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Cada vez que lava a roupa está a poluir o oceano

Cada vez que lava a roupa está a poluir o oceano

O problema dos plásticos que poluem o oceano não é novo e está cientificamente estudado e documentado. A origem da maior parte dos resíduos de plástico que se pode encontrar no oceano é óbvia, mas um dos poluentes com maior grau de penetração é praticamente invisível para o olho humano – as microesferas de plástico.

A fonte destes pequenos pedaços de plástico, que vão pela canalização e são demasiado pequenos para serem destruídos nas estações de tratamento de água – são os produtos de higiene e de limpeza. Contudo, uma fonte pouco suspeita destas microesferas de plástico são as roupas feitas com fibras sintéticas.

Depois de estudar as microesferas nas linhas de costa em 18 locais diferentes do planeta, o ecologista Mark Browne descobriu que 85% dos materiais sintéticos acumulados nestes locais eram microfibras que correspondiam ao tipo de materiais encontrados na roupa sintética – o que significa que os nossos roupeiros e máquinas de lavar são dois dos principais culpados pela poluição oceânica.

O estudo de Browne – “Accumulation of Microplastic on Shorelines Worldwide: Sources and Sinks”, publicado em 2011 – tem grandes implicações tanto para a indústria do vestuário como para a conservação dos oceanos. Uma das principais conclusões do estudo é o facto de uma única peça de roupa sintética poder libertar cerca de 1.900 microfibras de plástico cada vez que é lavada. Tendo em conta os milhões de peças de roupa sintéticas que são lavados diariamente em todo o mundo é fácil imaginar o cenário.

A quantidade de pequenos pedaços de plástico que vai para ao oceano é alarmante e, como Browne sugere, “uma grande porção de microfibras de plástico encontradas nos ecossistemas marinhos derivam dos esgotos domésticos como consequência da lavagem de roupa”, cita o TreeHugger.

Parte da solução para o problema, como defende o ecologista, deve vir da indústria e das marcas de roupa, através da produção de melhores têxteis sintéticos que não contenham milhares de microesferas de plástico.

Fonte: SAPO Notícias

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