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Projectos para o mar responsáveis por 40% de retorno do programa GMES

Projectos para o mar responsáveis por 40% de retorno do programa GMES

A área marinha é responsável pela maior parte do retorno do investimento conseguido por Portugal através do programa europeu de Observação da Terra (GMES), segundo avançou hoje um responsável da iniciativa. Mário Caetano, delegado de Portugal no GMES, da Agência Espacial Europeia (ESA), disse à Lusa que este 40 por cento do retorno do investimento português se refere a um valor “talvez um pouco proporcional à dimensão da água em relação à terra no país”.

As áreas abrangidas pelos projectos relacionam-se com a utilização dos satélites para gestão dos stocks de peixe e com a segurança, por exemplo para avaliar a extensão de um derrame de óleo no mar. Também na área da segurança, “começa a haver projectos, para identificação de pequenas embarcações o que pode ser útil para salvar vidas, nomeadamente em embarcações que vêm de África com imigrantes”, apontou.

O responsável falava à margem do encontro sobre as aplicações do GMES para o mar, a decorrer em Paço de Arcos (Oeiras) com o objectivo de juntar os técnicos do programa, os cientistas, investigadores e as empresas. O GMES é um programa integrado para monitorização da terra, do meio marinho, da atmosfera, nas emergências, segurança e alterações climáticas. Está operacional desde 2011 e já recebeu um investimentode três mil milhões de euros desde 2000.Portugal investe 16 milhões de euros por ano e obtém um retorno de 99 por cento, sob a forma de contratos com a indústria ou os centros de investigação, referiu Mário Caetano, na sua intervenção.

Os dados obtidos por satélite são usados para implementar políticas, apoiando a tomada de decisões, mas também podem ser uma ferramenta relevante para várias actividades económicas, da agricultura às pescas, ou nas alterações climáticas. No sector dos oceanos, “pode obter-se dados sobre a cor, correntes, ventos, temperatura da água, altura das ondas ou espessura do gelo”, exemplificou Mário Caetano.

Para obter os serviços que produzem esta informação, “tem de haver envolvimento da indústria, da academia e dos centros de investigação”, como apontou o delegado de Portugal no GMES, salientando que alguns dos satélites do programa, que vão começar a ser lançados em 2013, “têm componentes feitos pela indústria portuguesa”.

Quanto ao futuro do GMES, “serão necessários cerca de 800 milhões de euros por ano entre 2014 e 2025” e a dúvida actual é se será financiado dentro do quadro financeiro plurianual da UE ou se vai ser criado um programa intergovernamental com contribuições adicionais dos Estados membros com base na percentagem do PIB.

2 Comentários neste artigo

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    Ainda em fase de projetos e já tem retorno? FANTÁSTICO!!!!Será que há alguém que acredita nesta treta?

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      Senhor Antão, espero que estes senhores não sabemos quem são e nunca saberemos, que em relação ao retorno não se esqueçam da nossa dimensão geográfica ZEE, maior ZEE da UE. E que não se esqueça o Srº. Mário Caetano, delegado de Portugal no GMES, da Agência Espacial Europeia (ESA), disse à Lusa que este 40 por cento do retorno do investimento português se refere a um valor “talvez um pouco proporcional à dimensão da água em relação à terra no país”. Água temos quanta baste, que lhe parece Srº Antão?.

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