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Alteração no calendário da pesca de atum rabilho

Alteração no calendário da pesca de atum rabilho

A eurodeputada açoriana Maria do Céu Patrão Neves mostra-se satisfeita com a alteração no calendário da pesca de atum rabilho.

A eurodeputada Patrão Neves congratulou-se com a abertura da Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico (ICCAT), organismo máximo de aconselhamento e gestão científica das pescarias de atuns, em “alterar o calendário da pesca do atum rabilho” tendo simultaneamente lamentado “o não aumento da quota para o atum patudo, como proposto pelo Governo Regional”.

De facto, após uma enorme pressão da Noruega, que se apresentou na reunião da ICCAT com uma posição contrária à da Comissão Europeia no que concerne à alteração do período de pesca do atum rabilho e ao alargamento desta à sua zona económica exclusiva, foi possível submeter estas propostas a votação e obter a sua aprovação por uma larga maioria.

Para Maria do Céu Patrão Neves “este é um assunto em que desde há muito me venho empenhando, na procura da melhor solução para a fileira do pescado. Em 2012 alertei para a necessidade de se efectuar um estudo para avaliar a rentabilidade da pesca do atum rabilho, de modo a que se começasse a pescar de uma forma mais selectiva, apostando na qualidade e valorização do pescado, numa lógica de menos pescado, mais valor. Também em 2012, no âmbito de um workshop nos Açores sobre o Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e da Pesca, em que convidei director da DGMare da Comissão Europeia, Ernesto Peñas Lado, pressionei-o para a necessidade desta alteração importante para a Região. Afinal, quando o atum passa por águas açorianas é proibido pescá-lo e podemos pescá-lo quando já passou, como espécie migratória que é. Já em 2013, realizei emendas ao relatório sobre este assunto, de modo a alterar a época de pesca do atum rabilho com “salto e vara” de acordo com as pretensões açorianas, para as quais recebi o apoio de todas as Regiões Ultraperiféricas”.

Para além de todas estas iniciativas, a eurodeputada açoriana efectuou uma pergunta escrita à Comissão Europeia, de modo a “sensibilizá-la e pressioná-la para atender às nossas necessidades durante a reunião da ICCAT. A Comissão, não tendo sido favorável à alteração que queríamos, também não se opôs à alteração do calendário da pesca do atum rabilho, tendo mudado a a sua posição negativa para uma neutra. A votação da pretensão Norueguesa abriu assim um precedente para que outros Estados-Membros possam agora, junto da ICCAT, fazer valer as suas pretensões. Neste sentido, enviei já uma carta ao governo da República e dos Açores para que solicitem, de imediato e formalmente, a alteração do calendário da pesca do atum rabilho nos Açores”.

A finalizar a sua intervenção, Patrão Neves lamentou ainda o não aumento da quota do atum patudo, nesta que era a grande pretensão do Governo Regional para a reunião do ICCAT que decorreu na África do Sul, entre 18 e 25 de Novembro.

Fonte: Jornal Diário

3 Comentários neste artigo

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    zé pescador

    POIS ACABA A COTA NÃO SE APANHA MAIS NEGOSSIO PARA LA E PARA CA NÃO RESOLVE NADA O PEIXE VAI PARA OUTRAS AGUAS AONDE É PESCADO E ESTE NEGOSSIO SO É BOM PARA A SNHORA DOUTORA PORQUE TEM UM BELO ORDENADO.

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    Bolarinho pescador

    Pois agente que são os pescadores vão deixar de apanhar peixe

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    zé pescador

    ELA ESTÁ SATISFEITA É COM O ORDENADO.E NOZ EMPEDIDOS DE APANHAR PEXE.

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