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Empresário quer ter projecto de aquacultura nos Açores pronto até ao final deste ano
“Se ficasse tudo pronto antes de acabar o ano era o ideal”, afirma o empresário Aurélio Moniz, representante da empresa António Mineiro & Andrade Lda., que vai avançar com um investimento de aquacultura nos Açores. Actualmente estão a “estudar os locais” para identificação das melhores zonas para instalação das estruturas de mar: “O que demora mais é ver em volta da ilha qual é a melhor zona, o sítio mais indicado para pôr as gaiolas”.
O empresário considera positivos os exemplos que viu na Região Autónoma da Madeira, onde “estão muito avançados em aquacultura” e foi “muito proveitoso ver como realmente funciona a aquacultura” mas admite que “é preciso fazer algumas alterações devido ao nosso clima”. As estruturas de terra não são complicadas, “não muda praticamente nada”, mas os equipamentos que vão ficar dentro de água não podem ser os mesmos que se usam na Madeira, devido “às correntes marítimas, aos ventos e à ondulação que é mais alta”, explica. Adianta que há outras soluções, “mais caras”, mas que resultam em zonas com o mesmo tipo de clima.
“Não é possível levar um projecto destes para a frente sem apoios do Governo e sem fundos comunitários”
“Vamos ver qual é a melhor solução”, afirma confiante de que a empresa António Mineiro & Andrade Lda vai mesmo avançar. No entanto, reconhece que “é um investimento muito grande para fazer”. Como “são precisos uns milhões” admite que, “em princípio”, podem avançar com parcerias, “de preferência açorianas ou madeirenses”.
Certo é que “não é possível levar um projecto destes para a frente sem apoios do Governo e sem fundos comunitários – Isso então torna-se inviável”, afirma Aurélio Moniz. Lembra que este tipo de investimento, “para começar a dar retorno à empresa leva dois, três, quatro anos” ou seja, não é imediatamente rentável e torna-se complicado para uma empresa “suportar um custo desses principalmente nos dias que correm”.
Também imprescindível é a parceira que terá de ser estabelecida com a “Universidade dos Açores e com o DOP [Departamento de Oceanografia e Pescas] para a parte científica, que é uma das mais importantes da aquacultura”. Numa primeira fase admite que as espécies mais “rentáveis” e que tenham possibilidades de “um bom crescimento” devem ser as apostas. Irão começar pelo “lírio e encharéu” e, “a pouco e pouco”, podem introduzir outras.
“O futuro é a aquacultura, porque cada vez há menos peixe no mar”
Aurélio Moniz não tem dúvidas de que “o futuro é aquacultura, porque cada vez há menos peixe no mar, derivado a muitos factores”. É também uma necessidade: “Temos que avançar com isto”, afirma. Explica que actualmente, “até para garantir os postos de trabalho” é necessário avançar com este investimento.
Fonte: Correio dos Açores








6 Comments on this Post
Zé Toino
Aos muito que criticam os empresários de investir e para isso precisam de ajuda….vejam onde trabalham e se a empresa também não precisou de fundos…Se não houve apoios, muitas ideias ficam por terra e logo menos empregos…gente fraca de espirito que espera trabalho à custa dos outros e depois vem criticar quem decide inovar e investir
Anonymous
tudo é uma questão de dinheiro. A aquacultura é possível, claro que é , mas é financeiramente sustentável?…Montar uma aquacultura é um processo complexo que exige muita competência na sua elaboração, porque são tantas as variáveis a controlar, que só alguém com muita experiencia e dinheiro para investir se vai meter numa coisa dessas. Além do mais estamos nos açores , aumentado logo os custo diretos…
Paula
Com tanta gente a passar fome e ainda pedem milhoes. Demais eu tinha mas era vergonha de prestar um papel desse porraaaaaa
Daniel
Quero ver e investir do seu bolso isso sim so querem as coisas de borla
Paulo
Isso e verdade amigo
antonio
E so para engaranhar dinheiro abram os olhos dddddd