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Peixe açoriano “é inconfundível”

Peixe açoriano “é inconfundível”

A marcação de pescado, que será feita numa primeira fase em quase uma dezena de espécies de maior valor comercial, será implementada nos Açores durante o próximo ano, através de apoios do Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP). Entre as espécies contam-se o Goraz, Peixão, Cherne, Atum Patudo, Pargo, Boca Negra, Imperador, Alfonsim e Lírio.

Os Açores vão ser a primeira Região do país a implementar a marcação do pescado, em especial as espécies de maior valor comercial, pretendendo-se assim diferenciar e valorizar o peixe capturado nos nossos mares, bem como facilitar a rastreabilidade, o controlo e a fiscalização, combatendo a fuga à lota e evitando o mercado paralelo.
Estas foram algumas das conclusões da apresentação do projecto-piloto de marcação do pescado, que decorreu ontem na lota de Ponta Delgada.
Na altura, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia disse que se trata de um “passo determinante” para a valorização do peixe capturado no mar dos Açores e para a “criação de rendimento na fileira da pesca”.
A marca Açores passará a constar do selo da Lotaçor enquanto garantia de qualidade, promovendo o pescado açoriano como um produto superior em lotas internacionais, como por exemplo, a de Vigo.
Em traços gerais, a iniciativa vai permitir aos compradores de peixe acederem à página da Lotaçor na Internet, através de um código QR (Quick Response) presente na etiqueta, e recolher informação sobre o produto, garantindo a sua rastreabilidade.
Fausto Brito e Abreu lembrou que a rastreabilidade do pescado é “um dos desígnios da Política Comum das Pescas”, referindo que o Governo dos Açores e a Lotaçor estão a “testar tecnologias de marcação e a adaptar as bases de dados”.
A marcação de pescado, que será feita numa primeira fase em quase uma dezena de espécies de maior valor comercial, será implementada nos Açores durante o próximo ano, através de apoios do Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP). Entre as espécies contam-se o Goraz, Peixão, Cherne, Atum Patudo, Pargo, Boca Negra, Imperador, Alfonsim e Lírio.
Esta foi uma das iniciativas da Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia que pretendeu assinalar ontem na Região, o Dia Nacional do Mar.

“Melhor Pesca, Mais Rendimento”
Fausto Brito e Abreu, salientou ainda que esta medida, que integra o documento “Melhor Pesca, Mais Rendimento”, apresentado em Abril, “associa o peixe dos Açores aos conceitos de sustentabilidade e pesca artesanal”.
Nesse documento, o Governo Regional apresenta um conjunto de medidas estratégicas para o sector da pesca, de carácter dinâmico e assente numa abordagem intersectorial, que tem como objectivo central o aumento do rendimento dos pescadores. “O Governo Regional tem como uma das suas prioridades mais importantes, no sector das pescas, o aumento do rendimento dos pescadores”.
A definição daquelas medidas decorre da identificação dos cinco factores principais que podem provocar um a quebra de rendimentos dos profissionais do sector da pesca nos Açores, nomeadamente: abundância e disponibilidade dos recursos marinhos; baixos preços na primeira venda em lota; excesso de pescadores por embarcação; estado do mar que impede o exercício da pesca; condições de trabalho adversas e vulnerabilidade social.
“Marcar o pescado dos Açores é torná-lo único, destacando o carácter artesanal dos métodos de captura, o respeito por práticas de pesca responsável e a qualidade excepcional do nosso ambiente marinho”, disse.
“Quando um peixe, das espécies com maior valor comercial, for a qualquer mercado internacional, levando esta marca é uma mais-valia para a valorização deste pescado e também para o reconhecimento da Região nos mercados internacionais como um fornecedor de peixe de qualidade”.
Em termos de custos, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia disse que “o investimento não ultrapassará os 50 mil euros”, mas que “dependerá da tecnologia a utilizar. Esta que testamos aqui hoje, parece-me ser uma das mais eficientes, mas testaremos outras tecnologias também”, acrescentou.

Acordo Lotaçor e a SDEA
Para além da apresentação do projecto-piloto de marcação de pescado, foi também assinado um contrato entre a Lotaçor e a Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores (SDEA) para que a ‘Marca Açores’ passe a constar do selo da Lotaçor enquanto “garantia de qualidade”, contribuindo para a promoção do pescado açoriano como um produto superior em lotas e mercados internacionais.
Na etiqueta aplicada ao pescado, para além da ‘Marca Açores’, estará o código QR que permite aceder rapidamente a informação sobre a espécie, a data e o local de captura e descarga, mas também sobre o método de captura, ou seja, a arte de pesca utilizada. Cíntia Machado, Presidente do Conselho de Administração da Lotaçor, reforçou a importância “da marcação do pescado nos Açores como forma de garantir a sustentabilidade dos nossos recursos e da nossa economia”.
Por seu turno, Marisa Toste, vogal do Conselho de Administração da SDEA destacou “que a estratégia da marca Açores constitui uma importante alavanca de diferenciação, de valorização e de aumento de competitividade dos produtos, e dos serviços açorianos, permitindo dar particular visibilidade a características que diferenciam positivamente os Açores”.
Recorde-se, que a SEDEA tem por missão contribuir para a concepção e execução de políticas de estímulo ao desenvolvimento empresarial, visando o reforço da competitividade e produtividade das empresas açorianas, bem como de promoção da inovação e do empreendedorismo.

Fonte: Correio dos Açores

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