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	<title>Arquivo de sarda - A Pesca nos Açores</title>
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	<description>Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores</description>
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		<title>Comer sarda é saudável mas está a tornar-se insustentável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[apeda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jan 2013 11:47:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência e tecnologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Instituto Português do Mar e da Atmosfera]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que é que as pescas na Islândia têm a ver com a saúde dos portugueses? Alguma coisa: a captura, nas águas geladas do Norte, de grandes quantidades de sarda pode a prazo ser um problema para quem opta, por cá, por este peixe barato e saudável. Rica em ácidos gordos ómega 3, essa espécie [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O que é que as pescas na Islândia têm a ver com a saúde dos portugueses? Alguma coisa: a captura, nas águas geladas do Norte, de grandes quantidades de sarda pode a prazo ser um problema para quem opta, por cá, por este peixe barato e saudável.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Rica em ácidos gordos ómega 3, essa espécie (Scomber scombrus) acaba de ser retirada de uma lista que a organização britânica Marine Conservation Society (MCS) mantém com peixes que se pode comer à vontade, sem preocupações quanto à sua sustentabilidade. As sardas estão a ser pescadas acima do que seria desejável, daí o conselho da organização: por ora, evitem comê-las.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Segundo a MCS, o que está a acontecer tem a ver com uma combinação entre factores naturais e a ganância humana. As populações de sardas do Atlântico Nordeste estão a mover-se mais para Norte, concentrando-se entre a Islândia e as Ilhas Faore, a norte da Dinamarca. Os peixes estão, segundo a MCS, apenas a seguir o seu alimento: outros peixes pequenos, crustáceos e lulas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mas ali têm sido alvo de uma pesca sem limites. “As capturas têm sido maciças”, disse ao PÚBLICO Samuel Stone, técnico da área das pescas na MCS. Em 1992, só a Islândia pescou 53 mil toneladas de sarda. Em 2011, foram 160 mil toneladas. “A situação está a tornar-se pior”, afirma Stone.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A estes valores somam-se as capturas de outros países da região, como a Noruega e o Reino Unido. E têm sido infrutíferas as negociações para estabelecer quotas consensuais de pesca entre todos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na avaliação da MCS, a população da espécie não está ainda em colapso. Mas como pode rapidamente caminhar neste sentido, a organização britânica decidiu retirá-la da sua lista de peixes sustentáveis, sugerindo que a sarda seja consumida apenas ocasionalmente, procedente de pesca artesanal ou de organizações pesqueiras com certificação de sustentabilidade.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>Portugal pesca pouco</strong></span><br />
<span style="color: #000000;">Embora venha de uma organização não-governamental, o aviso foi recebido como um balde de água fria no Reino Unido, onde o consumo de sarda está a aumentar, devido ao seu preço e benefício para a saúde. Em 2011, o chefe e apresentador de televisão britânico Hugh Fearnley-Whittingstall lançou a campanha “Mission Mackerel”, para estimular a substituição do bacalhau fresco pela sarda nas lojas de fish and chips. Agora, cancelou a campanha.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em Portugal, a leitura é diferente. A sarda consta do menu nacional, mas está muito longe dos peixes mais pescados na costa portuguesa, como a cavala – o seu parente próximo &#8211; ou a sardinha. Portugal teve, em 2012, uma quota para a pesca de 5051 toneladas de sarda, mas capturou apenas 2000 toneladas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O stock de sardas do Nordeste Atlântico é um só, o que significa que, em tese, o que se passa na Islândia pode ter alguma influência em Portugal. Mas há três áreas de desova distintas – no Mar do Norte, no Oeste e no Sul. E é nesta última, longe das disputas nas águas mais a norte, que estão as águas ibéricas.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">De acordo com informações do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o stock de sarda do Atlântico Nordeste ainda está dentro dos limites biológicos de segurança. “Contudo, a pesca exercida pela Islândia e Ilhas Faroe tem levado a um excesso de capturas, acima do recomendado”, refere o IPMA, numa resposta escrita a perguntas do PÚBLICO.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já ao longo da costa portuguesa, as populações de sarda, embora não muito abundantes, não têm estado mal nos últimos 20 anos, com um índice de pressão “baixo” e um nível “elevado” de capacidade reprodutora. “A sua abundância tem-se mantido estável ao longo do tempo”, diz o IPMA.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Mesmo num cenário hipotético em que a sarda tenha mesmo de deixar o prato, Portugal está bem servido da sua prima cavala (Scomber colias). O peixe é tão abundante, barato e saudável, que a Docapesca lançou no Verão passado uma campanha para estimular o seu consumo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Gonçalo Carvalho, da Plataforma de Organizações Não-governamentais para a Pesca (PONG-Pesca), aplaude mas com cautela: “É uma iniciativa interessante, mas é preciso atenção para não haver sobre-exploração do stock”.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: <a href="http://www.publico.pt/ecosfera/noticia/comer-sarda-e-saudavel-mas-esta-a-tornarse-insustentavel-1581836">Público</a></p>
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