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DOP/IMAR cria novo site para registo de agregações de águas-vivas e caravelas-portuguesas nos Açores
A ideia partiu de investigadores e da direção do Departamento de Oceanografia e Pescas ao reconhecerem a necessidade de se compreender as grandes agregações de águas-vivas e caravelas-portuguesas, que afetam os recursos pesqueiros e o sector do turismo no arquipélago dos Açores.
Existem diversas teorias sobre as grandes agregações de medusas, tais como a influência dos ventos, marés, correntes oceânicas de meso- e larga-escalas, temperatura da água, nutrientes, fitoplâncton, variabilidade sazonal e inter-anual, poluição marinha, reprodução das espécies e declínio de predadores naturais como tartarugas e algumas espécies de peixes. A formação de ‘blooms’ de águas-vivas e sua distribuição à superfície e coluna de água resultam sem dúvida de um efeito combinado de mais do que um dos fatores acima enunciados. Contudo os mecanismos subjacentes a tais distribuições e seu desenvolvimento no tempo e espaço são ainda desconhecidos para muitas destas espécies. No caso particular dos Açores, não existem ainda estudos de monitorização para estas espécies e consequentemente muito pouco se sabe sobre a biologia, variabilidade genética e distribuição das mesmas no arquipélago.
Nesse sentido, e dado o recente interesse demonstrado não só pela comunidade académica mas principalmente pelo público, a Universidade dos Açores lançou este portal (www.medusa.uac.pt) que pretende registar, numa primeira fase, os avistamentos das medusas realizados por banhistas e mergulhadores dos Açores. Pretende-se com esta iniciativa incentivar os cidadãos e comunidades públicas a contribuírem também para o conhecimento científico através de conceito “cidadão cientista”, sob a supervisão dos cientistas e/ou instituições científicas regionais. Adicionalmente, os nadadores-salvadores e capitanias de São Miguel, Santa Maria, Faial, Pico e Terceira estão também a participar neste estudo, ao registar os dias com maiores agregações de medusas nas diferentes áreas balneares vigiadas do arquipélago.
A investigação está a ser coordenada pelos biólogos marinhos Carlos Moura e João Gonçalves, e pela oceanógrafa Ana Martins. O estudo que conta ainda, tal como acima referido, com a colaboração dos cidadãos e visitantes dos Açores, pretende contribuir para o conhecimento da biologia das espécies existentes na região, assinalando e tentando prever (a médio e longo prazos) os locais e alturas do ano com maiores agregações de medusas no arquipélago. Pretende-se ainda com esta iniciativa iniciar um primeiro passo no sentido de auxiliar políticas de gestão pesqueiras e medidas de proteção de costa para atividades marítimo-turísticas.
Para informações ou dúvidas, contactar [email protected]
Fonte: Notícias do DOP







