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Governo dos Açores realiza workshop sobre novas tecnologias marítimas, na Horta

Governo dos Açores realiza workshop sobre novas tecnologias marítimas, na Horta

O Governo dos Açores, através do Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia (FRCT), organiza terça-feira, 22 de outubro, na Horta, o workshop ‘Novel technologies to aid MSFD monitoring and interregional integration’, destinado à apresentação de novas tecnologias envolvidas na monitorização da Diretiva Quadro Estratégia Marinha (DQEM) e à sua integração em missões de natureza regional e internacional.

Segundo o Diretor Regional da Ciência e Tecnologia, esta iniciativa “foca a importância de tecnologias inovadoras na monitorização oceânica, assim como o papel de outros intervenientes nesta área científica, tais como entidades representativas da indústria e da investigação”.

Bruno Pacheco defendeu, por isso, que este evento “será uma ótima oportunidade para fomentar o debate à volta da relevância das novas tecnologias para um conhecimento mais aprofundado de áreas marítimas extensas, como, por exemplo, a correspondente ao Atlântico norte”.

Neste sentido, referiu que o workshop inclui uma exposição de veículos de superfície autónomos (‘gliders’), que correspondem a instrumentos equipados com uma série de sensores meteorológicos e oceanográficos, para fins de monitorização oceanográfica.

No final do encontro, que decorre na Fábrica da Baleia, em Porto Pim, está prevista uma missão transnacional, no Terminal Marítimo do Porto da Horta, com o lançamento de dois ‘gliders’, pertencentes à PLOCAN (Plataforma Oceánica de Canarias) e ao Instituto Marítimo da Irlanda (Foras na Mara), sendo que a posição dos veículos, rotas percorridas e dados científicos recolhidos poderão ser acedidos em tempo quase real.

Na quarta-feira, 23 de outubro, realiza-se, às 19h30, no Café Oceanic, na Horta, o simpósio ‘A Observação do Mar pela Voz dos Cientistas’, aberto a todos os interessados.

Estas iniciativas integram o projeto iFADO (Innovation in the Framework of the Atlantic Deep Ocean), financiado pelo programa INTERREG Espaço Atlântico, que vai decorrer até novembro de 2021 e que combina a vigilância marítima tradicional com tecnologias de ponta, nomeadamente deteção remota, modelagem numérica e plataformas emergentes de observação autónoma, como, por exemplo, veículos autónomos e boias oceânicas, para se demonstrar a aplicação de produtos inovadores com impacto na implementação da DQEM.

Financiado pelo programa europeu INTERREG Espaço Atlântico, o projeto iFADO, que integra 12 parceiros de cinco países, foi criado com o objetivo de reforçar a transferência de resultados de inovação, tendo em vista a facilitação do surgimento de novos produtos, serviços e processos.

O projeto tem uma duração prevista de quatro anos e um orçamento total de 3,6 milhões de euros, sendo o consórcio liderado pelo Instituto Superior Técnico, integrando, nos Açores, o Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia como parceiro, a Direção Regional dos Assuntos do Mar como parceiro associado (entidade regional com competências na implementação da DQEM) e a Fundação Gaspar Frutuoso no apoio científico.

O iFADO conta ainda com outros parceiros nacionais, como a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, a Universidade da Madeira e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, bem como com o Instituto Español de Oceanografía e a Plataforma Oceánica de Canarias, NOVELTIS e Pole Mer Bretagne Atlantique, de França, o Plymouth Marine Laboratory e o Natural Environment Research Council, do Reino Unido, e Foras na Mara, da Irlanda.

Fonte: GaCS

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