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Impacto da Volvo Ocean Race em Lisboa “será catorze vezes superior ao da Champions League”

Impacto da Volvo Ocean Race em Lisboa “será catorze vezes superior ao da Champions League”

Em Maio do ano passado, a final da Champions League trouxe a Lisboa milhares de visitantes internacionais. Em 2015, a capital portuguesa volta a receber um evento internacional de grande escala , a Volvo Ocean Race que, na opinião de José Pedro Amaral, director da Urban Wind (empresa organizadora do evento em Portugal), deverá ter um impacto económico na cidade de mais de 30 milhões de euros. Quando interrogado se este será um evento semelhante ao da final da Champions League, que aconteceu em Maio do ano passado em Lisboa, o responsável afirmou que sim, mas “multiplicado por 14”. “São 14 dias em que as marcas vão activar, vão trazer os seus convidados, têm os seus programa corporate, vai ser a apresentação mundial do XC90, o carro novo da Volvo. Temos tudo para construir um caso de sucesso”, afirmou.

Os objectivos são ambiciosos. Em 2012, a Volvo Ocean Race trouxe a Lisboa cerca de 200 mil visitantes, no entanto, segundo José Pedro Amaral, a edição de 2015 deverá atingir o meio milhão de amantes e curiosos pela vela. “Quando me ouvem dizer isto eu denoto sempre um franzir no sobrolho e alguma pena pela minha loucura, mas a verdade é que este é um evento único, é uma mistura de fórmula 1 pela rapidez com um Paris Dakar pela agressividade com uma maratona olímpica pela glória que é chegar ao fim”, lembra o responsável, dando conta que, de acordo com os estudos,” o impacto económico nos stopovers que já têm decorrido este ano tem sempre sido mais alto do que em 2012″.

O investimento será de quatro milhões de euros – três milhões de euros da organização e um milhão de euros da autarquia. “Dos três milhões da responsabilidade da Urban Wind, dois milhões vêm de um caderno de encargos muito exigente e um milhão é um investimento que decidimos fazer e que tem a ver com o retorno que os nossos patrocinadores e stakeholders terão. Nós quisemos construir dentro da Race Village uma zona corporate, com capacidade para 50 empresas”, explicou o responsável, dando conta que “a zona já não tem espaços livres”.

Para o director da Urban Wind para além de turistas e negócio, o evento traz reconhecimento à cidade de Lisboa. “Eu atrevo-me a dizer que Lisboa se vai confundir com a Volvo Ocean Race e que a Volvo Ocean Race se vai confundir com Lisboa. Eu acredito que vai ser possível construir, e já se está a trabalhar nisso, uma relação permanente entre a prova e a cidade de Lisboa. Eu acho que Lisboa rapidamente vai ser a cidade da Volvo Ocean Race“.

“Eu arriscava a dizer que se tentar ficar em Lisboa nesses dias já não vai encontrar lugar em muitos hotéis na cidade”

Sem desvendar nomes, mas avançando que é uma cadeia nacional, José Pedro Amaral afirmou que “teremos um acordo com uma grande cadeia de hotéis que ainda está em negociação”. Para o responsável, o evento, que “não se fecha nas fronteiras do concelho de Lisboa” e que deve ter impacto também em Oeiras e Cascais, deverá encher a hotelaria, principalmente de 3,4 e 5 estrelas. “Eu arriscava a dizer que se tentar ficar em Lisboa nesses dias já não vai encontrar lugar em muitos hotéis na cidade”, afirma.

Fonte: Raquel Pedrosa Loureiro / Ambitur

 

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