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Pesca no Algarve com maior quebra do País
Quatro dos cinco portos da região a perderem quota de produção. Só VRSA teve um desempenho positivo.
O total de pescado descarregado em Portugal no ano passado desceu três por cento face ao registado no anterior e o Algarve teve o pior desempenho com quatro dos cinco portos da região a perderem quota de produção – 50 por cento só em Tavira.
Apenas o porto de Vila Real de Santo António teve um desempenho positivo, com um aumento de 11,3 por cento no total de descargas de peixe, moluscos e crustáceos.
O total apurado nas várias lotas nacionais geridas pela Docapesca foi de cerca de 167 mil toneladas, mais de cinco toneladas abaixo do registo de 2010.
Esta é uma das razões apontadas para o aumento do preço do pescado. E com menos produto a chegar às lotas, o Algarve foi também a região onde os preços mais subiram.
O preço do pescado comercializado em Portugal no ano passado cresceu quase quatro vezes mais do que o custo da alimentação no seu conjunto.
Os preços médios da alimentação tiveram, em 2011, um incremento médio de 2,1 por cento, enquanto os dos peixes, dos crustáceos e moluscos aumentaram 7,8 por cento, segundo o INE – Instituto Nacional de Estatística. O peixe seco ou curado em sal aumentou ainda mais – quase 11,5 por cento.
No território continental, o porto de Matosinhos, apesar do recuo face a 2010, continuou no ano passado a ser o mais eficiente, com descargas totais de 32,3 mil toneladas. Pelo contrário, o segundo porto mais produtivo, Sesimbra, viu as capturas aumentarem 35 por cento, para 22,3 mil toneladas.
Este porto, na terceira posição por descargas em 2010, ultrapassou claramente o da Figueira da Foz, onde se registou um decréscimo de 7,2 por cento, para 16,7 mil toneladas.
As regiões autónomas foram as mais afectadas, com os Açores à cabeça. A frota açoriana descarregou 15,5 por cento face a 2010. Na Madeira, o decréscimo de peixe descarregado foi ligeiramente superior a quatro por cento.
Mesmo com um recuo de 10 por cento nas descargas, a sardinha continuou a ser a espécie mais pescada em Portugal – 57,2 mil toneladas. Mas a cavala encurtou a distância, com 30,6 mil toneladas capturadas. Em 2009, as descargas de cavala representavam cerca de 25 por cento das de sardinha, agora subiu para mais de 50 por cento.
Fonte: Observatório do Algarve







