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Volvo Ocean Race // Barcos passam pela perigosa área do naufrágio do Titanic

Volvo Ocean Race // Barcos passam pela perigosa área do naufrágio do Titanic

Sétima etapa da Volvo Ocean Race avança pelo Atlântico Norte rumo a Portugal. No limite das zonas de exclusão de gelo, as equipas enfrentam o frio e deparam-se com outros problemas, como pequenas colisões com objetos na água.

A flotilha da Volvo Ocean Race passa por uma das águas mais famosas do mundo. Foi no Atlântico Norte que ocorreu o naufrágio do Titanic, no ano de 1912. A história, que virou filme sucesso de bilheteria, é de um transatlântico que bate numa enorme massa de gelo. Para evitar que o problema se repetida, a organização da regata fez uma zona de exclusão para a sétima etapa, que saiu dos Estados Unidos com destino a Portugal. Nesta quinta-feira (21), as seis equipas não passaram muito distantes do local – 75 milhas (138 quilómetros) ao sul do naufrágio do Titanic.

Porém, o fato que mais prejudicou uma das equipas foi uma simples caixa de madeira. O barco Abu Dhabi Ocean Racing, líder da classificação geral, foi obrigado a perder um tempo para tirar o objeto da quilha. Um tripulante mergulhou na água fria – 10 graus – para arrumar o problema. A equipa árabe voltou para a regata e ocupa a terceira posição na etapa.

“Nós não temos de pensar em vencer a perna, mas ganhar o campeonato. A estratégia de Ian Walker foi sempre terminar as etapas entre os três primeiros”, explicou Matt Knighton, repórter do Abu Dhabi Ocean Racing.

Além dos imprevistos, do fantasma do Titanic e do frio, a sétima etapa da Volvo Ocean Race é a mesma onde ocorreu a última morte e o último naufrágio da regata. Em 2006, o holandês Hans Horrevoets morreu ao ser varrido do convés por uma onda. No mesmo período, o barco Movistar naufragou no Atlântico. O comandante do Team Brunel, Bouwe Bekking, viveu essas duas experiências. “Eu não penso mais sobre isso. Foi uma pena, pois era uma campanha muito bem preparada. Serviu de alerta”.

Em duras condições meteorológicas, o Bouwe Bekking do Movistar na época viveu um dilema: ou tentar salvar seu navio ou não colocar a tripulação em risco. Ele escolheu a segunda opção e seus companheiros foram resgatados pelo ABN AMRO TWO, onde também estava o corpo do falecido Hans Horrevoets.

Bouwe Bekking admitiu que o aniversário do ocorrido serviu como um lembrete para os perigos do Atlântico, embora tivesse certeza de que os Volvo Ocean 65 são mais bem preparados e robustos para os desafios do oceano.

A sétima etapa é liderada provisoriamente pelo MAPFRE, do brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca. Team Brunel, Abu Dhabi, Team Alvimedica, Dongfeng e Team SCA estavam atrás na primeira posição da tarde desta quinta-feira. A diferença entre eles é menor do que 15 quilómetros. Os barcos devem chegar a Lisboa no início da semana que vem.

Fonte: Volvo Ocean Race

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