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Fronteiras dos Açores podem ter “quebras de segurança”

Fronteiras dos Açores podem ter “quebras de segurança”

Há fronteiras aeroportuárias e marítimas nos Açores que podem estar a registar quebras de segurança pontuais devido à falta de pessoal do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.


Em declarações ao nosso jornal, Acácio Pereira, Presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização, que abrange os Inspectores de Fronteiras, afirmou que os Açores são das zonas do país onde se regista maior carência de inspectores.

“Não pretendo individualizar casos, mas garanto que, devido à forte dispersão das ilhas, com vários postos fronteiriços, não é possível cobrir tudo com turnos de 24 e 16 horas consecutivas, por falta de inspectores nas ilhas”, disse ao “Diário dos Açores”.

Os postos de fronteira marítima mais relevantes nos Açores são o porto de Ponta Delgada, o de Angra, Praia da Vitória e o da Horta, enquanto que a nível aeroportuário existem os aeroportos de Ponta Delgada, Lajes e Santa Maria, com os respectivos postos fronteiriços.

O problema verifica-se por todo o país, porque esta polícia de fronteira deveria ter mil inspectores, mas tem apenas 710.

A partir de hoje começam a estagiar 45 novos elementos, o que é muito pouco, segundo o dirigente sindical.

Acácio Pereira confirma ao nosso jornal que, “pontualmente há fronteiras aeroportuárias e marítimas de menor dimensão que encerram por não haver pessoal suficiente para manter os postos de controlo do SEF a tempo inteiro”.

Neste contexto de crise de segurança, devido às ameaças terroristas e da crise migratória, Acácio Pereira admite que é grave a situação.

O Sindicato deverá reunir com a Ministra da Administração Interna, Constança de Sousa, onde estes assuntos serão abordados e onde os dirigentes sindicais vão informar a governante dos casos concretos de quebra de segurança devido à falta de pessoal.

Sobre a vinda para os Açores de novos elementos do SEF, Acácio Pereira disse ao nosso jornal que “tem esperança” de que alguns poderão ser colocados nas ilhas, mas não possui informação concreta.

“Só posso dizer que nos Açores há uma carência elevada de inspectores”, acrescenta.

Acácio Pereira adianta que há departamentos do SEF que encerram à noite por falta de gente, muitos funcionários desdobram-se em turnos, aumenta o trabalho para muitos inspectores devido às acções de prevenção aquando dos atentados terroristas, atrasando controlos e até cancelando alguns.

Foto: António Silveira

Fonte: Diário dos Açores

 

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