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Ilha de São Miguel // Palangre estava a 50 metros da costa quando devia estar a 6.000 metros

Ilha de São Miguel // Palangre estava a 50 metros da costa quando devia estar a 6.000 metros

O Comando Local da Polícia Marítima de Ponta Delgada apreendeu mais de um quilómetro de rede de palangre de fundo que estava colocada no mar a 50 metros da costa no Sul e Leste de São Miguel, numa área entre os concelhos de Povoação e Nordeste, quando esta rede só pode ser colocada a três milhas de costa, ou seja, a cerca de seis quilómetros.

A rede estava, portanto, colocada à margem da legislação em vigor mesmo em cima da costa e a apreensão foi feita em flagrante delito.

Esta operação de fiscalização da pesca, especialmente direccionada para a pesca lúdica e pesca em locais proibidos, levou também a Polícia Marítima a detectar e fiscalizar dois pescadores lúdicos, que por estarem a fazer pesca submarina sem licença, foram autuados.

A estes pescadores foram apreendidos os fatos de mergulho e restante material utilizado para cometer a infracção. Foram igualmente apreendidos cerca de sete quilos de polvos, que foram devolvidos ao mar por apresentarem boas condições de sobrevivência.

Os infractores incorrem na presumível prática de contraordenações, puníveis com coimas que de acordo com a legislação em vigor podem variar de um mínimo de 250 euros a um máximo de 37.500 euros.

Através de vários alertas, inclusivamente do próprio ‘Correio dos Açores’, o Comando Local da Polícia Marítima de Ponta Delgada tem-se mostrado disponível para agir em situações de pesca à margem da lei ao longo da costa de São Miguel, havendo a possibilidade de outras embarcações estarem a pescar com palangre de fundo a dezenas de metros dos calhaus, utilizando vários artifícios para uma maioria eficácia nas capturas. A Polícia Marítima está também particularmente atenta aos apanhadores de polvos sem licença e que apanham quantidades que vão para além do permitido por lei.

Esta apanha de polvos é particularmente lucrativa, podendo-se obter elevados rendimentos se o apanhador se dedicar apenas a esta actividade. Só que, com esta forma de agir, os recursos vão sendo delapidados e, um dia, teremos os polvos em vias de extinção em redor da costa da ilha de São Miguel.

Fonte: Correio dos Açores

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