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Governo dos Açores subscreve declaração conjunta para preservação dos oceanos

Governo dos Açores subscreve declaração conjunta para preservação dos oceanos

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia destacou hoje, em Lisboa, “o contributo” dos Açores, “à sua dimensão, para o futuro sustentável dos oceanos”, assegurando que a sustentabilidade da extração dos recursos, a mitigação do lixo marinho, o combate à pesca ilegal e o aumento do conhecimento sobre os oceanos são “uma prioridade” do Executivo açoriano.

Nesse sentido, Gui Menezes afirmou que o Governo dos Açores subscreve “os princípios e objetivos” da declaração conjunta assinada hoje entre Portugal e outros países lusófonos, do Mediterrâneo e do Atlântico Norte para a preservação dos oceanos, sublinhando que “a Região contribuirá, ao seu nível, para a sua concretização”.

O Secretário Regional falava na reunião ministerial, no âmbito do Encontro de Oceanos 2017, em que participam delegações de mais de meia centena de países e de oito organizações internacionais para debater as políticas internacionais comuns para o Oceano.

A declaração conjunta assinada durante este evento consiste num “compromisso global” para programas de investigação aplicada, de mitigação do lixo marinho e de sustentabilidade da pesca, entre outros.

“Por sermos ilhas, temos consciência da nossa vulnerabilidade ambiental e da reduzida abundância dos nossos recursos”, disse o Secretário Regional, defendendo que “temos a responsabilidade, enquanto governantes, de criarmos políticas compatíveis com os princípios plasmados nesta declaração”.

“Combatemos a sobrepesca, a poluição marinha, as alterações climáticas e a destruição dos habitats”, disse, referindo-se a várias medidas levadas a cabo pelo Governo dos Açores, nomeadamente a criação de zonas marinhas protegidas e o desenvolvimento de políticas regionais que visam, por exemplo, reduzir a produção de lixo marinho no mar, através de iniciativas e projetos incluídos no Plano Ação para o Lixo Marinho (PALMA).

Destaque ainda, neste âmbito, para o projeto europeu INDICIT, do qual a Região é parceira, e que visa a definição e implementação de indicadores relacionados com o impacto do lixo marinho em tartarugas marinhas e outros seres vivos.

Segundo Gui Menezes, o Programa Operacional Açores 2020 contempla o financiamento de projetos aplicados à sustentabilidade ambiental no espaço marinho, sendo que a administração regional e as equipas científicas regionais estão envolvidas em grandes projetos transatlânticos, como o ATLAS e o ATLANTOS, dedicados ao mapeamento dos fundos oceânicos e dos seus recursos e à observação do Atlântico.

Na sua intervenção, o Secretário Regional do Mar frisou, ainda, que a subárea do arquipélago da Zona Económica Exclusiva nacional possui cerca de 1 milhão de Km2, sendo “uma das mais vastas áreas da Europa”.

“Os Açores são um dos locais mais singulares do planeta pela sua localização no encontro de três placas tectónicas, no meio do Atlântico, e pela densidade de ecossistemas marinhos que possui”, assegurou, exemplificando com as fontes hidrotermais, os montes submarinos, a planície abissal, as zonas costeiras, os recifes de jardins de corais de águas profundas e o mar aberto.

“Com toda esta diversidade e com uma profundidade média de 3 mil metros, os Açores encerram ainda um grande potencial de descoberta que pode ser aproveitado em benefício da humanidade”, defendeu Gui Menezes.

Fonte: GaCS

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