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Governo dos Açores surpreendido com encerramento do Instituto do Mar
No dia seguinte, cerca de meia centena de técnicos e investigadores do IMAR manifestaram-se contra o encerramento do instituto.
O governante adiantou que, após a notícia, tornou a falar com o reitor, que lhe garantiu que o que tinha dito se mantinha e que “o fecho do IMAR não depende só do seu presidente, depende das universidades que são associadas dessa instituição”.
Salientando que o Governo Regional “não se intromete na vida nem da universidade, nem do IMAR”, o secretário regional destacou, contudo, que o executivo açoriano tem “uma parceria de há muitos anos” com o instituto.
“A preocupação que temos é, sendo o mar um desígnio estratégico para os Açores, queremos garantir que a investigação que é feita e a relevância que ela tem até no apoio à decisão para o Governo Regional se mantenha para o futuro”, adiantou Gui Menezes, que integrou os corpos sociais do IMAR e é investigador auxiliar no Departamento de Oceanografia e Pescas.
Gui Menezes adiantou que o IMAR “tem algumas responsabilidades para com o Governo Regional na prossecução de uma série de protocolos”, nomeadamente de apoio à decisão na área das pescas, pelo que tem de ser garantido que “esses protocolos são executados por esta ou por outra instituição que venha a surgir em substituição”.
“Aí também, de alguma forma, a minha estranheza de não ter sido pelo menos avisado antecipadamente dessa vontade do presidente do IMAR”, declarou, destacando que o grupo de investigação ligado ao instituto e ao Departamento de Oceanografia e Pescas “é muito relevante até para o país, tem investigação de nível internacional”, pelo que “é com alguma mágoa” que vê a situação que “transparece algum mal-estar interno”.
Gui Menezes explicou que o reitor da Universidade dos Açores lhe transmitiu que a estratégia é a criação de um centro de investigação que seja reconhecido pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).
“Da parte do Governo, temos programas com os quais temos responsabilidades de resposta, mesmo perante a Comissão Europeia, e estamos a preparar alternativas se as coisas não correrem bem, não creio que vão correr mal”, acrescentou, defendendo a necessidade de ser encontrada “uma solução de consenso para que a qualidade de investigação se mantenha” e para que “os trabalhadores possam ter garantido o seu futuro”.
Fonte: Açores 9







