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Afirmar Lisboa como Capital da Economia do mar

Afirmar Lisboa como Capital da Economia do mar

Com o documento agora publicado, a Câmara de Lisboa pretende dar um novo passo para reforçar o compromisso de Capital com o mar e promover o seu crescimento e desenvolvimento sustentável

A Câmara Municipal de Lisboa apresentou no passado dia 16 de Dezembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, o Blueprint, a estratégia de «Lisboa: Economia do Mar». Com este documento, pretende-se «não só fomentar a discussão com os diversos agentes económicos da cidade, da região e do país sobre a estratégia para o mar, mas sobretudo contribuir para implementar e desenvolver projectos que afirmem um rumo certo para um crescimento económico sustentável».

Na verdade, a dimensão marítima de Lisboa é histórica e secular, sendo constituída por valores patrimoniais (naturais, históricos, materiais e imateriais) que contribuem para que a cidade seja um «elemento imprescindível na definição de uma estratégia nacional para o mar».

Efectivamente, a localização geoestratégica de Lisboa entre o Atlântico e o Mediterrâneo, confere-lhe um carácter único enquanto cidade europeia, sobretudo graças à relação que tem com o mar e com o rio, o que, consequentemente, a leva a formar com eles uma identidade própria e indissociável. Trata-se de uma cidade costeira, uma capital Euro-Atlântica e uma porta de entrada para o Mediterrâneo dispondo de ligações privilegiadas com África e as Américas.

Lisboa dispõe de uma frente ribeirinha com 19 Km de extensão, estando afecto à Câmara Municipal de Lisboa (CML) cerca de 57% deste território, onde se desenvolvem diariamente várias actividades relacionadas com a economia do mar. Segundo dados de 2012, a percentagem de empresas da economia do mar na região de Lisboa representa 5% do número total de empresas na região, o que corresponde a 29,8% do sector do mar a nível nacional. Adicionalmente, o sector do mar contribuiu com 4,6% para o Valor Acrescentado Bruto (VAB) da região de Lisboa, correspondendo este a 42% do VAB nacional do sector. Já o pessoal ao serviço representava 4,5% do total da região, tendo um peso de 32,8% no sector a nível nacional.

Neste sentido, é de referir igualmente que «o Município de Lisboa, tem vindo a concretizar uma estratégia para colocar a cidade e a região na rota da economia do mar e do desenvolvimento integrado, sustentável, que promova a coesão territorial e social». Daí que o mapeamento da economia do mar em Lisboa já identificou cerca de 400 atores estratégicos a exercer actividade em Lisboa no âmbito da economia do mar, pertencendo às áreas da investigação e desenvolvimento, tecnologias, biodiversidade e biotecnologias marinhas; da Governação, ONG, sindicatos e associações; do ensino e formação especializada; das actividades portuárias, transportes e logística, serviços de apoio marítimos; e da náutica de recreio, actividades de cultura e património.

Com efeito, encontrando-se dividido em sete partes (Lisboa, Capital Atlântica; Tendências e Oportunidades da Economia do Mar; O Cluster do Mar em Portugal; O Cluster do Mar em Lisboa; Quanto vale a Economia do Mar?; Mapeamento da Economia do Mar em Lisboa; e Mar de Ideias – Um convite à Acção), o documento «Lisboa: Economia do Mar» pretende afirmar Lisboa como: cidade marítima, sua identidade como pólo de afirmação da “Economia do Mar”; cidade das empresas marítimas; cidade de investigação, tecnologia e inovação marítimas; cidade multicultural das actividades náuticas, culturais e recreativas marítimas; cidade de porto e estaleiros; e cidade com marinas e cruzeiros.

Fonte: Jornal da Economia do Mar

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