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Formas inovadoras de aproveitar o mar podem atrair portugueses de diversos setores

Formas inovadoras de aproveitar o mar podem atrair portugueses de diversos setores

O Oceanário de Lisboa vai juntar várias pessoas para apresentar formas inovadoras de aproveitar as oportunidades relacionadas com o mar, em áreas tão diversas como gastronomia, moda, desporto ou ecologia, tentando aproximar os portugueses deste recurso.
O projeto Voxmar integra nove conferências, a decorrer em outros tantos meses, em Lisboa, com 30 oradores e mais de mil participantes esperados. O primeiro encontro será na terça-feira e tem como tema “Empreendedorismo – Como vender o Mar Português?”.

“O mar é, sem dúvida o futuro de Portugal, como tem sido dito ao longo dos últimos tempos, [mas] há uma necessidade de as pessoas perceberem onde, como, o quê pois imaginar o mar, de forma abstrata, como o futuro de Portugal, é complicado para a maior parte das pessoas”, disse hoje à agência Lusa o administrador do Oceanário de Lisboa.

João Falcato explicou que “o Voxmar é um projeto extremamente inovador, e tem como objetivo tentar mudar um pouco a imagem que existe hoje em dia em Portugal sobre o mar, muita ligada às pescas, aos portos e o mar português é muito mais” do que isso.

“Existem pessoas fantásticas a trabalhar e a inspirarem-se com o mar, em Portugal, a usarem o mar de forma diferente, ‘cool’, nova, moderna, é isso que queremos mostrar a todos os portugueses”, principalmente os jovens, realçou.

Por isso, o VoxMar vai tentar trazer o maior número de “pessoas diferentes, e de população em geral, para passar a conhecer melhor o mar, a ligar-se ao mar e a querer estar e trabalhar com o mar, em Portugal”, resumiu o administrador do Oceanário.

Serão abordados temas como empreendedorismo, turismo, artes e cultura, moda, desporto, gastronomia, gestão, inovação e visões do futuro, que “ainda não existem mas poderão existir”.

Ao mesmo tempo tenta-se “dar uma visão diferente da habitual do que é o mar, e de qual o seu potencial e o que cada um de nós pode usar, de alguma forma, para construir uma vida de futuro”, especificou João Falcato.

O responsável referiu a ligação às preocupações ambientais, pois, “se as pessoas não tiverem interesse no mar, não vão ter interesse em conservar o que há no mar”.

“Depois de conhecer, de gostar, então vamos falar do que tem de ser feito para que o mar existente, que é fantástico e está bastante bem preservado, continue assim no futuro, e permita que Portugal beneficie de tudo, tanto do potencial económico, como do potencial ecológico”, acrescentou.

Fonte: Açoriano Oriental

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