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Federação das Pescas dos Açores elege novo presidente

Federação das Pescas dos Açores elege novo presidente

Gualberto Rita, da Cooperativa de Pescadores da Ribeira Quente, ilha de São Miguel, foi hoje eleito presidente da Federação das Pescas dos Açores e tem como principal objetivo aumentar o rendimento ‘per capita’ dos pescadores no arquipélago.

“Estamos empenhados em promover a valorização e modernização do setor. Mas a nossa grande preocupação vai em apresentar um plano ao Governo [Regional] de modo a garantir um melhor rendimento ‘per capita’ para todos os pescadores, bem como a redistribuição desses rendimentos por toda a fileira da pesca”, afirmou Gualberto Rita, em declarações à Lusa.

Além de Gualberto Rita também concorreu à presidência da Federação das Pescas dos Açores José António Fernandes, até agora presidente, mas o empate obtido na primeira votação, ocorrida a 30 de março, obrigou a uma segunda volta.

O resultado da segunda volta foram seis votos para a lista de Gualberto Rita, que entre 2011 e março de 2013 foi secretário da Federação das Pescas dos Açores, e cinco votos para a lista de José António Fernandes, que se candidatava ao terceiro mandato.

O novo presidente da federação referiu que existem diferentes realidades do setor nas nove ilhas dos Açores, que carecem de ser estudadas e analisadas.

“Existem realidades diferentes de ilha para ilha e é nisso que nos queremos empenhar e tentar perceber essas realidades. O facto de haver pescadores a mais não é o que se passa em todas as ilhas. Isso exige uma maior reflexão de todos nós”, afirmou Gualberto Rita.

O novo dirigente da Federação das Pescas dos Açores revelou, ainda, que gostaria que houvesse um outro enquadramento da profissão de pescador no âmbito da Segurança Social, para que os homens do mar não dependam tanto dos apoios oficiais, como o Fundopesca, cuja “alteração está já a ser trabalhada”.

“O que gostaríamos de trabalhar era de uma forma que pudéssemos enquadrar essa profissão de pescador e a pesca no âmbito da Segurança Social, que se pudesse enquadrar como outra profissão qualquer”, disse Gualberto Rita, acrescentando ser “importante que os pescadores não dependam tanto dos subsídios” governamentais.

O Fundopesca é um mecanismo de compensação salarial para os pescadores que não podem sair para o mar por causa do mau tempo durante um determinado período de tempo.

Agendada para 30 de abril está já a reunião do Conselho Regional das Pescas, uma primeira oportunidade para Gualberto Rita expor e debater assuntos importantes para o setor na região.

Gualberto Rita tem 43 anos e é armador de duas embarcações de pesca no porto da Ribeira Quente, concelho da Povoação, ilha de S. Miguel, nos Açores.

O mandato para que hoje foi eleito tem a duração de dois anos.

Fonte: Açores 9 / Lusa

1 Comentário neste artigo

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    atento

    ja era tempo de mudar …

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