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Cooperativa de Pesca Açoriana abre peixaria em Lisboa com peixe fresco a preços acessíveis

Cooperativa de Pesca Açoriana abre peixaria em Lisboa com peixe fresco a preços acessíveis

Peixaria dos Açores faz venda de peixe ao domicílio

A Cooperativa de Pescas Açoriana, OP CRL (CPA) é uma cooperativa de responsabilidade limitada, que tem por objecto principal desenvolver a actividade própria de uma Organização de Produtores de Pesca (OP), procurando conjugar os esforços individuais com vista à realização de objectivos comuns ao nível da produção de pesca e das actividades a montante e jusante, fomentando o sentido da responsabilidade colectiva.
Foi criada pela Federação das Pescas dos Açores e é constituída pelas Associações de Pescadores das nove ilhas.
A Cooperativa desenvolve a marca “Peixaria dos Açores” para reforçar o seu foco no produto local e a sua imagem, que quer seja competitiva.
Tem sempre em foco a qualidade e bom serviço, fazendo delas a sua imagem de marca.
Desenvolve uma newsletter diária em que é enviado a todos os seus clientes (cerca de 3 mil e a crescer diariamente) com a sua tabela de preços com tamanhos e quantidades disponíveis, que também é disponibilizada na rede social Facebook.
A Cooperativa de Pescas Açoriana criou um serviço personalizado ao domicílio na zona de Ponta Delgada oferecendo promoções especiais a quem se desloca às suas instalações, na Rua dos Valados, Via R, 28.
Tem semanalmente um produto em destaque na sua gama de congelados.
Entretanto, a Cooperativa de Pescas Açoriana, OP CRL abriu recentemente uma peixaria em Lisboa onde vende peixe fresco a preços acessíveis, na zona de Loures, onde também se poderá encontrar alguns dos produtos característicos da Região, como doçaria, licores, vinhos, entre outros produtos tão característicos desta Região Açores.
Os seus responsáveis contam abrir brevemente nas suas instalações situadas nos Valados uma pequena loja de artigos que não são facilmente encontrados nos Açores. No essencial serão artigos que tenham sempre uma forte ligação ao peixe ou à sua confecção.
A Cooperativa de Pescas Açoriana faz ainda serviço de embalamento a empresas estrangeiras e nacionais que compram directamente à Lota.
A “Peixaria dos Açores” apresenta-se com um cenário inovador, com larga margem de evolução, quer localmente, como comprova o crescimento diária da sua lista de clientes indiferenciados e de restauração, quer externamente, com o crescimento das vendas em Lisboa e a prospecção de clientes no estrangeiro.

“Pretendemos ser diferenciadores e não sermos apenas mais um vendedor no mercado”

Na Cooperativa de Pesca Açoriana, Octávio Amaral, de 38 anos de idade, é o gerente da empresa, que sendo relativamente jovem, denota uma elevada capacidade de trabalho. “Abrimos as portas a 2 de Julho de 2018 e contamos com 11 colaboradores, dois dos quais trabalham connosco em Loures, concretamente uma peixeira e um vendedor, que anda na rua a trabalhar na restauração”.
Entretanto, a Peixaria dos Açores abriu as suas portas na cidade de Loures, oferecendo a qualidade e a originalidade de pescado do mar azul dos Açores, de elevado quilate. Daí que alguns restaurantes de Lisboa, do concelho de Loures e concelhos vizinhos, de nome feito, não dispensem a riqueza deste pescado.
“A Peixaria dos Açores é a nossa marca comercial que pretende ser diferenciadora e não ser apenas mais uma no mercado”.
Octávio Amaral confere que esta tem sido uma “caminhada com as dores normais de um recém-nascido, com as dificuldades antecipadas e esperadas, e com um Inverno complicado, sendo nos meses de Janeiro e Fevereiro há sempre pouco peixe”.
Como mais vale prevenir do que remediar, para fazer face a eventuais contratempos e tempos de fauna de menor pescaria, a CPA procura agora “uma empresa de congelados que não esteja ainda presente nos Açores, para trazer do mar os melhores mariscos que ainda não temos”, valida.
Octávio Amaral é licenciado em relações públicas pela Universidade dos Açores e começou a trabalhar na Lotaçor, SA quando ainda estava a estudar, surgindo ainda a oportunidade de laborar também na extinta “Espada Pescas”, onde esteve cerca de 7 anos. Entretanto, regressou para a Lotaçor SA, onde ajudou a desenvolver o projecto do leilão online e da marcação do pescado, estando agora neste interessantíssimo projecto da Cooperativa de Pesca Açoriana.
Virando as agulhas para maiores responsabilidades e boas práticas ambientais, a Cooperativa de Pescas Açoriana vai acabar com os plásticos dentro da empresa. A solução vai passar por sacos de papel parafinado, resistentes à água, mas não só, porque os seus funcionários só utilizam chávenas de vidro porque acabaram-se os copos e as garrafas de plástico, e a torneira também tem um filtro. Para armazenar o pescado, aí não há outra hipótese, só são utilizadas as caixas de esferovite.

Sílvio Teixeira: “O peixe nos Açores está caro porque é cada vez mais procurado”

Sílvio Teixeira, 32 anos de idade, é o responsável comercial da Cooperativa de Pesca Açoriana.
Desde que trabalha, sempre esteve ligado à área comercial. A lidar com peixe está quase há 9 anos. “Isto representa muita coisa, por exemplo, nos Açores e no mercado, o peixe movimenta cerca de 15 milhões de Euros por ano”. Esta é uma realidade que algumas pessoas desconhecem, sustentando ainda que “o mercado não é estático e o mercado internacional também influencia o valor final do pescado nos Açores”. Nem de propósito, Sílvio Teixeira faz as compras nas lotas, não só em São Miguel, como nas outras ilhas também.
Este responsável comercial considera que o peixe nos Açores está mais caro do que nos últimos anos e explica a razão. “Isto é uma realidade porque o nosso peixe é muito procurado. Se queremos que os Açores sejam uma imagem de marca no mundo, isto tem um preço e o preço está a reflectir-se no nosso pescado, também porque as pessoas procuram cada vez mais o nosso peixe”.
E é diferente porquê? “É diferente por causa da arte de pesca. Não usamos arrastões que estragam a fauna marítima porque colhem milhares de peixes de muitas espécies. Aqui na Região, a maior parte das pescas é feito em salto e vara ou linhas de mão, que fazem toda a diferença na qualidade, isto para não dizer que cerca de 90% das embarcações são barcos de boca aberta”.
Em jeito de curiosidade, Sívio Teixeira diz que “depois de apanhado, o pescado é embalado e chega um dia depois a Lisboa, e ainda assim consegue ser mais fresco do que o peixe que eles têm lá no mercado do dia, porque eles apanham o peixe de maneira completamente diferente da nossa, ou seja, de arrastão”.
“Vamos a todos os sítios que nos pedem. Para além disto enviamos uma Newsletter a todos os nossos clientes com a tabela de preços, com tamanhos e quantidades disponíveis para os clientes comprarem.
Em Ponta Delgada, somos responsáveis pela maior parte da distribuição de pescado na restauração. Chegamos a muitas unidades hoteleiras e a muitos restaurantes. A Cooperativa de Pescas Açoriana já trabalha com um número muito significativo da nossa restauração, cerca de 40%, mas vamos também à Ribeira Grande, e onde houver interesse, lá estaremos”.

Fonte: Correio dos Açores

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