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Caçadores submarinos vão dar peixe para apoiar famílias carenciadas

Caçadores submarinos vão dar peixe para apoiar famílias carenciadas

Os caçadores submarinos da ilha Terceira, nos Açores, vão entregar duas vezes por mês o produto das suas caçadas à Cáritas, para que esta instituição de solidariedade distribua o peixe pelas famílias mais carenciadas.

“Se o dia em que nos encontrarmos para caçar correr bem, podemos contribuir com uma quantidade significativa de proteínas, que será direcionada para pessoas que dificilmente terão acesso a ela”, afirmou João Pedro Barreiros, representante da Associação Portuguesa de Pesca Submarina (APPS) nos Açores.

As estimativas dos promotores desta iniciativa indicam que podem ser apanhados entre 150 e 300 quilos de peixe por cada caçada dos cerca 20 caçadores associados.

“Nivelando por baixo, entre 15 a 20 quilos por caçador será razoável”, frisou João Pedro Barreiros, acrescentando que a intenção é entregar o peixe “uma a duas vezes” por mês à Cáritas, a quem compete depois a sua distribuição pelas famílias mais necessitadas.

Esta é uma iniciativa do curso de licenciatura em Guias da Natureza, da Universidade dos Açores, que tem o apoio da associação Gê-Questa, a que se associa também a APPS.

Para a presidente da Cáritas nos Açores, Anabela Borba, esta é “uma iniciativa de saudar”, frisando que se trata de uma associação sem fins lucrativos que se associa a uma instituição de solidariedade social, “procurando juntar uma atividade de desporto a uma ação caritativa”.

“Normalmente, os nossos cabazes não têm este tipo de alimentos porque não podemos lá chegar”, afirmou Anabela Borba, acrescentando que esta “é uma forma de dar uma fonte alimentar mais rica”.

Anabela Borba não contabilizou o número de pessoas que recorre à ajuda da Caritas nos Açores, mas admitiu que “há muita gente a pedir ajuda”.

Fonte: Açoriano Oriental

 

4 Comentários neste artigo

  1. Dois dias por mês? E os outros dias para quem serão? Será para os restaurantes?

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  2. josé aperta o laço

    Meus senhores/as, IDEIA FANTÁSTICA, dirão os SABIOS… medidas destas são de aplaudir e apoiar… Depois até toma lá uma gorjetazinha pelo trabalho!, como é que os compradores de pescado naqueles sítios vão vender!, nada “se lhes dão, porque vão comprar”…
    Chamou-me à atenção 15 a 20 kg nivelados por baixo, extraordinário!!!, bem sei que existe dificuldades e que a TROIKA nos empoem muitas medidas mas esta faz-me ficar apreensivo.
    Se os pescadores não venderem o seu pescado, por não haver quem fique com ele como irão viver?
    E depois diz-se, que isto é que vai uma crise.
    Pensem lá melhor nessa medida porque não irá ser boa ideia! Para já não falar nos recursos aqui o nosso amigo PEREIRA é que tem razão (sabe do ofício)…

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  3. ora nem +
    desculpem la mas ´e verdade!!!

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  4. PEREIRA

    SE A INICIATIVA FOSSE DE OUTRA PESSOA ATÉ APLAUDIA, MAS VINDA DE QUEM VEIO….É SO FANTOCHADA DESTE (senhor), QUE É UM GRANDE CONTADOR DE HISTÓRIAS AO ENTARDECER…NO ENTANTO O PESSOAL DO RENDIMENTO MINIMO E DO PÓ..JÁ PODE FAZER + UMAS CONTINHAS E SABER QUANTO VÃO GANHAR DEPOIS… AO VENDER O PEIXE QUE A CÁRITAS LHES VAI DAR………..

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