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Açores // Goraz desce de 17 para 10 euros por quilo no espaço de três dias depois do defeso no período de desova

Açores // Goraz desce de 17 para 10 euros por quilo no espaço de três dias depois do defeso no período de desova

O preço do peixão quebrou para 50% do seu valor no espaço de três dias, depois do período de defeso que terminou no final de Fevereiro. No dia 1 de Março, o preço médio do peixão foi de 11.13 euros e foram descarregados nas lotas micaelenses, concentradas em Ponta Delgada, 488 quilos. No dia 2 de Março, o preço médio do peixão baixou para 7.06 euros e foram pescadas 2.887 quilos. E, no dia 3 de Março, ontem, o preço do peixão na lota desceu para 5.45 euros, uma quebra de mais de 50% em relação ao primeiro dia de pesca, após o período de defeso da espécie. Esta diferença de preços também se verificou, embora em menor escala, no goraz. No dia 1 de Março o goraz foi adquirido na lota a 17.86 euros e foram descarregados 365 quilos nas lotas de São Miguel. No dia 2 de Março, o preço médio do goraz desceu para 14,04 euros o quilo e foram descarregados 1.530 quilos nas lotas de São Miguel. Já no terceiro dia, ontem, o preço do goraz passou para 10.68 euros e foram vendidos em lota 2.213 quilos.

À partida, o período de defeso do goraz coincidiu com o período de desossa, o que possibilita a salvaguarda da espécie. E, só por isso, a decisão do defeso foi importante.

Mas, esperava-se também que, após praticamente um mês sem goraz na lota, depois do defeso, os preços aumentassem e se mantivessem altos o que, pelo que se vê por estes preços, não veio a acontecer. Assim, os rendimentos dos pescadores, após os primeiros dois dias, voltaram a descer acentuadamente em lota.

Fonte: Correio dos Açores

2 Comentários neste artigo

  1. Rui Costa

    Realmente o pescador ta sempre fodi…
    Não se entende como é que em dois dias o goraz é tao desvalorizado pelos compradores.
    Estes senhores tinham era falta de passar um dia de trabalho no mar,mas o dia de trabalho do pescador não é de 8 horas é no minimo 14 horas quando não é mais

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    • Gaivota

      Senhor Rui Costa
      Cuidado muito cuidado com certas afirmações, o senhor trabalha 14 horas e talvez sem contrato de trabalho, olhe que isso é muito grave. Olhe que isso evidencia vários crimes à lei do trabalho (bla bla + bla bla e ai ai que já me lixaram), por todo este bla bla muito cuidado e todo o cuidado é pouco.

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