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Primeira venda em lota de algas que não se destinem ao consumo humano deixa de ser obrigatória nos Açores

Primeira venda em lota de algas que não se destinem ao consumo humano deixa de ser obrigatória nos Açores

A Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, após audição dos parceiros do setor e da Universidade dos Açores, procedeu a uma alteração ao regulamento da apanha de espécies marinhas no Mar dos Açores, hoje publicada em Jornal Oficial.

Com esta alteração deixa de ser obrigatório efetuar a primeira venda em lota de algas que não se destinem ao consumo humano, sendo que, até agora, todas as algas apanhadas no arquipélago tinham de passar pela lota, à exceção da recolha de arrojos do mar, ou seja, do sargaço.

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia salientou a “importância” desta alteração, na medida em que passa a ser permitida a pesagem de algas em seco, o que representa uma “enorme mais valia” para os apanhadores.

Segundo Fausto Brito e Abreu, a pesagem de algas molhadas na lota “revelava-se muito difícil”, acrescentando que esta medida “vem dar resposta a uma solicitação dos apanhadores de algas da Graciosa, ilha onde esta atividade está em franco desenvolvimento”.

“Os compradores deste tipo de algas preferem adquirir as algas em seco”, frisou o Secretário Regional, sustentando que a obrigatoriedade da primeira venda em lota “prejudicava os apanhadores porque obtinham um rendimento inferior ao real valor das algas depois de secas”.

Para o titular da pasta do Mar, a apanha de algas na Graciosa, promovida pela associação de pescadores desta ilha, assume-se “como uma forma alternativa de rendimento para os profissionais” do setor,  recordando que o apoio à diversificação de atividades e à promoção de novas formas de rendimento consta do Eixo IV do documento estratégico ‘Melhor Pesca, Mais Rendimento’.

A pesagem das algas em seco deve ser acompanhada por um funcionário da Lotaçor, de forma a que se mantenha o controlo das quantidades, para assegurar a sustentabilidade ambiental desta atividade, sendo que as algas destinadas a consumo humano como, por exemplo, a erva patinha, vão continuar a ser vendidas em lota, em regime de primeira venda.

Fonte: GaCS

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