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	<title>Arquivo de Miguel Pires - A Pesca nos Açores</title>
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	<description>Associação de Produtores de Espécies Demersais dos Açores</description>
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		<title>Bacalhau sim, mas&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Dec 2014 17:55:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Já se sabe como são os clichés: factualmente exagerados, porém sempre com uma ponta de verdade. Por exemplo, os brasileiros pensam que os portugueses comem bacalhau todos os dias. Já nós achamos que a primeira coisa que um brasileiro pede quando aterra em Portugal, ainda antes de deixar as malas no hotel, é que o [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://pescazores.com/bacalhau-sim-mas/">Bacalhau sim, mas&#8230;</a> aparece primeiro em <a href="https://pescazores.com">A Pesca nos Açores</a>.</p>
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<p><a href="http://www.pescazores.com/wp-content/uploads/2014/12/4556456.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-7096" src="http://www.pescazores.com/wp-content/uploads/2014/12/4556456.jpg" alt="4556456" width="800" height="533" /></a></p>
<p>Já se sabe como são os clichés: factualmente exagerados, porém sempre com uma ponta de verdade. Por exemplo, os brasileiros pensam que os portugueses comem bacalhau todos os dias. Já nós achamos que a primeira coisa que um brasileiro pede quando aterra em Portugal, ainda antes de deixar as malas no hotel, é que o levem a um lugar para comer um bom bacalhau &#8211; se puder igualmente beliscar um Queijo do Serra com um tinto da Cartuxa, tanto melhor.</p>
<p>Na verdade creio mesmo que a obsessão é muito maior desse lado do Atlântico do que deste. Perguntar a um patrício se gosta de bacalhau é como perguntar a um dinamarquês se gosta de andar de bicicleta. O acto está de tal forma enraizado na sua cultura que a pergunta se torna redundante.</p>
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<p id="yui_3_16_0_1_1418728537753_39002">Em Agosto acompanhei dois jornalistas gastronómicos espanhóis por alguns restaurantes com estrelas Michelin de Lisboa e do Algarve. A determinada altura, um deles mostrou-se surpreendido por não constar em nenhum dos menus que degustámos um único bacalhau. Contudo, em três dos lugares &#8211; Belcanto, Feitoria (ambos em Lisboa ; e Ocean (no Algarve) &#8211; apresentaram um prato de sardinha. Pois bem, se há uma obsessão lusa, de norte a sul do país, eu diria que ela tem mais a ver com este peixe de sabor muito característico, do que com qualquer outro produto. E as razões são fáceis de apontar: o seu baixo preço, a ligação às festas populares, ao Verão e ao facto da sua disponibilidade se verificar sobretudo nesses meses, enquanto que o bacalhau se come durante todo o ano &#8211; ainda que o pico de consumo se verifique no Natal e na Páscoa.</p>
<p id="yui_3_16_0_1_1418728537753_38977">Com isto não quero dizer que a banalização do consumo do “fiel amigo” tenha retirado ao português o prazer de o consumir. De todo. Diria mesmo que mais facilmente um governante enlouquecido declararia guerra aos Estados Unidos do que à Noruega, o nosso principal fornecedor do legítimo bacalhau gadus morhua. Contudo é sobretudo na ausência que revelamos a nossa paixão incondicional pelo bicho. Um mês fora do país e o portuga já suspira por um à Brás, um espiritual, um Gomes de Sá, ou uma das mil e umas maneiras de o confeccionar (que, na verdade, não serão assim tantas).</p>
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<p id="yui_3_16_0_1_1418728537753_39006">Escrevo esta minha primeira coluna para a Prazeres da Mesa enquanto sobrevoo o Atlântico, após um curto período fora do país. E não é que esta conversa toda me abriu o apetite e o desejo por uma boa posta de bacalhau com todos (batata, grão de bico, couve, cenoura e ovo, tudo cozido e temperado, claro, com bom azeite e bom vinagre de vinho)? Voasse eu em executiva na TAP e seria bem provável que o bicho me fosse  servido a bordo. Como tal não acontece, terei de esperar mais umas boas horas. Contudo, primeiro irei a casa deixar as malas.</p>
<p><em>Texto publicado originalmente na revista brasileira Prazeres da Mesa de Novembro</em></p>
<p>Fonte: por <a href="http://mesamarcada.blogs.sapo.pt/" target="_blank" rel="noopener">Miguel Pires <em>in </em>mesamarcada.blogs.sapo.pt</a></p>
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		<title>A nova Loja das Conservas tem muita lata</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Dec 2014 10:22:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Definitivamente as conservas estão na moda e que parece ser para ficar. Depois de anos a prestigiar a imagem das conservas de peixe portuguesa, a Conserveira de Lisboa, viu chegar à cidade, nos últimos anos, novos lugares onde reinam a sardinha, a cavala, o atum (sobretudo a mais chique barriga ou ventresca) e outros compinchas do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Definitivamente as conservas estão na moda e que parece ser para ficar. Depois de anos a prestigiar a imagem das conservas de peixe portuguesa, a Conserveira de Lisboa, viu chegar à cidade, nos últimos anos, novos lugares onde reinam a sardinha, a cavala, o atum (sobretudo a mais chique barriga ou ventresca) e outros compinchas do mar, em conserva &#8211; curiosamente todos na Baixa lisboeta (ou nas proximidades). São disso exemplos, além do caso citado, projectos como o Sol e Pesca (loja, bar e petisqueira), o Can the Can (restaurante) e, desde há algum tempo, também a Loja das Conservas que acaba de ser inaugurada oficialmente hoje. Esta nova loja é um projecto apadrinhado pela Associação Nacional da Indústria de Conservas de Peixe (ANICP) e <strong>reune produtos de 17 conserveiras nacionais, que comercializam ali mais de 300 referências de produtos</strong>, alguns dos quais não estavam disponíveis no país, por serem produtos exclusivos de exportação.</p>
<p><a href="http://www.pescazores.com/wp-content/uploads/2014/12/16023708_LEL2o.jpeg"><img decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-7092" src="http://www.pescazores.com/wp-content/uploads/2014/12/16023708_LEL2o.jpeg" alt="16023708_LEL2o" width="500" height="333" /></a></p>
<p><strong>Depois de anos de forte declínio, que levou ao enceramento de muitas empresas de norte a sul do país,  a indústria conserveira portuguesa parece atravessar um bom momento</strong>. Segundo dados da própria ANICP, esta indústria &#8211; que emprega directamente mais de 3500 pessoas (e outras tantas indirectamente) &#8211; exporta actualmente para mais de 70 países e vendeu, no período de Janeiro a Setembro deste ano, cerca de 40 mil toneladas, o que representa um crescimento, face a igual período do ano anterior,  de 26% em volume e 24% em facturação, num negócio que vale actualmente 165 milhões de euros.</p>
<p><a href="http://www.pescazores.com/wp-content/uploads/2014/12/16023710_cZcId.jpeg"><img decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-7093" src="http://www.pescazores.com/wp-content/uploads/2014/12/16023710_cZcId.jpeg" alt="16023710_cZcId" width="500" height="333" /></a></p>
<p>Lembro-me que quando abriu o Sol e Pesca, no Cais do Sodré, as pessoas achavam um lugar interessante mas mostravam-se algo renitentes ao petisco. O mesmo me acontecia sempre que, perante amigos, revelava ser um adepto incondicional de conservas de peixe. Hoje é vê-los. Só falta exigirem que se faça hamburgers de sardinha.</p>
<p>Contactos: Loja das Conservas<strong> ; </strong>Rua do Arsenal, 130 Lisboa; Telefone: 911 181 210; 2ªF a Dom &#8211; 09.30h às 20.00h</p>
<p>Fonte: por Miguel Pires <em>in </em><a href="http://mesamarcada.blogs.sapo.pt/" target="_blank" rel="noopener">mesamarcada.blogs.sapo.pt</a></p>
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