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	<title>Arquivo de Riberalves - A Pesca nos Açores</title>
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	<description>Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores</description>
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		<title>A maior fábrica de bacalhau do mundo é portuguesa. Por ano, são processadas, na Moita, 100 mil toneladas.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2015 09:51:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Consumo]]></category>
		<category><![CDATA[Pesca & Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[bacalhau]]></category>
		<category><![CDATA[bacalhau congelado]]></category>
		<category><![CDATA[Riberalves]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se há campeonato em que Portugal bate todos os recordes é no consumo do bacalhau. E, apesar, deste peixe nadar longe da costa portuguesa, é aqui que está a maior fábrica do mundo. Por ano, são processadas, na Moita, 100 mil toneladas. É muito bacalhau, mas será preciso ter em conta também que os portugueses [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Se há campeonato em que Portugal bate todos os recordes é no consumo do bacalhau.</strong></p>
<p>E, apesar, deste peixe nadar longe da costa portuguesa, é aqui que está a maior fábrica do mundo. Por ano, são processadas, na Moita, 100 mil toneladas. É muito bacalhau, mas será preciso ter em conta também que <strong>os portugueses são responsáveis, sozinhos, pelo consumo de 30% de todo o peixe pescado no mundo</strong>. Não é de estranhar por isso que surjam mil e uma maneiras de cozinhá-lo, mas não deixa de surpreender que a ideia de vender bacalhau demolhado e ultracongelado seja <i>made in Portugal</i>.</p>
<p>No Natal, por força da tradição, o consumo dispara. Os números do grupo Riberalves comprovam-no: 60% das vendas acontecem nos últimos meses do ano. O peixe, no entanto, é pescado muito antes e até que esteja pronto para servir à mesa são precisos pelo menos sete meses.</p>
<p>Metade do que é vendido em Portugal é capturado entre Janeiro e Abril nos mares da Islândia e da Rússia. O restante chega do mar da Noruega e dos Estado Unidos e é logo no momento da pesca que começa o processo de tratamento. Ainda em alto mar é-lhe retirada a espinha central e é colocado em sal. Só quando o bacalhau chega a Portugal começa a secagem: o peixe entra nos evaporadores e perde toda a humidade – um processo que leva entre 40 a 80 horas, dependendo do tamanho. A cura é o passo seguinte e o mais demorado: o bacalhau fica em sal entre quatro a cinco meses e só depois está pronto para ser vendido seco – inteiro ou em postas. A partir dos 200 gramas, há postas de todos os tamanhos, cortadas a partir das diferentes partes do peixe.</p>
<p>“Há quem prefira postas mais finas, quem goste das partes mais altas. Os restaurantes costumam pedir as maiores”, exemplifica João Alves, filho do fundador da Riberalves e director da empresa. Passados cinco meses, o processamento do peixe continua no sector do embalamento, onde o bacalhau é classificado por tamanhos e colocado em caixas de 15 ou 25 quilos, antes de ser enviado para os pontos de venda.</p>
<p>O processo tradicional acaba aqui, mas Portugal foi pioneiro numa invenção que revolucionou o mercado: a venda de bacalhau já demolhado e ultracongelado. A ideia foi desenvolvida pela empresa portuguesa em 2000 e, desde então, o consumo tem vindo a aumentar, ano após ano. De tal forma que, actualmente, 43% do peixe já é vendido assim.</p>
<p>O processo começa com as folhas inteiras do bacalhau – secas – mergulhadas em piscinas com água, mudada de 6 em 6 horas e a uma temperatura controlada e baixa. Mesmo em casa, explica Ricardo Alves, o bacalhau seco deve ser sempre demolhado no frigorífico, para assegurar a qualidade e a rapidez da perda do sal.</p>
<p>Há uma década e meia, quando a Riberalves fez as primeiras experiências para demolhar o bacalhau de forma industrial, o difícil foi acertar no tempo de permanência em água corrente. Foi João Alves, filho de um merceeiro de Torres Vedras e fundador da empresa, quem inventou a técnica e conta que as primeiras tentativas se revelaram desastrosas: “Estragámos o bacalhau todo.”Hoje sabe-se que o tempo nas piscinas varia entre 30 e 80 horas.</p>
<p>Depois de demolhado, o peixe é cortado em postas. Antes, ainda passa por três inspecções diferentes: se não estiver bem cortado, limpo ou tiver manchas, é automaticamente rejeitado. Na fábrica da Moita, um quarto do produto acaba por ser preterido nesta fase e vendido desfiado. Só depois é congelado.</p>
<p>Nos túneis de ultracongelação, a temperatura nunca é superior a 25 graus negativos. Em quatro horas, explica João Alves, o peixe fica “tecnicamente” congelado. Já num congelador doméstico o processo nunca demora menos de 24 horas. É por isso que não é recomendável congelar bacalhau ou qualquer outro peixe. “Deve comprar-se já congelado ou consumir-se fresco, porque a congelação doméstica é lenta e as células do peixe vão-se degradando”, avisa.</p>
<p>Depois de congelado, o bacalhau passa ainda por um processo de vidragem: um banho de água para ficar brilhante e que, além de embelezar o produto final, protege da desidratação. Segue-se a embalagem, que não é menos importante. Na Moita são embalados 350 tipos de bacalhau diferentes, em embalagens de todos os feitios. E com técnica. “Os portugueses gostam de ver e sentir o produto através da embalagem, enquanto que os brasileiros preferem caixas”, conta Ricardo Alves, o filho do fundador da empresa. Seja como for, nos últimos anos a tendência é fazer embalagens cada vez mais pequenas.</p>
<p>Apesar da crise, 2013 foi o melhor ano de sempre da Riberalves e prevê-se que em 2014 sejam ultrapassados todos os recordes de vendas. “O consumo aumentou porque o preço tem vindo a baixar. Em dois anos, o valor do quilo desceu 20%”, explica Ricardo Alves. A queda do preço deve-se ao aumento constante das quotas da pesca. As exportações também têm alavancado os resultados da empresa. Actualmente, 44% das vendas são para o estrangeiro, sobretudo para o Brasil – país que descobriu o bacalhau recentemente. E com algumas especificidades: os brasileiros compram o peixe sem espinhas e sem pele. A subida nas vendas traduziu-se, este ano, num reforço de funcionários. Em contraciclo, a empresa contratou mais meia centena de trabalhadores e só a fábrica da Moita – onde cabem 18 mil toneladas de bacalhau armazenado – dá emprego a quase 300 pessoas.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.opovo.com.br" target="_blank" rel="noopener">Graciano Coutinho / O Povo (Brazil)</a></p>
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		<title>Riberalves quer ensinar Jamie Oliver a cozinhar bacalhau à brás</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2015 09:50:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Consumo]]></category>
		<category><![CDATA[Nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[bacalhau]]></category>
		<category><![CDATA[bacalhau à brás]]></category>
		<category><![CDATA[Jamie Oliver]]></category>
		<category><![CDATA[Riberalves]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nunca um prato de bacalhau à brás gerou tantas reações. A culpa é de Jamie Oliver. O cozinheiro britânico preparou a iguaria, mas a experiência não correu da melhor forma, tendo em conta as reações dos portugueses, das mais variadas formas. No meio desta situação, a Riberalves convidou Jamie Oliver para vir a Portugal aprender [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Nunca um prato de bacalhau à brás gerou tantas reações. A culpa é de Jamie Oliver. O cozinheiro britânico <a href="http://www.jamieoliver.com/recipes/fish-recipes/bacalhau-br-s/#0yKm3AxdbvU3VLJz.97" target="_blank" rel="noopener">preparou a iguaria</a>, mas a experiência não correu da melhor forma, tendo em conta as reações dos portugueses, das mais variadas formas. No meio desta situação, a Riberalves convidou Jamie Oliver para vir a Portugal aprender a confecionar este prato.</b></p>
<p>&#8220;Os portugueses são, de longe, os maiores fãs de bacalhau e é por isso que a receita que [o Jamie Oliver] partilhou no Facebook teve tantos comentários de portugueses: a interpretação deste prato tradicional foi criada por um taberneiro de Lisboa, que se tornou um marco no nosso país&#8221;, refere o presidente executivo da Riberalves na carta de convite, <a href="https://www.facebook.com/riberalvesportugal/photos/a.338295922942164.67662.337923829646040/633426376762449/?type=1&amp;theater" target="_blank" rel="noopener"><b>publicada na página oficial</b></a> do Facebook.</p>
<p>&#8220;Todos sabemos que a gastronomia evoluiu graças à inspiração e às novas interpretações que magníficos chefes proporcionaram a este mundo. Como é que não podemos adorar?&#8221;, adianta Ricardo Alves.</p>
<p>A partir da foto partilhada no portal do cozinheiro britânico. a empresa de comércio alimentar endereça o convite: &#8220;queremos que visite o nosso país para descobrir o mundo surpreendente do bacalhau em que receitas como a do bacalhau à brás tornam os nossos dias mais saborosos &#8211; além disso, nós acreditamos que existem pelo menos mil maneiras de cozinhar bacalhau em Portugal&#8221;.</p>
<p>Resta saber se Jamie Oliver está disponível para visitar Portugal.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.dinheirovivo.pt" target="_blank" rel="noopener">Dinheiro Vivo</a></p>
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