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Serrão Santos defende que fiscalização da certificação de origem do pescado compete à União Europeia
Durante a sessão plenária do Parlamento Europeu, o eurodeputado Ricardo Serrão Santos defendeu, na sua intervenção, que “cabe à União Europeia fiscalizar os mecanismos usados para certificar e identificar o processamento dos produtos e proteger a qualidade e a origem”. A declaração do eurodeputado foi feita a propósito de uma resolução que defende um aumento de fiscalização da origem do pescado vendido nos restaurantes e a retalho.
Serrão Santos considera que dada a variedade de sistemas de certificação e à concorrência entre os mesmos, é necessário um sistema Europeu que regule essa certificação, e que se protejam os consumidores.
O eurodeputado na sua intervenção explicou que vem dos Açores “uma região ultraperiférica da Europa onde o mar tem elevada biodiversidade, baixa biomassa e onde é capturado por uma frota artesanal o que alguns dos grandes Chefes de cozinham classificam como o melhor pescado do mundo” justificando que se sente “particularmente sensível para este problema”. Serrão Santos considera que é necessário valorizar as caraterísticas positivas origem dos produtos e a certificação do pescado é uma delas.
“A União Europeia é o grande importador mundial de pescado e possui frotas que operam globalmente. Só por si, isto exige rastreabilidade sobre caraterísticas, origem e tipo de processamento de que são alvo os recursos aquícolas”, reforçou o eurodeputado, e no fim frisou que “não foi qualquer administração ou autoridade a alertar-nos para este assunto, mas sim uma organização não-governamental para o ambiente. Isto reforça a necessidade de estimular a cidadania”.
Fonte: Tribuna das Ilhas







