p>St. Julian’s, Malta. As ONGs de Ambiente Oceana, Seas At Risk e WWF apelam à Comissão Europeia para que seja rigorosa na sua avaliação do desempenho dos Estados-Membros da UE relativamente à proteção dos seus oceanos. Apelam ainda aos Estados-Membros para que cumpram as suas obrigações de proteger as zonas onde habitam algumas das espécies marinhas mais ameaçadas da Europa. Este apelo antecede uma reunião, a realizar esta semana, em que a UE irá identificar as lacunas que legalmente devem ser colmatadas através das Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) da Rede Natura 2000, nas águas do Atlântico, Macarronésia e Mediterrâneo.</p>
<p>A Rede Natura 2000, criada pelas Diretivas Europeias Aves e Habitats, é a principal ferramenta para a proteção de espécies e habitats em toda a Europa. Contudo, 24 anos depois de ter sido criada, apenas 4% das águas marinhas da UE se encontram ao abrigo das AMPs da Rede Natura 2000, muito abaixo da meta de 30% internacionalmente considerada pelos cientistas como sendo a área necessária para manter a saúde dos oceanos a longo prazo. Até hoje, continuam a existir lacunas significativas na rede. Por exemplo, existe um número desproporcional de AMPs localizadas perto da costa, com grandes lacunas na proteção das águas marinhas <em>offshore</em> (para lá das águas territoriais), a mais de 12 milhas náuticas da costa. No total, apenas 1,7% das águas <em>offshore</em> da EU foram designadas ao abrigo da Rede Natura 2000, deixando uma grande variedade de ecossistemas e espécies de maiores profundidades desprotegidas.</p>
<p><strong><em>“O prazo de conclusão da rede Natura 2000 marinha está há muito ultrapassado, colocando em causa a proteção da biodiversidade para as gerações futuras e a recuperação das espécies e habitats ameaçados face às pressões crescentes a que estão sujeitos, como a sobrepesca e as alterações climáticas. No Oceano Atlântico Nordeste, os países protegeram apenas 2% das suas águas offshore.</em> <em>A situação no Mediterrâneo é ainda mais grave, onde 99,9% das águas offshore continuam desprotegida,”</em></strong>declarou Lasse Gustavsson, Diretor Executivo da Oceana na Europa.</p>
<p>A reunião irá incidir especificamente nos Estados-Membros onde a proteção de espécies ameaçadas, como o golfinho-roaz e a tartaruga-marinha-comum, e de habitats ameaçados, como os recifes e bancos de areia, não é ainda suficiente. Chipre, Grécia, Itália, Portugal, Eslovénia e Espanha estão entre os Estados-Membros mais atrasados nos seus esforços de proteção.</p>
<p><strong><em>“O progresso lento de alguns Estados-Membros na abordagem das lacunas remanescentes na proteção marinha prejudica a eficácia de toda a rede de áreas marinhas protegidas e compromete os esforços significativos já realizados por outros Estados-Membros.</em> Com a profusão dos novos dados disponíveis, não existem razões para protelar a necessária proteção dos principais habitats ameaçados e a recuperação das espécies,”</strong> afirmou Alice Belin, <em>Marine Policy Officer </em>da <em>Seas At Risk.</em></p>
<p>Um <a href="http://www.eea.europa.eu/publications/state-of-nature-in-the-eu">relatório</a> de 2015 da Agência Europeia do Ambiente mostrou que a maioria da vida marinha protegida ao abrigo da Rede Natura 2000 permanece em mau estado ou em estado de conservação desconhecido, havendo apenas 7% das espécies marinhas e 9% dos habitats considerados em bom estado de conservação.</p>
<p><strong><em>“2020 é um prazo crucial para a conservação marítima europeia, o ano em que os nossos mares devem atingir o Bom Estado Ambiental e as nossas pescas devem ser geridas de forma sustentável.</em> <em>Estabelecer uma rede completa e bem gerida de AMPs é fundamental para atingirmos ambos os objetivos,”</em></strong> acrescentou Stephan Lutter, <em>Policy Advisor</em> para AMPs, WWF.</p>
<p><em><span style="text-decoration: underline;">Informações ao Editor sobre a Rede Natura 2000</span></em></p>
<p><em>A única Rede de áreas protegidas da União Europeia, Natura 2000, foi estabelecida no âmbito das Diretivas Aves e Habitats (‘Diretivas da Natureza’). Natura 2000 é uma rede que engloba áreas vitais para espécies raras e ameaçadas, como zonas de reprodução e de repouso, e também habitats naturais raros, que são protegidos por direito próprio. O objetivo da Rede é garantir a sobrevivência a longo prazo das mais importantes e ameaçadas espécies e habitats da Europa, listados nestas ‘Diretivas da Natureza’.</em></p>
<p>Fonte: Oceana</p>
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