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Ana Cunha destaca importância geoestratégica dos Açores no futuro do tráfego marítimo

Ana Cunha destaca importância geoestratégica dos Açores no futuro do tráfego marítimo

A Secretária Regional dos Transportes e Obras Públicas destacou hoje, em Lisboa, a “importância geoestratégica dos Açores”, não só para Portugal, mas também para o mundo, como uma “importante peça no futuro do tráfego marítimo”.

Ana Cunha, em declarações à margem da conferência ‘The United States and Portugal: A Partnership for Prosperity – Energy Security, Entrepreneurship, and Economic Engagement’, assegurou que o Governo Regional pretende “continuar a promover e a criar as condições, nos diversos portos dos Açores, com particular incidência para o Porto da Praia da Vitória, para se poder abastecer de LNG (gás natural liquefeito) os navios que tocarem” os portos do arquipélago.

“O Governo dos Açores sinalizou o Porto da Praia da Vitória como o sítio ideal para criar um terminal de LNG por ser o porto que apresenta mais possibilidades de expansão, por ser uma área que inclui uma zona industrial com bastante espaço para instalação de depósitos, quer numa primeira fase, de dimensão média, quer numa fase seguinte, com bastante possibilidade de expansão”, frisou a titular da pasta dos Transportes.

Ana Cunha afirmou que “a Portos dos Açores, que é o interlocutor do Governo dos Açores nesta área, ainda recentemente celebrou um acordo de consultoria com o Banco Europeu de Investimento, com vista a explorar toda a viabilidade do estabelecimento do terminal de LNG na Praia da Vitória e de estudar os mercados potenciais de fornecimento de LNG, compreendendo este estudo um modelo de negócios e investimentos necessários e os possíveis retornos para esse investimento”.

Para a Secretária Regional, esta conferência “foi uma oportunidade única para ouvir também outros parceiros na área”, mas também para “se perceber que este é um investimento que não se conclui a curto prazo, mas sim a médio prazo”.

“Basta pensar no investimento que é necessário fazer nas alterações num navio normal de carga, que tem uma vida útil média de 30 anos, Esse investimento, a meio dessa vida útil, financeiramente não se justificará. Haverá que aguardar pelo final da vida útil e, na substituição do navio, então sim, contemplar o LNG”, afirmou.

“Existem diversas notas que fazem com que tenhamos que criar essas condições rapidamente”, salientou a Secretária Regional, adiantando que “se pensarmos nos navios de cruzeiro, com as suas preocupações ambientais, cada vez mais, nomeadamente quando estão parados em portos, têm tendência a usar o LNG”, nomeadamente para “usar os motores auxiliares, por exemplo, quando atracados em portos”.

Ana Cunha assegurou que o Governo dos Açores continua a trabalhar neste tema, “para, com a Portos dos Açores, criar as condições para atrair investimento privado para aquela que é a nossa intenção de criação de um importante terminal de LNG, no Porto da Praia da Vitória, para os navios que atravessam o Atlântico”.

Fonte: GaCS

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