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Procura dos serviços da Estação Costeira da Porto de Abrigo aumentou em 70% pela náutica de recreio

Procura dos serviços da Estação Costeira da Porto de Abrigo aumentou em 70% pela náutica de recreio

No 1.º semestre de 2015 os serviços da Estação Costeira Porto de Abrigo foram utilizados por 2.033 vezes para estabelecimento de contactos com terra ou em sentido inverso. Registou-se um aumento (cerca a 5%) na utilização dos serviços desta Estação tanto por parte da pesca profissional mas, sobretudo, por parte da náutica de recreio, com um aumento aproximado de 70%, segundo refere o relatório daquela entidade relativo ao primeiro semestre de 2015 divulgado ontem.

Na avaliação da sinistralidade marítima realizada pela Porto de Abrigo no início do corrente ano e, tendo como base de comparação a evolução dos atendimentos entre 2013 e 2014, o relatório chama a atenção para a importância dos serviços da Estação Costeira no desenvolvimento duma cultura de segurança por parte dos marítimos açorianos (razão primeira da criação do serviço).

Essa importância traduz-se, segundo o mesmo documento, “no facto dos Açores terem passado a ser a região do país com a mais baixa taxa de sinistralidade marítima comparativamente ao número de activos. A Estação funcionou como instrumento de aquisição duma cultura de segurança (preventiva) traduzida do pedido de informação detalhada sobre a evolução das condições meteorológicas marítimas em cada uma das ilhas e, sobretudo, nos bancos de pesca mais afastados assim como instrumentos para recurso ao auxílio pedido de embarcações de pesca que se encontrem próximas em situações de avaria quando não justificam ainda o recurso pedido apoio de emergência”.

Sublinha o relatório que “o maior número de acidentes mortais registados no mar do Açores nos últimos anos ocorreu com mergulhadores (caça submarina profissional ou de recreio) e resultado de quedas ao mar de pescadores apeados. A segurança no mar beneficia com a tecnologia mas não dispensa o esforço humano. A sinistralidade marítima é uma questão que deve empenhar todas as entidades com diferentes responsabilidades na implementação duma cultura de segurança, as que têm funções de autoridade marítima (de fiscalização e de socorro), o Governo, e mesmo, os órgãos de comunicação social”.

Esta cooperativa sublinha que “o desenvolvimento das tecnologias de comunicações e de navegação são fundamentais para a melhoria das condições de segurança no mar não dispensam a atenção, prevenção acidente que se traduz em esforço humano, com empenhamento dos tripulantes quando a navegar, assim como no aumento de cuidados por parte da pesca de mergulho ou apeada, evitando a prática destas actividades isoladamente”.

A Porto de Abrigo agradece a cooperação tida por parte, não apenas dos marítimos associados (entre os quais se incluem associações de recreio náutico e pesca desportiva) e sublinha a importância da cooperação de todas as entidades públicas que trabalham com a pesca submarina, profissional ou de recreio, ou da pesca apeada no sentido do aprofundamento do trabalho de informação que garanta a todos uma maior consciência da necessidade da adopção de procedimentos de segurança no mar”.

Fonte: Ana Coelho / Correio dos Açores

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