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Navio ecológico ‘E-ship 1’ carrega aerogeradores

Navio ecológico ‘E-ship 1’ carrega aerogeradores

O ‘E-Ship 1’ pertence à empresa alemã Enercon e de acordo com o responsável da multinacional em Portugal, Francisco Laranjeira, a chegada a Viana do Castelo representa um momento de consolidação das exportações da empresa a partir de Portugal.
“Nos últimos dois meses já tivemos 10 navios a carregar componentes das nossas fábricas em Viana do Castelo. É um movimento que vai continuar até Dezembro”, garantiu.

O ‘E-Ship 1’ tem a particularidade de apresentar quatro rotores com quatro metros de diâmetro montados em torres com 27 metros de altura a partir dos quais é gerada a energia que alimenta motores eléctricos que permitem uma redução de 40 por cento do consumo de combustível do navio.

Com 130 metros de comprimento, 22 de largura e 10 de calado, o navio foi concebido para evitar desperdícios energéticos e vai carregar, no porto de Viana do Castelo, três torres de aerogeradores, com mais de 80 metros de altura, com destino à Lituânia.
“Era um desejo nosso ter este navio, que é o embaixador da empresa, em Viana, onde estão a sede e as fábricas do grupo. Finalmente foi possível concretizar essa vontade agora”, disse Francisco Laranjeira.

Aquela multinacional alemã tem em funcionamento cinco unidades industriais em Viana do
Castelo, distribuídas pelo Parque Empresarial da Praia Norte e Parque Empresarial de Lanheses, que empregam cerca de mil trabalhadores entre fábricas de pás de rotor, torres de betão, mecatrónica e aerogeradores.
Segundo Francisco Laranjeira, esta primeira passagem do ‘E-Ship 1’ por Viana insere-se num plano de exportações definido pela multinacional até final do ano, ao ritmo de um navio por semana a carregar componentes no porto da cidade, testando a “competitividade e logística”, relativamente a outras unidades do grupo.

A partir das instalações na Praia Norte, junto aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, a empresa dispõe de um cais em que consegue realizar parte das operações de carga.
No entanto, dado que o canal de acesso apenas permite navios com calado até 4,8 metros, é frequente concluir as operações de carga na outra margem, no porto comercial. Para poder manter o ritmo de exportações em 2012 a administração da Enercon já solicitou à administração do Porto de Mar de Viana do Castelo a criação de um canal de navegação para navios com calado de 5,2 metros além da disponibilização de meios de elevação.

Fonte: Correio do Minho

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