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Carmen Fraga não concorda com o alargamento da ZEE dos Açores até 200 milhas

Carmen Fraga não concorda com o alargamento da ZEE dos Açores até 200 milhas

A presidente da Comissão de Pescas do Parlamento Europeu, Carmen Fraga, defendeu hoje, em Ponta Delgada, não existirem razões científicas para alargar a Zona Económica Exclusiva (ZEE) dos Açores até às 200 milhas.

“Não há razões científicas para ampliar até às 200 milhas e creio que será um tema conflituoso. O que realmente nos preocupa é a questão dos recursos entre as 100 e as 200 milhas e temos de ver entre todos quais são as medidas mais favoráveis para preservar os meios”, afirmou a eurodeputada espanhola.

Para Carmen Fraga, que falava aos jornalistas numa visita ao Porto de Ponta Delgada, a questão do alargamento da ZEE dos Açores “é abrir uma caixa de pandora que dará mais problemas e o resultado pode vir a ser pior”.

A presidente da Comissão de Pescas do Parlamento Europeu considerou um “erro político” a questão das 100 milhas, recordando que originou duras discussões há alguns anos e levou “à discriminação positiva para a Madeira, Canárias e Açores”.

Carmen Fraga frisou, no entanto, não ter nenhuma posição contrária e estar aberta à discussão, salientando que também é oriunda de uma região ultraperiférica, as Canárias, e que, por isso, defende as melhores soluções do ponto de vista de uma política comum de pescas.

A comissão do Parlamento Europeu esteve hoje reunida com representantes das pescas nos Açores para avaliar a situação no setor, tendo a presidente defendido uma discriminação positiva para os Açores tendo em conta as suas especificidades.

“Diria que os problemas são sobretudo da ultraperiferia, os Açores têm problemas ligados à distância e ao transporte, apesar de haver uma regulamentação comunitária, e, por isso, há que haver uma discriminação positiva”, afirmou.

Na ocasião, José António Fernandes, presidente da Federação das Pescas dos Açores, manifestou preocupação por existir “uma frota que está grande demais” para os recursos da região, admitindo “alguns abates, principalmente para as embarcações de grande porte, que são autênticas máquinas de pescar”.

Fonte: Açoriano Oriental

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