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Dióxido de enxofre mata 24 mil prematuramente na Ásia Oriental

Dióxido de enxofre mata 24 mil prematuramente na Ásia Oriental

dióxido de enxofre, responsável pelas chuvas ácidas, e outro tipo de poluição originada pelos navios, provocam cerca de 24 mil mortes prematuras por ano na Ásia Oriental, essencialmente devido a problemas cardíacos e pulmonares, incluindo cancro, revelou um estudo científico coordenado pela China e recentemente publicado no jornal Nature Climate Change.

Com base em dados de quase 19 mil navios recolhidos via satélite, o estudo concluiu também que cerca de 75 por cento das mortes ocorrem principalmente na China, Japão, Taiwan, Hong Kong, Macau e Coreia do Sul. E revelou também que as mortes anuais causadas pela poluição atmosférica naquela região podem ascender a um milhão.

O estudo também revelou que as emissões de dióxido de carbono, a principal causa humana dos gases com efeito de estufa, geradas nos navios da Ásia Oriental, duplicou para 16 por cento do total global produzido pelo sector em 2013 em menos de uma década.

Os dados assumem particular relevância na medida em que é na Ásia Oriental que se situam oito dos 10 maiores portos de contentores do mundo e naquela zona do globo o tráfego marítimo mais do que duplicou desde 2005, com reflexo na disseminação da poluição pelos territórios continentais e insulares da região.

Face ao aumento do tráfego marítimo, frequentemente negligenciado relativamente aos grandes produtores de smog, como os automóveis e as fábricas, a China, que acolhe o porto de contentores mais movimentado do globo (Xangai), vai passar a exigir combustíveis mais limpos para os navios nas regiões costeiras a partir de 2019.

Uma réplica do que já sucede em zonas da América do Norte e da Europa, onde são obrigatórios combustíveis menos poluentes, com percentagem de enxofre inferior a 0,1%. E na linha do que a Organização Marítima Internacional (OMI, ou IMO, da sigla em inglês) pretende fazer: reduzir os limites de enxofre nos combustíveis marítimos de 3,5% para 0,5% até 2020. Uma data que pode ser adiada para 2025 se as refinarias não forem capazes de se adaptar até lá.

Fonte: Jornal da Economia do Mar

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