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Canadianos com luz verde para explorar mina no fundo do mar dos Açores

Canadianos com luz verde para explorar mina no fundo do mar dos Açores

O departamento do Governo Regional dos Açores que tutela o ambiente e o mar(secretaria do Ambiente e do Mar) emitiu um parecer favorável no sentido da Nautilus Minerals fazer prospeção nas águas do arquipélago, com vista a avançar para a exploração mineral dos fundos do mar açoriano.

A empresa canadiana pretende realizar a pesquisa de fundos marinhos em busca de rochas enriquecidas com diversos metais, como ferro, cobre, estanho, ouro e prata, a partir de fontes hidrotermais submarinas. Verificando a existência de metais preciosos que tornem a exploração rentável economicamente, a Nautilus Minerals estenderá a sua ação por seis áreas diferentes, num total aproximado de seis mil quilómetros quadrados (a Sudoeste dos Açores, ao largo Faial,entre o Banco Princesa Alice e a fonte hidrotermal Rainbow, a grande profundidade),durante um período de três anos,prorrogável por mais dois.

O diretor regional de Apoio ao Investimento e à Competitividade adiantou que o processo legal decorre através da secretaria da Economia mas, com o parecer positivo dado pela secretaria do Ambiente e do Mar, estarão reunidas as condições para o licenciamento ser emitido dentro de poucos meses.

O montante das contrapartidas a cobrar pela Região, em resultado da extração de minérios marinhos,não está ainda, segundo Arnaldo Machado, “estabelecido em definitivo”. O que se espera é que os Açores sejam compensados por esta operação – tal como consagra a legislação regional que acautela a defesa do património natural do arquipélago –juntamente como Estado português e,naturalmente,a empresa que desenvolve a atividade.

A Nautilus Minerals é uma das organizações mais capacitadas no mundo para a extração de minérios no mar profundo, tendo jádivulgado imagens da primeira mina subaquática na Papua-Nova Guiné, onde se encontra a trabalhar.

Em declarações recentes ao DN, o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto Abreu,afirmou que os 200 montes submarinos nas águas territoriais portuguesas, que integram a Zona Económica Exclusiva (ZEE) dos Açores, podem gerar um rendimento líquido anual de 60 mil milhões de euros, por via da exploração mineral subaquática. Um valor que, refira-se, não fica muito longe do empréstimo (78 mil milhões de euros) feito a Portugal pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu e Comissão Europeia.

O secretário regional do Ambiente e do Mar, Álamo Meneses, admite a existência de um património submarino rico ao largo dos Açores que pode gerar grandes dividendos, não só para quem explora e para o Estado,mas também e sobretudo para os Açores,enquanto região de onde esses minérios são extraídos. “Obviamente que a região tem de gerir os seus recursos e o mar faz parte do nosso território.Os recursos que estão no mar são, com certeza, recursos de todos nós [açorianos]”,enfatiza.

Álamo Meneses é,no entanto, cauteloso quanto ao valor da receita que a região arrecadará com a extração de recursos minerais dos seus fundos marinhos. O governante prefere evidenciar que “a região administra esses recursos” por se tratar de uma área geográfica sob a sua tutela, mediante um processo de concessão em que já estão à partida “estabelecidas as contra partidas a cobrar” pelos Açores.

No fórum da ultraperiferia, que decorreu em Bruxelas, o presidente do Governo Regional, Carlos César, disse ser fundamental, nos assuntos relacionados como mar, que “as Regiões Ultraperiféricas (RUP) europeias não se transformem,por imposição dos mais fortes,neste processo emergente, em meras plataformas logísticas para a investigação, trabalho e proveito de terceiros, e muito menos em lugares de extorsão”.

Nesse sentido,defendeu um regime adequado de proteção e medidas de discriminação positiva, de modo a tornar regiões como os Açores “justas beneficiárias dessas atividades” e aumentando as suas possibilidades de crescimento e diversificação económica.

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5 Comentários neste artigo

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    manuel sousa

    De uma forma preventiva com vista a assegurar as condições de segurança e ambiente das nossas águas,não só deveria ser limitado o numero desses navios nas nossas águas, como cada navio deveria ter a bordo um a dois técnicos portugueses devidamente cardênsiados nessas áreas.E de preferência sem interesses paralelos de parte aparte.

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      “Interesses paralelos de parte aparte”…. Corrupção… Não há hipótese. Quem tem dinheiro consegue tudo.

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    AÇORIANO ALERTA

    ESTES PODRES VENDEM O NOSSO MAR A ESTES BANDIDOS QUE FORAM EXPULSOS DE OUTROS PAÍSES COMO A FRANÇA, INGLATERRA, IRLANDA, NORUEGA, ESPANHA, FINLANDIA. E VEM CA AGORA ELES E OS CHINESES, RUSSOS TODOS INOCENTES . A EXPLORAÇÃO QUE ANDAM A FAZER NUM PAÍS POBRE DA ASIA( PAPUA NOVA GUINE) JA PRODUZIU POLUIÇAO DE MILHOES DE TONELADAS. MATOU OS PEIXES NUMA VASTA REGIAO. FORAM EXPULSOS DA NOVA ZELANDIA COM PROTESTOS DA POPULAÇÃO NA RUA DIA APOS DIA. E AGORA O MALDITO GOVERNO DE LISBOA PODRE E CORRUPTO DA NO NOSSO MAR A ESTES PORCOS PARA O DESTRUIREM? E QUANTO AO GOVERNO AÇORIANO PUTREFACTO DO PS QUE DESAPAREÇA . O POVO AÇORIANO É BURRO E METE A PORCARIA DO PS NO PODER. OS SOCIALISTAS SAO OS CULPADOS DO MAL QUE ACONTECE EM TODO O PORTUGAL ! TODO! O MAR É NOSSO FORA DO NOSSO MAR. ELES VAO POLUIR TUDO DESTRUIR A NOSSA BELEZA. QUE TURISTAS QUEREM VIR VISITAR UM MAR MORTO E POLUÍDO. PENSEM NISSO.,

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    Quem conhece este processo, sabe as implicações que isto trará para os pescadores nos bancos a volta dessa zona. Na nova Zelândia ate os habitantes locais fizeram protestos na rua contra.

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    MACIEIRA

    Se fosse estes senhores rezava bastante…não vá o Sr. Henrique lembrar-se de contratar engenheiros de minas em vez de biologos…e desenvolver interesse pela a profissão de mineiro, eheheheh…ó home venham de lá as canadianas…

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